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Asunto:[encuentrohumboldt] 40/13 - A Construção espacial do patrimônio alimen tar: o caso do Oeste de Santa Catarina - Brasil
Fecha:Martes, 30 de Julio, 2013  17:04:31 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

A Construção espacial do patrimônio alimentar: o caso do Oeste de Santa Catarina - Brasil

 

 

Prof. Dr. Clécio Azevedo da Silva

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Brasil

 

 

 

Resumo

Este artigo trata dos resultados preliminares da pesquisa “Inventário dos produtos coloniais e de seus processos tradicionais de produção na Região Oeste de Santa Catarina”, iniciada em 2010 com apoio da FAPESC – Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina – e ainda em andamento. A pesquisa tem por objetivo resgatar e sistematizar o conjunto de processos e técnicas relativos à produção dos alimentos introduzidos pelas famílias de agricultores que ocuparam, a partir do século XIX, diversas áreas no sul do Brasil – através da fundação e consolidação das colônias de imigrantes alemãs, italianas e outras. Tais alimentos constituem um patrimônio daquelas coletividades, a começar pelos bens materiais – os alimentos e os objetos técnicos que lhes conferem a existência – e chegando ao domínio dos aspectos imateriais – os conhecimentos, as habilidades e os fatores socioculturais que orientam sua fabricação. Isso vale não só para a introdução e acomodação cultural dos produtos, práticas alimentares e receitas, mas também para a instituição da divisão (social e técnica) do trabalho e das normas e condutas que lhes cabem ao longo de sua reprodução. Podemos aludir à ideia de que o alimento colonial é um patrimônio especial, ao qual se atribui a finalidade de atender a uma necessidade básica, isto é, permitir a manutenção e reprodução biológica dos indivíduos sociais. O consumo material do alimento é o ato final, invariável e indispensável à continuidade da família. Neste sentido, a preservação do patrimônio não pode prescindir das relações sociais de produção que lhes renovam as condições para a sua existência, obrigando a que as estratégias de reprodução sejam inseparáveis do domínio de técnicas e práticas que levem o patrimônio a superar a passagem geracional. Porém, se consideramos que a função da economia colonial vai além de prover os meios de subsistência, podemos afirmar que a continuidade do patrimônio alimentar só pode ser assegurada quando as relações sociais de produção viabilizam a consecução do excedente; em outras palavras, a reprodução do patrimônio funde-se, em sua substância, com o processo de produção do excedente. Essa condição mista “patrimônio-excedente” confere aos objetos produzidos (os alimentos) uma capacidade de mover-se no território mais além da propriedade e – quando o excedente adquire um volume significativo – da própria vida na colônia. Sendo assim, a instância da circulação é meio para uma construção espacial distinta daquela ligada às mercadorias “comuns” (commodities e produtos da agroindústria), configurando uma geografia do excedente intrinsecamente ligada às estratégias de reprodução do patrimônio. Estamos, portanto, nos referindo à construção de circuitos espaciais do patrimônio-excedente. A circulação deste patrimônio-excedente é limitada por sua condição artesanal – fundamentada em conhecimentos tradicionais e na escala de produção familiar. Tal limitação não se refere precisamente aos volumes produzidos e ao alcance do mercado, mas sobretudo por demandar o contato imediato entre as esferas da produção e do consumo, construído através de formas organizativas que vêm sendo cada vez mais popularizadas como “circuitos curtos”.

 


Esta ponencia será expuesta en el XV Encuentro Internacional Humboldt a desarrollarse entre los días 09 y 13 de setiembre próximos en la Ciudad de México, México.






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