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ENCUENTRO HUMBOLDT
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Asunto:[encuentrohumboldt] 24/13 - ESTADO E CAPITAL E A FARSA DA EXPANSÃO DO AGRO NEGÓCIO
Fecha:Miercoles, 10 de Julio, 2013  23:02:15 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

ESTADO E CAPITAL E A FARSA DA EXPANSÃO DO AGRONEGÓCIO

 

Profª Drª Alexandrina Luz Conceição

NPGEO/Universidade Federal de Sergipe/UFS - Aracaju/SE/BR

 

 

Procura-se nesta pesquisa refletir sobre as ações e intervenções do Estado via políticas públicas no espaço agrário. O que tem se questionado é se estas constituem formas de garantia da permanência da produção e autonomia camponesa ou se estão aprofundando: a exclusão, a mobilidade do trabalho, a concentração de renda e da terra. A pesquisa em foco faz parte de um conjunto de pesquisas que venho desenvolvendo há alguns anos.

 

Nossos estudos têm congregado orientações de pesquisadores dos estados de: Sergipe, Bahia, Pernambuco e Alagoas. O intensivo aprofundamento de discussões e pesquisas tem possibilitado grande volume de resultados: defesas de teses de doutorado; dissertações de mestrado, monografias de bacharelado; defendidas ou em andamentos.

 

A necessidade de discutir a problemática envolve principalmente o conceito de espaço a partir do entendimento das categorias de análise: lugar, território, territorialidades, Estado, divisão social e territorial do trabalho. A leitura do lugar permite o entendimento do movimento da totalidade das relações mundiais de produção e trabalho nas diferentes escalas: local, regional, nacional e mundial em um pensar reflexivo do espaço no movimento da circularidade do capital.

 

Os estudos realizados têm permitido sinalizar que o Estado tem assumido o papel de gestor e promotor implementando políticas agrícolas inscritas às novas formas de expansão capitalista de financeirização da economia. O capital financeiro encontra no Estado a possibilidade de alianças para o processo de acumulação. O carro chefe que sedimenta o discurso de apoio ao jovem no campo se circunscreve na política do PRONAF, que anuncia a inclusão do jovem, na economia agrária, pelo crescimento de renda familiar, do emprego, com o objetivo de atender as propostas de crédito, promover novas formas de agregação de renda e/ou atividades exploradas pela unidade familiar. Embora o discurso do acompanhamento da agricultura familiar esteja construído no discurso do desenvolvimento sustentável, na realidade esta política está consolidada no projeto estrutural do FMI e do BM e antes de garantir a autonomia da unidade de produção familiar o espaço rural deixa de ser concebido como espaço agrário de produção.  O que se observa é que as políticas inscritas no espaço agrário consolidam o modelo dominante do agronegócio na sua lógica concentradora de terras, de tecnologia e de riquezas.

 

O Estado impõe um discurso velado de submissão ao capital, através de políticas de crédito, tornando crescente a expropriação da produção familiar, o assalariamento direto nas áreas do agronegócio e a mobilidade do trabalho para centros de convergência, onde estão sendo instaladas indústrias calçadistas que absorvem a força de trabalho em condições degradantes para a extração de mais valor. Expropriando milhares de famílias camponesas, intensificando o desemprego, a precarização do trabalho e inscrevendo relações de trabalho escravo.

 

Palavras Chaves: Estado, Agronegócio, produção camponesa, Política Pública.


 Esta ponencia será expuesta en el XV Encuentro Internacional Humboldt a desarrollarse entre los días 09 y 13 de setiembre próximos en la Ciudad de México, México.