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Asunto:[encuentrohumboldt] 39/13 - Região, Imperialismo e a Recente Onda de F usões e Aquisições de Empresas no Brasil
Fecha:Martes, 30 de Julio, 2013  13:18:27 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

Região, Imperialismo e a Recente Onda de Fusões e Aquisições de Empresas no Brasil

 

 

Prof. Dr. Domingos Sávio Corrêa

Universidade Federal de Alagoas

Maceió/Alagoas/Brasil

 

 

Esta pesquisa pretende avaliar as relações entre o processo de desindustrialização e a desnacionalização da economia brasileira diante do atual movimento de fusões e aquisições de empresas. O aumento paulatino e vertiginoso da participação estrangeira nas fusões e aquisições tende à desnacionalização da economia, intensifica as remessas de lucros e diminui os investimentos e o desenvolvimento de novas tecnologias. O País torna-se duplamente dependente, com as empresas remetendo seus lucros às matrizes localizadas no estrangeiro. As empresas estrangeiras instaladas no Brasil acabam por moldar um mercado, uma produção e uma economia, e a configurar a produção nacional e regional conforme seus interesses. Terminam por moldar a geografia econômica do País. Ao mesmo tempo, há uma aparente seletividade nas fusões e aquisições, tanto em relação às empresas alvo dos negócios ou quanto a sua localização regional, usufruindo de benefícios fiscais estaduais ou municipais. Ainda que no período mais recente, notadamente a partir dos anos 2000, as empresas brasileiras tenham passado a atuar como “players”, na linguagem econômico-administrativa ou “mercadológica”, adquirindo empresas estrangeiras no exterior, esse movimento parece incipiente diante da onda avassaladora das aquisições de empresas brasileiras por empresas estrangeiras.

É possível atribuir a relevância do tema à consideração do processo que o engendrou, pois a partir dos anos 1990 as combinações de capital são crescentes, motivadas pela política econômica da década, que terminaram por implantar a abertura econômica, as privatizações e a intensificação do investimento estrangeiro e seus efeitos em detrimento do capital nacional. Neste processo, uma parcela significativa dos empresários nacionais desapareceu ou migrou para outros setores de atuação, como ocorreu no setor de autopeças brasileiro. As medidas decorreram das “recomendações” ou imposições oriundas de instituições internacionais como FMI, Bird e BID, no contexto do Consenso de Washington, sob o argumento da superação da crise econômica. A partir do final da década de 1970 houve uma convergência para detonar um grande movimento de investimento internacional cruzado, dominado pelas aquisições/fusões”. Com esse movimento e com o processo de concentração/centralização, foi inevitável sua amplificação e aceleração. “Inevitável”, no caso, para os países que se submeteram e entregaram a soberania nacional aos ditames do Consenso de Washington.

As fusões e aquisições foram consideradas enquanto parte do processo de “globalização”; assim, se a década de 1980, para alguns, ficou conhecida como a “década perdida”, a década de 1990, para outros, entraria para a história como a “década prostituída”, característica de uma “inserção passiva” do Brasil no conjunto da economia mundial, com a entrega do patrimônio de toda a nação.

 


  Esta ponencia será expuesta en el XV Encuentro Internacional Humboldt a desarrollarse entre los días 09 y 13 de setiembre próximos en la Ciudad de México, México.


 





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