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ENCUENTRO HUMBOLDT
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Asunto:[encuentrohumboldt] 46/12 - TERRITÓRIO E TERRITORIALIDADE NEGRA NO PIEMONT E DA DIAMANTINA– BA
Fecha:Miercoles, 4 de Julio, 2012  21:58:04 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

TERRITÓRIO E TERRITORIALIDADE NEGRA NO PIEMONTE DA DIAMANTINA– BA[1]

 

Fábio Nunes de Jesus[2]

 

Resumo:

 

O artigo ora desenvolvido é parte dos estudos vinculados ao curso do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Através de um aporte teórico fundamentado na territorialidade negra objetiva-se entender a lógica e permanência dos espaços quilombolas na Bahia frente ao caráter hegemônico de sua configuração territorial. O Piemonte da Diamantina caracteriza-se pela dimensão produtiva originada do ciclo do ouro e mobilidade populacional recorrente na colonização e interiorização do Brasil. Representava ao mesmo tempo a área de fluxo do empreendimento da coroa em busca do ouro e também uma rede de comunicação conflituosa e estratégica da capitania da Bahia com a região das Minas Gerais.A mobilidade social resultante estabelecia conexões entre pontos aparentemente dispersos sobre o território baiano.Estes, transformaram-se em núcleos populacionais que refletiam os interesses e as contradições presentes na ocupação destes espaços .Assim, importantes rotas foram definidas contribuindo para a legitimação e afirmação do povoamento das diversas regiões. Por estes caminhos, a projeção de uma  materialidade sobre o espaço capitalista  revelavam as estratégias de dominação ,que no seu bojo tentava  também eliminar traços recorrentes dos valores culturais dos povos afros .Para este intento, os objetos geográficos dotados de simbologias presentes tornaram-se fundamentais ao contribuir para reificação de uma sociedade com valores e referências predominantes na consolidação do Estado -Nação brasileiro.Em meio a esta teia de relações materializadas no território, os povos africanos, movidos pela cosmogonia presente na interpretação cultural e geográfica de mundo criavam e reinterpretavam os sentidos estéticos e ideológicos predominantes na América à luz de conhecimentos transoceânicos e diaspóricos, produzindo paralelamente espaços subalternos com fortes traços culturais e de auto-referência.

 

Palavras-chave: Território, Territorialidade, Identidade, Bahia, Quilombos

 

BLACK TERRITORY AND TERRITORIALITY IN PIEMONTE DA DIAMANTINA   BA

 

Abstract:

 

This paper was developed as part of the studies linked to the Mastering Program in Geography of the Federal University of Rio Grande do Norte. Through a theoretical approach grounded on the black territoriality, it is aimed to understand the logic and permanence of the quilombola spaces in Bahia regarding the hegemonic feature of its territorial configuration. The Piemonte da Diamantina is characterized by the productive dimension originated from the gold cycle and population mobility recurrent in the colonization period and internalization of the Brazilian domain. It represented both an area of relevant venture of the crown in search of gold and also a troublesome and strategic communication network of the captaincy of Bahia with the region of Minas Gerais. The given social mobility established among points apparently disconnected throughout the territory of the State of Bahia turned out to be settlements which portrayed the ambitions and contradictions in the occupation of these areas. Thus, important routes were defined by contributing to the legitimization and affirmation of the settlement process in different regions. Through these paths, the projection of a materiality about the capitalist space has revealed the domination strategies, which in its wake also tried to eliminate recurrent features of the cultural values of African people. For this purpose, the geographic objects endowed with these symbols were fundamental in contributing to the reification of a society with values and references prevalent in the consolidation of the Brazilian nation. Amid this web of relationships embodied in the territory, the African people, moved by this cosmogony in the cultural and geographical interpretation of world created and reinterpreted the aesthetic and ideological meanings prevalent in America in the light of transoceanic and diasporic knowledge, producing at the same time subaltern areas with strong cultural features and self-reference.

 

Keywords: Territory, Territoriality, Identity, Bahia, Quilombos



[1]Este artigo constitui parte de pesquisa vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN sob orientação do Prof. Dr. Anelino Francisco da Silva

[2] Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Geografia/UFRN

 


Esta ponencia será presentada en el XIV Encuentro Internacional Humboldt, a realizarse en Las Termas de Río Hondo, provincia de Santiago del Estero - Argentina, entre los días 15 y 19 de octubre de 2012.