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Asunto:[encuentrohumboldt] 45/13 - Territórios étnico-religiosos: as manife stações do candomblé em Manzo Ngunzo Kaiango – B elo Horizonte/Brasil
Fecha:Jueves, 1 de Agosto, 2013  18:56:18 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

Territórios étnico-religiosos:

as manifestações do candomblé em Manzo Ngunzo Kaiango – Belo Horizonte/Brasil

 

Ana Maria Martins Queiroz

Doutoranda em geografia

Universidade Federal de Goiás

Goiânia - Brasil

 

As práticas religiosas podem ser consideradas como uma significativa dimensão na vida de um grupo social qualquer. Pela religião torna-se possível acessar elementos que permitem a composição de uma série de experiências espaço-temporais. A relevância que a religião assume, entretanto, para um determinado sujeito é variável, podendo até mesmo se configurar como uma dimensão que alicerça os demais aspectos da vida. Neste sentido, o trabalho que aqui se apresenta pretende discutir as manifestações étnico-religiosas presentes em um território candomblecista, localizado na cidade de Belo Horizonte/Minas Gerais - Brasil. Trata-se do território-terreiro de Manzo Ngunzo Kaiango.

O candomblé constitui-se uma religião que se estabeleceu a partir das distintas manifestações religiosas de negros que foram trazidos para o Brasil na diáspora africana. Trata-se de uma religião de matriz africana, na qual o encontro de práticas religiosas distintas fundou o que se conhece hoje como candomblé. Os negros que chegaram ao Brasil pertenciam a etnias diferentes, sendo que cada uma possuía suas próprias dinâmicas culturais e socioespaciais, entre as quais a religiosidade. Dentre essas etnias, havia o predomínio de dois grandes grupos: os iorubás e os bantos, que eram negros provenientes da África Ocidental e da região de Angola e do Congo, respectivamente. É sob os pilares das manifestações religiosas destes povos que o candomblé se estabeleceu no país. Por ter se constituído a partir de etnias distintas, tal religião se estrutura através de agrupamentos denominados nações, que são específicas de cada grupo étnico. Na comunidade de Manzo o candomblé é iniciado ao final dos anos de 1970 quando a matriarca da família migra para tal religião. As práticas candomblecistas em Manzo pertencem à nação angola, sendo o banto o grupo étnico-linguístico utilizado para determinadas comunicações entre os candomblecistas da referida comunidade. A organização socioespacial do terreiro também se dá a partir da nação a qual se está vinculado, sendo marcantes alguns aspectos como, por exemplo, a existência de uma bandeira branca que representa o deus Tempo no candomblé da nação angola.

Em Manzo, assim como em outras casas de candomblé, muitas são as festas e as motivações para que elas sejam realizadas. Algumas possuem caráter permanente e estão fixadas no calendário da comunidade, mas, outras se dão em situações particulares e de acordo com as demandas de cada membro da casa. A festa conforma, assim, uma manifestação de relevante significado para os candomblecistas, na medida em que ela marca importantes momentos em suas vidas. Considero, a partir das observações realizadas em Manzo, que a festa no candomblé pode ser pensada como um momento de recriação identitária e de busca por uma realidade em que o oprimido pode, potencialmente, reverter sua condição de excluído e marginalizado. É a possibilidade, portanto, dos povos negros contarem sua própria história e afastarem-se da condição de subalternos. A festa, desta maneira, pode permitir ao negro reconstituir os vínculos com o seu território perdido e reestruturar seu sistema cultural e religioso, o requalificando e o ressignificando.


 Esta ponencia será expuesta en el XV Encuentro Internacional Humboldt a desarrollarse entre los días 09 y 13 de setiembre próximos en la Ciudad de México, México.






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