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Asunto:[encuentrohumboldt] 223/11 - INFINDÁVEIS QUESTIONAMENTOS SOBRE O ENSINO DE GEOGRAFIA: EM BUSCA DE OUTRAS LINGUAGENS
Fecha:Viernes, 30 de Diciembre, 2011  21:16:45 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

 

 

INFINDÁVEIS QUESTIONAMENTOS SOBRE O ENSINO DE GEOGRAFIA:

EM BUSCA DE OUTRAS LINGUAGENS

 

                                                                                                                                                      

Anedmafer Mattos Fernandes

                                          Mestrando do programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD.

Membro do Grupo de Pesquisa Linguagens Geográficas           

                                                                             

 

Resumo

Há algum tempo tem se debatido em torno da crise da modernidade, e no seio desse debate está a percepção de que as novas condições da estrutura social estão em certa medida tão alteradas, que os já tão consolidados sistemas analíticos das ciências humanas não são capazes de redargüir às exigências requeridas pela sociedade atual. Diante desses limites, torna-se necessário pensar o ensino de geografia para além do conhecimento técnico de um espaço geométrico, ou seja, um saber que vá ao encontro da vida enquanto manifestação espacial humana, coadunando-se a experiência pessoal, a imaginação, a memória e a criatividade. Nesta busca, a arte em especial a música, pode nos apontar caminhos para além do pensamento abissal.

 

Palavras-chave: Ensino de Geografia; Crise da Modernidade; Pensamento Abissal; Linguagens; Música.

 

Abstract

 For a long time it has discussed about the crisis of modernity, and within this debate is the perception that the new conditions of social structure are in some ways so altered, that the consolidated human science analytical systems are not able to reply the demands required by today's society. Before those limits, it becomes necessary to consider the geography teaching beyond the expertise of a geometric space, in other words, a knowledge that meets spatial manifestation of human life, and is in line personal experience, imagination, memory and creativity. In this quest, art and music in particular, may show us some ways beyond abyssal thinking.                                                                                   

 

Keywords:  Geography  Teaching; Modernity Crisis; Abyssal Thinking; Language; Music

 

 

 

 

Introdução

 

O ensaio aqui apresentado tem por finalidade explorar algumas leituras que consideramos essenciais para o desenvolvimento do nosso projeto de pesquisa junto ao programa de pós-graduação em Geografia da Universidade Federal da Grande Dourados. Projeto este, que versa sobre a crise que vem se desenrolando sobre o ensino de geografia, e tem como referência a própria crise paradigmática da modernidade. Neste projeto, enfatizamos a necessidade de maior interlocução com a linguagem artística, neste caso a música.

Vamos fazer um rápido esboço sobre o que entendemos por crise da modernidade e em seguida discutiremos o desdobramento desta crise em relação ao ensino de geografia.

 

Crise da Modernidade

 

A contemporaneidade é caracterizada por uma profunda crise paradigmática, decorrente das novas configurações da organização social. Apesar de haver desacordos entre os pensadores em suas analises sobre o atual período histórico, existe um consenso em se reconhecer que as novas condições da estrutura social estão em certa medida tão alteradas, que os já tão consolidados sistemas analíticos da modernidade não são capazes de responder diante das exigências requeridas pela sociedade atual.

O ponto fundamental em que se centra a dificuldade de tais sistemas analíticos, é que estes foram estruturados e estabelecidos dentro do projeto do pensamento da modernidade, onde o fundamento básico é o domínio da ciência sobre todas as dimensões do real em detrimento de outros saberes como a arte, o misticismo, a religião e o senso comum. Este fundamento tinha por finalidade estabelecer um controle sobre o mundo humano e natural e dessa forma conduzir a humanidade em direção à um mundo regido pela racionalidade e pela objetividade.

Esta é a base do pensamento ocidental, que tem por concepção, o entendimento de que a realidade só pode ser revelada, compreendida, articulada e transformada, a partir da razão, ou seja, somente a racionalidade tem condições suficientes para nos revelar a essência do real, seu movimento só pode ser apreendido se puder ser cuidadosamente selecionado, isolado, examinado, e classificado.

 

A nova sociedade, dita aqui moderna, edifica-se a partir de uma nova concepção de mundo, referenciada pelo Renascimento e pelo Iluminismo. A razão passa a sobrepor-se ao teológico e a burguesia nascente consolida-se, progressivamente, através de uma nova ética, de novos valores que se expandem por todo o Ocidente. A ciência exerce, nesse processo, um papel fundamental. (HISSA, 2006, p. 58)

 

É exatamente esta concepção de conhecimento que está sendo revista dentro do contexto da crise paradigmática, já que, a partir desses parâmetros, conhecimento é na verdade, um elaborado discurso lógico-matemático, que pretende ser totalizante, conexo, coerente, categórico, definitivo, exato e incontestável, e que por isso, se torna distante da vida vivida, impregnada de acasos, detalhes, nuances, contradições, e dessa forma os tais pressupostos analíticos da modernidade, acabam não qualificando ou mesmo não significando o que é vivenciado cotidianamente pelos indivíduos, gerando e reforçando dessa maneira, ao invés da solução, as própria agruras que inequivocadamente, se revelam como problemas sociais, ambientais, econômicos e psicológicos da humanidade.

 Santos (2009, p. 23) anuncia esta concepção de conhecimento como conhecimento fundado nas bases de um pensamento abissal, que produz distinções visíveis e invisíveis na esfera da ciência e do direito, que divide a realidade social em dois universos distintos: o ‘lado de cá’ e o ‘lado de lá’ da linha. Em conseqüência desta divisão, o lado de lá torna-se o não-oficial, irrelevante, incompreensível, já que é impossível a co-presença dos dois lados da linha. O caráter abissal é em decorrência da supressão de qualquer tipo de realidade existente do outro lado da linha.

A característica fundamental do pensamento abissal é a impossibilidade da co-presença dos dois lados da linha. O universo "deste lado da linha" só prevalece na medida em que esgota o campo da realidade relevante: para além da linha há apenas inexistência, invisibilidade e ausência não-dialética.Para dar um exemplo baseado em meu próprio trabalho, venho caracterizando a modernidade ocidental como um paradigma fundado na tensão entre a regulação e a emancipação sociais. Essa distinção visível fundamenta todos os conflitos modernos, tanto em termos de fatos substantivos como de procedimentos. (SANTOS, 2009, p. 24).                                                               

Para Santos (2009, p. 31), o pensamento moderno abissal propaga de alguma forma a lógica do momento histórico do mercantilismo, já que na colônia estava presente tudo o que não podia ser avaliado em termos de verdadeiro ou falso, de legal ou ilegal. Assim, os conhecimentos populares e nativos das regiões coloniais, por se situarem além dos conhecimentos científicos, filosóficos ou religiosos da metrópole perdiam sua validade, deixavam de existir, ou poderiam ser objeto das investigações científicas.

 

A divisão é tal que ‘o outro lado da linha’ desaparece enquanto realidade, torna-se inexistente, e é mesmo produzido como inexistente. Inexistência significa não existir sob qualquer forma de ser relevante ou compreensível. (SANTOS, 2009, p.23).

 

Constata-se portanto que existe até hoje uma linha visível que opõe  os conhecimentos científicos dos filosóficos e religiosos do ‘lado de cá’ da linha, e que esta mesma linha visível se apóia na invisibilidade da linha abissal que os aparta dos conhecimentos existentes do ‘lado de lá’, na zona colonial.

Concomitante a essa análise, Santos (2009) sustenta que, na pós-modernidade os grandes relatos da ciência moderna, baseados na verdade absoluta, começam a ser questionados e se fragilizam. Diante desse panorama, a ciência, como forma ‘genuína’ de saber, na busca por uma aproximação com a sociedade, deve deixar de ser um discurso que rejeita outros saberes. Na verdade, deveria se aproximar desses saberes para melhor qualificar seu próprio discurso. Dessa forma, o autor propõe uma nova conformação para a ciência na sociedade, indicando que para isso, a ciência deve abrir mão de seus preconceitos e ouvir o ‘outro’.

Debruçar-se sobre o pensamento do referido autor, faz-se interessante aqui não só pelos conceitos que ele lança mão para tentar compreender a pós-modernidade, mas também por abrir espaços nos quais podemos refletir nosso próprio projeto, ou seja, de que forma tais questões podem subsidiar uma análise sobre a própria crise da geografia, em especial a geografia da sala de aula? Como essas análises podem ensejar novas práticas didático/pedagógicas? É o que pretendemos explorar no próximo item.

 

O Ensino de Geografia

 

O discurso científico institucional da geografia foi organizado como um compendio de um saber descritivo e cartográfico, fundamentado na mesma estrutura lógico-racional explorada no item anterior. Esta estrutura de linguagem foi desenvolvida a partir dos próprios parâmetros discursivos do modelo científico hegemônico, ou seja, a racionalidade do conhecimento organizada num corpo lingüístico estruturado, rigoroso, conciso e objetivo.

Dessa maneira, esse discurso geográfico, acabou por obliterar incontáveis outras perspectivas para se entender a espacialidade da existência, como sensações, emoções, o cotidiano, a individualidade e a subjetividade. Esses dados da realidade, tão fundamentais para a leitura do espaço, se tornam os percalços da análise geográfica, uma vez que, na forma como está estruturada, esta geografia, não é capaz de entendê-los. Em suma, a dinâmica do espaço é muito mais complexa do que esta estrutura lógico-racional que pretende explicá-la, uma vez que longe de ser composto por meras verdades estatísticas, taxonômicas e causais, o espaço é, essencial e estruturalmente, multidimensional e multiescalar.

 O fato é que a estrutura discursiva da geografia oficial tem entre seus procedimentos analíticos a busca por técnicas e metodologias que possam enquadrar de forma abrangente e precisa os padrões que definem de forma objetiva a dinâmica e o movimento do real, desenvolve-se em seu interior uma gama de conceitos e categorias que possam dar conta de desvelar a essência desse movimento, e é aí que encontramos o ponto onde a crise paradigmática penetra o âmago da geografia enquanto ciência, ou seja, é a própria estrutura da linguagem que interfere na possibilidade de se perceber a geograficidade da vida vivida cotidianamente.

Isso acontece, porque a geografia oficial tendeu a ignorar ou menosprezar esses outros dados da ordem espacial da vida, tornando-se assim, um saber cingindo aos aspectos empíricos da realidade, e que tem como método, o levantamento de fenômenos espaciais a partir do estabelecimento uma uniformidade dos seus elementos - fixos ou regulares - presentes numa certa extensão territorial, delimitando a esta por meio de fronteiras precisas para subsidiar a administração do Estado.

 

A geografia, como de resto todas as áreas do conhecimento no afã de busca da objetividade, também nega a importância da emoção e da imaginação como elementos do processo criativo. (HISSA, 2006, p. 72).

 

Dessa maneira, a geografia oficial, no intento de desenvolver esse corpo teórico-metodológico, desconsiderou que, entre o concreto e sua representação, há uma distância fundamental que é a própria experiência de quem vivencia a concretude do real, e ao ler o espaço geográfico, munido apenas dessa racionalidade e objetividade, acaba por limitar o conhecimento (Haesbaert, 1996, p. 16).

É neste momento que é possível estabelecermos um dialogo com o pensamento de Santos (2009) quando este se opõe ao paradigma hegemônico, onde o único saber realmente valido é o saber científico, onde a história tem como fundamento o tempo linear ocidental, e onde o universal e o global são os parâmetros validos dessa história, desprezando totalmente as experiências particulares. No caso da geografia, ao considerar esta racionalidade como a única forma de entendimento possível da realidade, desprezou um imenso repertório de elementos fundamentais para a leitura do espaço, como as relações afetivas entre as pessoas e os lugares, os atributos do indivíduo na qualificação de sentido do coletivo, a subjetividade inerente à construção de valores objetivos e sociais para a orientação e identidade dos homens a partir de sua localização, ou seja, desconsiderou o cotidiano existencial, a espessura, a consistência, a evidência do ser humano no espaço.

 

O cotidiano é a quinta dimensão do espaço e por isso deve ser objeto de interesse dos geógrafos, a quem cabe forjar os instrumentos correspondentes de análise. (...) por meio do lugar e do cotidiano, o tempo e o espaço, que contém a variedade das coisas e das ações, também incluem a multiplicidade infinita de perspectivas. (SANTOS, 1994, p. 39).

 

Diante desses limites, torna-se necessária uma geografia para além do conhecimento técnico de um espaço geométrico, ou seja, um saber que vá ao encontro da vida enquanto manifestação espacial humana, coadunando-se a experiência pessoal, a imaginação, a memória e a criatividade, afora os paradoxos e desajustes na construção dos sentidos territoriais com que o espaço socialmente se produz.

Para Hissa (2006), a crise da ciência abre espaços para a discussão de novos formatos de produção do saber, de novos métodos e de posturas alternativas, portanto, é fundamental a busca por novos instrumentais analíticos para que seja possível uma leitura geográfica desses fenômenos espaciais. Tais instrumentais devem transcender a lógica racional, e se permitir ir até o ‘outro lado da linha’, se lançar para além do pensamento abissal em direção àquilo que Santos (2009) considera uma ‘ecologia de saberes’, que seria uma forma de conhecimento pós abissal;

 

Como ecologia de saberes, o pensamento pós abissal tem como premissa a idéia da diversidade epistemológica do mundo,o reconhecimento da existência  de uma pluralidade de formas de conhecimento científico. Em todo do mundo, não só existem diversas formas de conhecimento da matéria, sociedade, vida e espírito, como também muitos e diversos conceitos sobre o que conta como conhecimento e os critérios que podem ser usados para validá-lo. (SANTOS, 2009, p. 46).

 

 Superar o pensamento abissal exige, portanto, que a ciência  estabeleça relação com outros conhecimentos, ter a consciência que não é a única forma de conhecimento possível. Em um determinado sentido, desenvolver uma espécie de contra-epistemologia, que se oponha a uma epistemologia geral e que se fundamente no reconhecimento de uma pluralidade de conhecimentos que se cruzam entre si.

A partir dessas considerações, podemos avançar para o próximo item, onde procuraremos aplicar essas analises ao nosso próprio projeto.

 

Outras linguagens: A Música 

A partir de nossa experiência como professor de geografia do ensino fundamental e médio, temos percebido no dia a dia a necessidade de mudança nos padrões discursivos da geografia enquanto ciência institucional. A simultaneidade e a multidimensionalidade do espaço se tornam evidentes na vida dos alunos que, cotidianamente, por meio do avanço tecnológico dos processos comunicativos e de informação (Internet, a televisão de alta definição, o celular etc.), fazem com que essas novas gerações tenham uma relação com a diversidade do mundo de forma muito mais rápida e fragmentada que as gerações de antes tiveram.

A quantidade de imagens e informações disponíveis determinam novas formas de percepção da realidade, e o trabalho, portanto,  seria  elaborar referenciais que possam capacitar o trabalho em sala de aula e que atendam a essa nova realidade, no sentido de proporcionar uma postura que torne possível ao conteúdo, bem como os instrumentos de trabalho do professor, ser coerente com as necessidades e capacidades dos alunos.

 A já tradicional processo de se trabalhar o conteúdo geográfico tendo apenas o livro didático e a aula expositiva como meios de propagar o conhecimento científico, torna-se obsoleto diante do padrão e do volume de estímulos informativos que envolvem os alunos.  Dessa maneira, acreditamos ser importante discutir o ensino de geografia dentro do contexto de reformulação da Geografia enquanto ciência, uma discussão que, no contexto da sala de aula, ganha solidez e realça a necessidade de transformação do discurso científico para que ele possa estar em consonância com condições em que o mundo e a sociedade se encontram.

Ao inserirmos as discussões dos itens anteriores dentro dessa problemática do ensino de geografia, perceberemos que é mais do que urgente a necessidade de se re-articular esse componente curricular, tanto em seu discurso quanto em suas metodologias. Para isso, é importante abrir o leque de possibilidades de linguagens para que o ensino de geografia se coloque de forma condizente com as condições em que os alunos estão vivendo, e que consiga ser um componente curricular que faça sentido para esses alunos, levantando questões, provocando reações positivas e significativas frente a vida.

Em nosso projeto de pesquisa, estamos explorando as possíveis articulações que a linguagem artística pode proporcionar dentro desse debate. A música, em especial a canção, é o objeto de nossa investigação, exatamente por se enquadrar, enquanto obra de arte, nos atributos que consideramos essenciais para se pensar o ensino de geografia a partir destes questionamentos.

A canção, em geral, possui um discurso muito bem elaborado no que se refere às narrativas do cotidiano, expõe as condições de vida a partir de parâmetros pessoais, onde se harmonizam sonhos, desejos, angustias, alegrias, numa visão que tem por interesse causar a empatia em seus ouvintes e apreciadores. Além disso, sob o ponto de vista da sala de aula, a música é um dos elementos mais significativos no que se refere à construção da identidade dos jovens , sendo portanto uma ferramenta de grande potencial didático/pedagógico, por vezes até subutilizada enquanto linguagem.

O recorte de nosso projeto é a construção da identidade sul-matogrossense a partir das canções que tratam do estado do Matogrosso do Sul, pois consideramos que por ser um estado localizado na fronteira do Brasil com demais países sul americanos, assim como a presença forte da cultura indígena, dos negros, de migrantes vindos de vários pontos do território brasileiro e de outros países, leva a uma diversidade de referenciais que a geografia precisa abordar para produzir parâmetros interpretativos mais adequados para essa realidade.

Portanto, se de um lado nós temos um aluno que tem acesso informativo ao mundo com recursos que muitos professores desconhecem seu manuseio e linguagens, por outro, temos uma formação territorial hibrida e com profundas desigualdades sociais e culturais. Elaborar pesquisas que permitam melhor entender o sentido dessa diversidade podem ao mesmo tempo contribuir para o trabalho do professor em sala de aula, além de situar o discurso científico como um todo, dentro de novos enfoques e necessidades, para que se possa ampliar os diálogos entre linguagens científica e artística, trocando e  enriqueciendo-se mutuamente, buscando o outro lado da linha, para além de um pensamento abissal.

 

 

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Ponencia presentada en el XIII Encuentro Internacional Humboldt. Dourados, MS, Brasil - 26 al 30 de setiembre de 2011.  




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