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Asunto:[encuentrohumboldt] 31/13 - A MOBILIDADE DO TRABALHO NA ERA DA ACUMULAÇÃ O FLEXÍVEL
Fecha:Miercoles, 24 de Julio, 2013  19:27:31 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

A MOBILIDADE DO TRABALHO NA ERA DA ACUMULAÇÃO FLEXÍVEL

 

Ma. Dayse Maria Souza

Universidade Federal de Sergipe

São Cristóvão, Sergipe/Brasil

 

O uso da força de trabalho é a própria condição de o capital extrair mais-valia, logo, lucro para garantir a sua reprodução. Tais fatores de exploração se dão tanto a partir do prolongamento de horas de trabalho, assim como a partir do avanço da técnica, possibilitando o capital aumentar o nível de produtividade nos diferentes setores da produção. No processo de acumulação flexível, por exemplo, essa exploração do trabalho ganha materialidade com o prolongamento cada vez mais acentuado de horas de trabalho – possibilitado pelo desenvolvimento das forças produtivas que alcança níveis tecnológicos altamente avançados – ampliando assim a extração de mais - valia tanto absoluta e relativa. Nesse sentido, em meio ao processo de crise estrutural do capital e dos efeitos estruturais do desemprego, a “liberdade” de venda da força de trabalho caracterizada a partir da própria mobilidade do trabalho a serviço do capital torna um ponto contraditório do formato de acumulação flexível. O artigo em questão faz parte das discussões apresentadas no trabalho de finalização de mestrado que ao analisar o processo de mobilidade do trabalho diante da nova divisão social e territorial do trabalho frente ao processo de reestruturação produtiva e da crise da monocultura cacaueira no município de Barro Preto – BA, buscou-se como foco principal o trabalho, o uso da força de trabalho pelo capital a partir da sistema de exploração baseado na acumulação flexível representado pelas relações de trabalho desenvolvidas no chão da fábrica de Calçados. E também, na apropriação das relações capitalistas e não- capitalistas encontradas no espaço agrário do município, materializadas pela exploração do trabalho assalariado assim como pela extração da renda da terra. Neste sentido, ao analisar as formas de trabalho no processo de reprodução ampliada do capital, foi necessário compreender a tendência histórica da acumulação capitalista que se estabelece, como afirma Marx (2010), a partir da separação dos trabalhadores dos seus meios de produção tornando-os “livres” para garantir a extração do valor a partir da exploração do trabalho, da extração da mais-valia, expropriando e subjugando o trabalho ao próprio capital. Esta questão fundamentou e contribuiu para revelar o entendimento da forma como o sistema capitalista se materializa no espaço de acordo com as suas necessidades, desvelando assim a realidade estudada que longe de ser uma leitura rígida e acabada, buscou-se, nesse processo histórico, caracterizá-la a partir dos processos sociais construídos socialmente no dado momento, analisando-a criticamente, buscando caminhar na investigação a partir da totalidade das relações. Assim, na lógica de usurpação do tempo livre, o capital traz consigo condições cada vez mais degradantes para os indivíduos que trabalham, com o aumento cada vez mais acentuado do exército de reserva. Apesar das contradições que esse fator traz para o processo de acumulação em tempo de crise estrutural do capital, a função dessa sobrepopulação garante níveis de exploração cada vez mais acentuados e uma ampliação do lucro capitalista; na condição de desempregado, os trabalhadores aceitam qualquer tipo de labor, tornando-se cada vez mais móveis a fim de garantir a exploração do seu tempo de vida para o capital.

 


Esta ponencia será expuesta en el XV Encuentro Internacional Humboldt a desarrollarse entre los días 09 y 13 de setiembre próximos en la Ciudad de México, México.






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