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Asunto:[encuentrohumboldt] 186/11 - A ESTRUTURA INDUSTRIAL NO MUNICÍPIO DE MIRAND A/MS
Fecha:Domingo, 6 de Noviembre, 2011  11:15:20 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

A ESTRUTURA INDUSTRIAL NO MUNICÍPIO DE MIRANDA/MS[1]

 

 

Luciano Conceição dos Santos[2]

UFMS/CPAQ

 

 

RESUMO

 

O presente trabalho procura demonstrar como está estruturada a indústria no município de Miranda/MS, abordando as questões de localizações, mão-de-obra, ramos de atuações e a política de desenvolvimento econômico do município. A implantação de uma indústria ou qualquer atividade econômica em um determinado território requer uma série de pesquisas, pois diversos fatores podem contribuir para a localização da indústria, fatores como: oferta de matérias-primas, proximidades de mercados, custos de transferências, fontes de energia, disponibilidade de mão de obra e também a existência de uma política governamental voltada para o desenvolvimento desse setor. Analisando a política de desenvolvimento econômico e social do município de Miranda/MS, pode-se verificar que a atual política está voltada principalmente para o desenvolvimento social e a proteção ao meio ambiente, visando à redução das desigualdades sociais e a melhoria da qualidade de vida da população. Com base nos resultados alcançados na pesquisa, verifica-se que apesar de o município de Miranda/MS, ter como principais atividades econômicas o comércio e a pecuária, a indústria demonstra ser uma importante atividade econômica, com destaque para o ramo cerâmico.

Palavras Chave: Indústria, Desenvolvimento econômico, Políticas Públicas.

 

RESUMEN

 

Este artículo demuestra cómo la industria está estructurado en el municipio de Miranda / MS y abordar las cuestiones de la ubicación, mano de obra, espectáculos y clases de la política de desarrollo económico del municipio. El despliegue de una industria o cualquier actividad económica en un área determinada requiere mucha investigación, ya que varios factores pueden contribuir a la ubicación de la industria, los factores tales como el suministro de materias primas, la proximidad a los mercados, los costos de transferencia, las fuentes de energía, La disponibilidad de mano de obra y también la existencia de una política gubernamental orientada al desarrollo de este sector. Analizando la política de desarrollo económico y social del municipio de Miranda / MS, se puede comprobar que la política actual se centra principalmente en el desarrollo social y protección del medio ambiente, encaminadas a reducir las desigualdades sociales y la mejora de la calidad de vida. Con base en los resultados obtenidos en la investigación, parece que, si bien el municipio de Miranda / MS, tienen las principales actividades económicas en el comercio y la ganadería, la industria ha demostrado ser una importante actividad económica, en especial la industria cerámica.

Palabras clave: Industria, Desarrollo Económico, Políticas Públicas.

 

 

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

O município de Miranda está localizado na porção oeste do Estado de Mato Grosso do Sul, fazendo parte da região do Alto Pantanal. A sede do município localiza-se aproximadamente 195 km da capital do estado, Campo Grande. O município limita-se com os municípios de Anastácio, Aquidauana, Bodoquena, Bonito e Corumbá.

Tomando como base, a situação geográfica do município, que está localizado em áreas correspondentes ao Pantanal, considerada pela UNESCO como patrimônio natural da humanidade pela rica biodiversidade, abordaremos neste trabalho como o setor da industrial se comporta nesse município.

A instalação de indústrias nas regiões do interior do país se torna uma ação para promoção do desenvolvimento econômico e a melhoria das condições de vida das populações que vivem naquelas regiões. A instalação de indústrias no interior torna-se uma importante política para a promoção do desenvolvimento local, uma vez que os tipos de indústrias adequados para instalação devem-se principalmente à disponibilidade de matérias-primas que acabam favorecendo o fortalecimento das vocações industriais dos municípios.

Neste contexto as políticas públicas tornam-se uma importante ferramenta de promoção do desenvolvimento econômico de uma região, uma vez que as regiões interioranas merecem uma política séria capaz de diminuir as diferenças e desvantagem em relação aos grandes centros consumidores.

Analisar a estrutura industrial de municípios interioranos é algo desconhecido para muitos, principalmente para as populações do interior como é o caso do município de Miranda. Pois, grande parte da população muitas vezes desconhece a presença de indústrias nessas regiões principalmente por se tratar de um município onde o setor da pecuária possui uma predominância muito grande.

O município é cortado pelo gasoduto Bolívia/Brasil, e possui uma estação de bombeamento do gás natural, que têm contribuído para a mudança da matriz energética do estado, sendo fundamental para o seu crescimento econômico.

De acordo com dados da SEMAC/MS (2002 a 2006), o comércio tem uma grande predominância no município e a indústria é considerada a segunda atividade econômica que mais arrecada ICMS.

Considerando que o município está localizado em áreas que fazem parte do Pantanal e que no período de cheias dos rios da região diversas áreas são alagadas, podemos considerar que esses fatores acabam-se tornando um impedimento para a instalação de indústrias, por se tratar de áreas correspondentes ao Pantanal. Dessa forma, podemos questionar qual a possibilidade do município de Miranda se industrializar?

            O turismo rural tem sido uma atividade que tem ganhado destaque econômico no município de Miranda, sendo que algumas fazendas da região já vêm investindo neste setor, através dos hotéis fazendas que proporcionam aos turistas conviverem com a natureza e com as lidas diárias das fazendas pantaneiras.

            O Plano Regional de Desenvolvimento Sustentável do Alto Pantanal, projeto do governo estadual, propõe a criação de competências técnicas de planejamento do desenvolvimento regional em cada município da região, incorporando os novos conceitos de desenvolvimento e técnicas de planejamento participativo, o que significa que para alcançar um desenvolvimento é necessária uma série de estudos com os diversos órgãos competentes para poder identificar o potencial econômico de cada município.

O setor da indústria é uma atividade econômica pouco conhecida no município uma vez que a identificação das atividades atribuídas ao setor industrial é algo desconhecido para muitos, e em muitos casos são confundidas e relacionadas com o setor do comércio e do serviço. As indústrias instaladas no município de Miranda estão relacionadas como o aproveitamento das matérias-primas locais? Qual o fator determinante para a instalação de indústrias no município?

A participação do governo local é um importante fator que pode proporcionar o estímulo ao setor em regiões interioranas. No município de Miranda o governo local tem estimulado a instalação de empresas industriais? O município possui uma política voltada para o setor da indústria?

            Diante destas justificativas e questionamentos fica imprescindível um estudo de cunho geográfico que busque analisar toda a estrutura industrial do município.

Desta forma o presente trabalho tem como objetivo:

- Identificar e localizar os estabelecimentos industriais do município de Miranda – MS;

- Caracterizar os estabelecimentos industriais existentes relacionando os tipos de indústrias com a base produtiva local;

- Classificar os estabelecimentos quanto ao número de pessoal ocupado no setor;

- Analisar os principais mercados consumidores dos produtos produzidos pela indústria no município.

 

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

 

A metodologia empregada para a realização deste estudo assentou-se sobre as bases científicas da pesquisa. Inicialmente foi realizado um levantamento bibliográfico para obter informações sobre os seguintes temas: processo de industrialização, geografia do município de Miranda/MS, desenvolvimento local e sustentável, desenvolvimento regional e fatores de localização da indústria, entre outras literaturas que contribuíram para o enriquecimento do presente trabalho. Foram utilizados também periódicos, jornais, livros, internet, monografias e documentos oficiais que dispunham de informações e estudos relacionados com a indústria, a economia, a geografia e o desenvolvimento econômico do município de Miranda-MS.

Na etapa da pesquisa de campo, inicialmente, foi feito um levantamento dos estabelecimentos industriais localizados no município de Miranda/MS. Esse levantamento se deu através de consultas à agendas telefônicas, ACIM (Associação Comercial e Industrial de Miranda), Prefeitura Municipal, Secretaria do Estado de Meio Ambiente, das Cidades, de Planejamento, de Ciências e Tecnologia (SEMAC/MS) e IBGE. Através de levantamento preliminar foi possível identificar um total de 20 (vinte) estabelecimentos industriais, identificando o ramo de atuação daquelas empresas e, de posse das informações necessárias, foram aplicados os questionários aos proprietários dos estabelecimentos identificados.

A aplicação dos questionários se deu através de visitas aos estabelecimentos industriais localizados, sendo direcionadas as questões aos proprietários dos estabelecimentos. Após o término da pesquisa de campo, todos os dados foram tabulados no intuito de expor os resultados alcançados conforme os objetivos propostos do trabalho.

 

INDÚSTRIA E DESENVOLVIMENTO

 

A indústria é um dos pilares da economia de um país. Pois a indústria é toda atividade humana que, através do trabalho, transforma matérias-primas em outros produtos, que em seguida podem ser, ou não, comercializados e que possuem, normalmente, maior valor agregado. O conjunto de indústrias dá-se o nome de setor secundário, em oposição à agricultura (setor primário) e ao comércio e serviços (setor terciário), de acordo com a posição que cada atividade normalmente está na cadeia de produção e consumo. Hoje em dia o processo industrial é capitaneado pelas multinacionais. Também se pode usar o termo indústria, genericamente, para qualquer grupo de empresas que compartilham um método comum de gerar dividendos, embora não sejam necessariamente do segundo setor, tais como a indústria do entretenimento, a indústria bancária ou mesmo a agroindústria. As indústrias não limitam suas instalações apenas nos grandes centros consumidores, elas estão localizadas em todos os territórios de acordo com a estrutura que as regiões oferecem, bem como as características dos seus mercados consumidores.

A atividade industrial no Brasil teve início no período colonial. Sua história, entretanto, não se caracteriza por uma evolução sistemática. As atividades agrícolas e o extrativismo absorviam os poucos capitais e a mão-de-obra, só dando margem, naquele período, às indústrias caseiras, a agro-indústria do açúcar, a pequenas indústrias no litoral, e aos estaleiros em que se construíam embarcações de madeira. Assim destacamos etapas da industrialização brasileira:

Primeira etapa: essa ocorreu entre 1500 e 1808 quando o país ainda era colônia, dessa forma a metrópole não aceitava a implantação de indústrias, salvo em casos especiais como os engenhos, e produção em regime artesanal.

Segunda etapa: corresponde a uma fase que se desenvolveu entre 1808 a 1930, que ficou marcada pela chegada da família real portuguesa em 1808. Nesse período foi concedida a permissão para a implantação de indústria no país a partir de vários requisitos, dentre muitos, a criação, em 1828, de um tributo com taxas de 15% para mercadorias importadas e, em 1844, a taxa tributária foi para 60%, denominada de tarifa Alves Branco. Outro fator determinante nesse sentido foi o declínio do café, momento em que muitos fazendeiros deixaram as atividades do campo e, com seus recursos, entraram no setor industrial que prometia grandes perspectivas de prosperidade, as primeiras empresas limitavam-se à produção de alimentos, têxtil, além de velas e sabão, em suma tratava-se de produtos sem grandes tecnologias empregadas.

Terceira etapa: período que ocorreu entre 1930 e 1955, momento em que a indústria recebeu muitos investimentos dos ex-cafeicultores e também em logística, ou seja, construção de vias de circulação de mercadorias, matérias-primas e pessoas, isso proveniente das evoluções nos meios de transporte que facilitou a distribuição de produtos para várias regiões do país, muitas ferrovias que anteriormente transportavam café, nessa etapa passaram a servir os interesses industriais. Foi instalada no país a Companhia Siderúrgica Nacional, construída entre os anos de 1942 e 1947, empresa de extrema importância no sistema produtivo industrial, uma vez que abastecia as indústrias com matéria-prima, principalmente metais. No ano de 1953, foi instituída uma das mais promissoras empresas estatais: a Petrobras.

Quarta etapa: teve início em 1955, e segue até os dias de hoje. Essa fase foi promovida inicialmente pelo presidente Juscelino Kubitschek que promoveu a abertura da economia e das fronteiras produtivas, permitindo a entrada de recursos em forma de empréstimos e também em investimentos com a instalação de empresas multinacionais. Com o ingresso dos militares no governo do país, no ano de 1964, as medidas produtivas tiveram novos rumos, dentre muitos a intensificação da entrada de empresas e capitais de origem estrangeira comprometendo o crescimento autônomo do país, isso resultou no incremento da dependência econômica, industrial e tecnológica em relação aos países de economias consolidadas. No fim do século XX houve um razoável crescimento econômico no país, promovendo uma melhoria na qualidade de vida da população brasileira, além de maior acesso ao consumo, proporcionando também a estabilidade da moeda, além de outros fatores que foram determinantes para o progresso gradativo do país.

Há tempos, as indústrias vêm conquistando o seu espaço no Brasil, tornando-se um dos elementos mais básicos de uma determinada região. Trazendo consigo sempre uma característica marcante, a mudança, seja ela qual for, tanto na cultura como na economia ou até mesmo no espaço que ela ocupa.

A indústria brasileira tem passado por um forte processo de modernização e desconcentração espacial nos últimos anos. A guerra fiscal entre as várias unidades da federação, os salários mais baixos nas regiões menos desenvolvidas, a proximidade de fontes de matérias-primas e o desenvolvimento do MERCOSUL têm provocado o deslocamento da indústria em direção a diferentes regiões. Alguns estados têm se destacado, beneficiando-se do processo de descentralização industrial. Enquanto o emprego se reduz na maior parte do país, estados como o Paraná na região Sul, o Ceará no Nordeste e os vários estados da região Centro-Oeste mostram um grande dinamismo, recebendo novas empresas industriais e apresentando forte crescimento do emprego e também difundindo diversas indústrias nas regiões interioranas.

A difusão da indústria pelo interior seguiu um padrão de ocorrência de homogeneidade espacial para os custos de produção. O fator transporte tem um papel muito importante na seleção de áreas para a localização de estabelecimentos industriais, pois os custos de transferência de mercadorias das áreas produtoras para o mercado consumidor têm influenciado na competitividade das mercadorias produzidas.

Para Pinheiro (1996), as pequenas empresas são oprimidas no seu dia-a-dia por fatores diversos que afetam a sua produtividade e que estão relacionados à sua estrutura organizacional, à dinâmica da força de trabalho, à aplicação dos recursos materiais e financeiros disponíveis e à inadequação ou falta de utilização de técnicas gerenciais adequadas.

Neste contexto analisamos as pequenas e micro empresas, que predominam nas regiões interioranas, que sua sobrevivência se deve principalmente ao poder de empreendedorismo por parte dos seus proprietários.

Souza e Qualharini (2007 p.7) definem como a principal característica pratica que diferencia as microempresas e empresas de pequeno porte o fato de dependerem sua sobrevivência e crescimento, na grande maioria absoluta dos casos, de uma única pessoa - seu proprietário. Nestes casos, todo o funcionamento da empresa reflete sendo uma verdadeira extensão da personalidade do proprietário. A necessidade de parcerias com órgãos públicos associações comerciais, prefeituras e a iniciativa privada se dão em busca de conhecimentos técnicos de gerenciamento.

Por suas limitações inerentes aos moldes dos pequenos modelos de negócio, Souza e Qualharini (2007 p.9) afirmam que as pequenas empresas não devem atuar em várias frentes simultaneamente, necessita assim analisar e direcionar estrategicamente suas ações para aperfeiçoar os diversos recursos investidos (recursos financeiros, tempo, mão de obra, entre outros).

Nesta perspectiva, discutimos aqui o conceito de desenvolvimento, abordando a questão local por se tratar de uma temática bastante discutida e que cresce cada vez mais as definições sobre o termo desenvolvimento e não podemos deixar de associar o papel da indústria no desenvolvimento de um território. O conceito de desenvolvimento vem sendo criticado e renovado por muitos autores ao longo dos anos. Assim, Milani (2005), ressalta que o relatório mundial do Programa das Nações Unidas (PNUD, 1990), tem colocado que o índice de desenvolvimento humano (IDH) tende a relativizar o PNB por habitante enquanto medida universal do desenvolvimento e tem forte significado simbólico.

No ano de 2000, ao passo em que os temas sociais já integram o segmento da economia, o desenvolvimento é igualmente criticado em seus fundamentos, em suas praticas freqüentemente contraditórias e em seus mitos fundadores. A crítica está no fato de que em matéria de desenvolvimento não se pode antecipar os passos futuros de forma independente da realidade local, realidade esta que tem suas implicações peculiares.

Milani (2005, p. 10), aborda que o desenvolvimento deve ser entendido levando-se em conta os aspectos locais, aspectos este que têm significado em um território específico. O global passa a ter importância associada ao local e vice e versa, tendo em vista que um está em constante mudança por conta das interferências do outro e, por conta disso, muitos autores utilizam o termo “global”, a junção dos dois aspetos, para se referir ao desenvolvimento. O aspecto econômico implica em aumento da renda e riqueza, além de condições dignas de trabalho, sendo que no momento que existe um trabalho digno e este trabalho gera riqueza, ele tende a contribuir para a melhoria das oportunidades sociais.

Dessa forma entendemos que cada um dos atores sociais, tem seu papel para contribuir com o desenvolvimento, principalmente o desenvolvimento local. Buarque (1999), explica que o desenvolvimento local implica a articulação entre os diversos atores de esferas de poder, seja a sociedade civil, as organizações não governamentais, as instituições privadas e políticas e o próprio governo.

 

 

A INDÚSTRIA NO MUNICÍPIO DE MIRANDA/MS

 

No Estado de Mato Grosso do Sul, em 2009, o Radar Industrial da FIEMS apontou, com base nos dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, que a indústria de transformação de Mato Grosso do Sul registrou a segunda melhor variação de geração de empregos do Brasil no ano, perdendo apenas para Goiás. Com 3.789 novas vagas abertas de janeiro do ano de 2009, o setor foi responsável por 39,6% do total de 9.564 empregos formais criados no Estado. Segundo avaliação do Radar Industrial, esses dados indicam que, em relação ao último levantamento, uma expansão de 4,6 pontos percentuais na participação sobre o emprego total gerado em Mato Grosso do Sul. Em uma comparação com as demais Unidades da Federação constatou-se que a Indústria de Transformação em Mato Grosso do Sul ainda apresentou o 3º maior saldo de empregos criados em 2009.

O levantamento reforça deste modo, a importância da manutenção de saldos positivos na criação de empregos, mesmo quando o ritmo diminui, sobretudo porque as perspectivas de reequilíbrio que se colocam diante das atividades produtivas, neste momento, caracterizam-se, por oscilações quanto à geração de novos postos de trabalho. Ainda conforme o Radar Industrial, o setor registrou a abertura de 514 postos de trabalho em abril de 2009, o que demonstra que uma acomodação verificada na geração de postos formais de trabalho em Mato Grosso do Sul também se manifestou no segmento da indústria de transformação. Apesar do resultado, ter sido o menor em 2009, ainda assim, foi o segundo maior saldo considerando todos os segmentos levantados, ficando atrás somente do setor de serviços com 747 novas vagas.

O Município de Miranda localiza-se aproximadamente 195 km da capital do Estado de Mato Grosso do Sul; Campo Grande. O município de Miranda foi criado pela Lei Provincial n° 01, de 30 de maio de 1857, sendo um dos municípios mais antigos do estado, estando localizado na região do Alto Pantanal, na porção oeste do Estado de Mato Grosso do Sul.

 

Figura 1 – Localização do Município de Miranda-MS.

Fonte: Leite (2003).

Organizador: Santos, L. C. (2009).

 

O município de Miranda por sua vez se limita com os municípios de Anastácio, Aquidauana, Bodoquena, Bonito e Corumbá, interligando-se com esses através de rodovias estaduais e federais, como a BR-262. Essa por sua vez desempenha um papel muito importante no comércio com outros municípios e estados e até mesmo com outros países do MERCOSUL, como é o caso da Bolívia que faz fronteira com o município de Corumbá.

Miranda possui uma área de 5.478.627 km², representando 1.53% do Estado de Mato Grosso do Sul. Segundo dados da SEMAC, 2007, Miranda possuía uma população de 23.965 pessoas, sendo que 12.231 pessoas eram homens e 11.594 eram mulheres. A população urbana existente no município era de 14.403 pessoas, enquanto que a população rural era de 9.562 pessoas.

Segundo o Censo demográfico 2000, o município possuía uma população ativa de 9.512 pessoas, sendo que 6.508 pessoas eram homens e 3.004 eram mulheres. A população economicamente não ativa representa um total de 8.321 pessoas, 5.530 pessoas eram mulheres e 2.791 homens.

No município encontram-se aldeias indígenas Terenas, como a Aldeia Cachoeirinha que foi subdividida em Babaçu, Argola, Lagoinha, Cachoeirinha sede e Morrinho, existindo também no município as aldeias Passarinho, Moreira e Lalima, o que coloca o município com a segunda maior população indígena do Estado de Mato Grosso do Sul.

O Município de Miranda ocupa a 51º posição no ranking do Estado de Mato Grosso do Sul, quanto ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com um PIB de 155.258.512 em 2006, tendo um PIB per capita de 6.186 reais. O PIB de Miranda era o 32º do estado, segundo dados da SEMAC, 2006.

No município de Miranda/MS, foram identificados em 2009, a existência de um total de 20 estabelecimentos industriais, sendo que 16 desses estabelecimentos estavam localizados na zona urbana do município, ou seja, na cidade e 4 estabelecimentos estavam localizados na zona rural.

Quanto aos estabelecimentos industriais identificados na área urbana do município de Miranda/MS, estavam distribuídos em sua maioria no centro da cidade e outra parte nos bairros periféricos no entorno da cidade.

É importante destacar que as empresas localizadas na área urbana da cidade de Miranda, eram empresas que estavam ligadas aos ramos de produtos alimentícios, madeira, editorial e gráfico e o ramo metalúrgico.

Para Estall e Buchanan (1976, p.21). “nem todas as forças que influenciam a localização, contudo, decorrem da natureza e organização da própria indústria; alguns provem de influências externas especialmente da atuação governamental”. Neste caso, presumimos que os estabelecimentos industriais estão distribuídos de acordo com os seus ramos de atuações.

Os estabelecimentos industriais identificados na pesquisa foram agrupados segundo seus ramos de atuações, sendo os ramos Alimentícios, Editorial e Gráfica, Madeira, Metalurgia e Minerais Não-Metálicos, os mais destacados (Tabela 1).

 

Tabela 1 – Indústrias por Ramos de Atividades no município de Miranda/MS- 2009.

Ramo de atuação

Indústria

Nº de indústria  

Nº de empregados

Alimentícios

Padarias, confeitarias, Beneficiadora de arroz.

5

15

Editorial e Gráfico

Gráficas, Jornais

3

13

Madeira

Serrarias, marcenarias

3

14

Metalurgia

Serralherias

2

3

Minerais não metálicos

Areeiros, Cerâmicas, Fábrica de tanques.

7

139

Total

20

184

        Fonte: Santos, L. C., 2009.

 

As empresas ligadas aos ramos Alimentícios, Madeira, Editorial e Gráfica e Metalurgia estavam localizadas na área urbana, devido à proximidade de seus mercados consumidores. Já as empresas que atuavam no ramo de mineral Não-Metálico estavam localizadas, em sua maioria na área rural, aproveitando a proximidade de matéria-prima retirada de várzeas em fazendas no município de Miranda/MS.

Alimentícios: são as empresas que trabalham na produção de alimentos, como as padarias, beneficiadora de arroz e confeitarias.

Editorial e Gráfico: O ramo Editorial e Gráfico está representado pela presença de gráficas: edições e impressos feitos pelos jornais locais. Essas gráficas atendem o mercado interno e regional, atendendo municípios vizinhos como é o caso de Bodoquena e Anastácio.

Madeira: O seguimento da madeira é representado pelas serrarias e marcenarias que atuam com o desdobramento de madeiras, como é o caso das serrarias e as marcenarias. Neste caso as serrarias são responsáveis pelo desdobramento da madeira afim de, transformá-las em materiais para a construção civil, como: vigas, caibros, ripas, tábuas e palanques. Já as marcenarias trabalham com produtos oriundos das madeiras desdobradas que vêm das serrarias, com essas madeiras as marcenarias fabricam móveis, mesas, cadeiras, bancos, estantes e também na fabricação de pequenas carrocerias de caminhões.

Metalurgia: A indústria metalúrgica no município está representada pelas serralherias que fabricam portas, portões, grades e alguns tipos de estruturas metálicas como guaritas e até mesmo pequenas carretinhas para motocicletas. Toda a produção das serralherias locais é sob encomenda. A produção da metalurgia no município de Miranda atende principalmente a demanda local e, em alguns casos atende os municípios vizinhos como e o caso do município de Bodoquena

Minerais não Metálicos: O ramo dos minerais não-metálicos tem um grande destaque no município devido à presença de 4 dos 7 estabelecimentos pertencerem à indústria cerâmica (Figura 1). As indústrias cerâmicas do município de Miranda/MS são as mais estruturadas em termos tecnológicos e também de produção que além de atender o mercado local também atende outros mercados localizados em outros municípios como: Aquidauana, Anastácio, Corumbá, Nioaque, Dois Irmãos do Buriti, Campo Grande e Bodoquena. Sendo que o município de Bodoquena é um importante consumidor dos produtos das indústrias cerâmicas de Miranda, devido à inexistência de uma indústria do ramo naquele município.

A indústria cerâmica no município de Miranda/MS, uma das mais antigas e paineiras da região e desde 1982, vem atuando no município e contribuindo com a edificação econômica do município de Miranda/MS.

A principal matéria-prima são as argilas plásticas aluvionares provenientes de várzeas de rios da bacia hidrográfica do rio Miranda. As jazidas estão localizadas próximas as indústrias (distancia máxima de 25 km) e por se encontrarem na Planície do Pantanal, estando sujeitas a periódicos regimes de inundação, o período de extração de argila normalmente fica condicionado ao período de baixas das águas.

Quanto ao número de pessoal ocupado na mão-de-obra nas indústrias no município de Miranda/MS, verificou se apenas em relação aos empregos gerados de forma direta. Dessa forma, o segmento da indústria de mineral Não-Metálico foi a que teve maior destaque, empregando 139 funcionários, enquanto que os demais estabelecimentos e seus respectivos ramos de atuações empregaram um total de 45 empregados.

 

POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO MUNICÍPIO DE MIRANDA/MS

 

A implantação de uma indústria ou qualquer atividade econômica em uma determinada região requer uma série de pesquisas, pois diversos fatores podem contribuir para a localização da indústria, fatores como: oferta de matérias-primas, proximidades de mercados, custos de transferências, fontes de energia, disponibilidade de mão-de-obra.

Além desses fatores podemos destacar a ação governamental. Pois, a instalação das indústrias depende largamente das medidas tomadas pela administração local e do governo central, tais como: melhoria das redes de estradas e telecomunicações, comparticipação na formação da mão-de-obra, concessão de facilidades de acesso ao crédito bancário a juros reduzidos, concessão de subsídios e incentivos fiscais, construção de loteamentos industriais e infra-estruturas, adequados à instalação de indústrias e vendidos a preços simbólicos.

Estudando a política de desenvolvimento econômico e social do município de Miranda pode-se verificar que a atual política está direcionada principalmente para o desenvolvimento social e a proteção ao meio ambiente, visando à redução das desigualdades sociais e a melhoria da qualidade de vida da população. Desta forma, para a consecução da política, ou seja, para que se alcancem os objetivos da política no município, devem ser observadas as diversas diretrizes, que provem do desenvolvimento econômico da região, bem como também as que estimulam o fortalecimento de cadeias produtivas em desenvolvimento no município ou na região.

O município de Miranda/MS possui um potencial turístico que pode começar a explorá-lo, como, por exemplo, diversas fazendas que dispõe de fatores naturais podem começar a ter como atividade econômica o turismo rural, aproveitando o grande desenvolvimento pecuário na região. Por se tratar de um dos municípios mais antigos do estado, a política municipal voltada para o turismo pretende fortalecer cada vez mais todos os segmentos dessa atividade, a beleza natural dessa região e a beleza dos patrimônios históricos, cultural e também arquitetônico.

O Projeto do governo do estado, voltado para o turismo, como o “Trem do Pantanal”, pretende dar um grande avanço no setor turístico do estado e dos municípios em que estão na rota de passagem do trem. Miranda se inclui em uma das cidades, ficando a perspectiva de um grande avanço no setor.

Dessa forma, observamos o que se propõe o Plano Diretor do Município em seu artigo 6º, que diz que a política deverá:

 I - promover e estimular o desenvolvimento econômico local;

II - estimular o fortalecimento das cadeias produtivas do Município e da Região;

III - atrair a atividade industrial, com ênfase nas micro, pequenas e médias empresas,concedendo incentivos com base na legislação existente;

IV - fortalecer as atividades comerciais, de qualquer porte e segmento, e os serviços de apoio à produção em geral;

V - qualificar os espaços públicos, os serviços municipais e a paisagem urbana dos centros comerciais;

VI - aproveitar o potencial de grandes áreas para a localização de atividades econômicas;

VII - fortalecer o segmento do turismo, explorando economicamente o potencial do território para esse fim, especialmente no tocante ao patrimônio histórico, cultural e arquitetônico;

VIII - estimular o associativismo e o empreendedorismo como, alternativa para a geração de trabalho e renda.

A análise da política de desenvolvimento proposta pelo Plano Diretor é importante, pois, precede a existência de uma legislação geral estabelecendo as normas necessárias a implementação da política urbana, sendo que está previsto na Constituição Federal e no Estatuto da Cidade e que em seu escopo está o desenvolvimento e a expansão urbana. Neste sentido a Constituição Federal em seu art. 182, § 1º determina que o Plano Diretor deva ser objeto de lei, sendo obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes.

O Plano Diretor é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana, conforme prevê as disposições constitucionais, visando ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.

Com base no Plano Diretor Municipal (Lei nº 1104/2006), o município está aberto ao associativismo, ao empreendedorismo como forma de promoção e desenvolvimento de geração de trabalho, e consequentemente de geração de renda. O que torna a necessidade de desenvolver relações em níveis regionais, nacionais e até mesmo internacionais, com instituições, bem como órgãos governamentais e até mesmo órgãos não-governamentais a fim de se estabelecer parcerias, incentivos e convênios que possam viabilizar programas de assistência técnicas e até mesmo profissionalizantes.

O Município de Miranda possui uma importante associação que é a ACIM (Associação Comercial e Industrial de Miranda). A presença de associações como esta, em um Município, pode proporcionar o trabalho conjunto com diversos órgãos, Prefeitura, Câmara Municipal, Poder Judiciário, Associações de Moradores e outros órgãos competentes, o que proporciona encontrar formas ou mesmo construir uma política mais especifica para o setor da indústria, tendo em vista que a indústria é um setor muito importante para geração de renda, arrecadação de ICMS, ou seja, pode promover melhor desenvolvimento econômico e social para o Município.

 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

O desenvolvimento deste trabalho teve como objetivo analisar a estrutura industrial do município de Miranda-MS, identificando as principais indústrias bem como os ramos de atuações. Neste sentido, o município de Miranda concentra um número considerável de empresas, totalizado 20 estabelecimentos industriais, atuando em diversos ramos como: minerais não-metálicos, madeira, editorial e gráfica e produtos alimentícios. Sendo que o principal ramo industrial no município é o de mineral não-metálico, apresentando-se como a indústria que mais gera empregos, e também o setor que mais exporta seus produtos para fora do município. Quanto à mão-de-obra, as empresas instaladas no município não necessitam de mão-de-obra especializada, principalmente por se tratarem em sua maioria de empresas de pequeno porte com exceção a algumas empresas do ramo de mineral não-metálico, em sua maioria as indústrias cerâmicas.

Miranda é um município que, embora esteja localizado em áreas correspondentes ao Pantanal Sul-Mato-Grossense e cercado de aldeias indígenas e fazendas que atuam com a pecuária, tendo possibilidades de se industrializar ainda mais, pois possui indústrias com potencial de crescimento, como é o caso da indústria cerâmica, mas que esbarram nos problemas da falta de organização dos empresários. A falta de união da classe pode ser retratada principalmente por nenhuma das empresas estarem associada à única associação relacionada ao setor, a Associação Comercial e Industrial de Miranda (ACIM), que poderia estar trabalhando em prol do fortalecimento do setor da indústria no município.

A política direcionada para o desenvolvimento econômico do município é muito fraca principalmente a do setor da indústria, pois no decorrer do desenvolvimento deste trabalho, foram verificados juntos aos órgãos públicos em relação a projetos de incentivos fiscais, ou mesmo decretos sancionados que pudesse fortalecer o setor a atividade industrial no município e não foram encontrados leis ou decretos específicos voltada para a atividade industrial no município. Isso significa a necessidade de uma melhor mobilização por parte dos gestores e empresários, afim de, buscar parcerias para que possam viabilizar a instalação de indústrias levando em consideração, os potenciais que o município possa apresentar. A identificação desse potencial se dá através de pesquisas anteriormente ditas nesse trabalho.

A maior parte das indústrias do município de Miranda/MS está localizada no centro da cidade, porém, são indústrias de pequeno porte, e que geram poucos empregos por se tratar de empresas de produtos alimentícios voltados para o mercado local, neste caso representado pelas padarias e beneficiamento de arroz. A empresa de maior porte (cerâmica) está localizada na zona rural.

A elaboração de políticas direcionadas para o setor industrial requer muito estudo, pois dependendo da região, a política se torna um dos principais fatores capazes de promover o desenvolvimento local, iniciativas como essa, gerada pela ação governamental, é uma importante ferramenta para atração de empresas do setor industrial, possibilitando o desenvolvimento do município. Outro ponto a destacar e a falta de capacitação empresarial, pois os empresários de regiões dos interiores necessitam de capacitação para que possam viabilizar suas produções e dinamizar as economias de suas empresas, visando sobreviverem e sobressaírem na medida do possível frente aos demais agentes econômicos que participam do mercado.

 

 

REFERÊNCIAS

 

BUARQUE, Sérgio C. Metodologia de planejamento do desenvolvimento local e municipal sustentável. Material para orientação técnica e treinamento de multiplicadores e técnicos em planejamento local e municipal. DF: IICA, 1999.

ESTALL, R. C.; BUCHANAN, R. O. Atividade Industrial e Geografia Econômica. 2ª edição. Rio de Janeiro. Zahar Editores, 1976.

MILANI, Carlos.Teorias do Capital Social e Desenvolvimento Local: lições a partir da experiência de pintadas (Bahia, Brasil). In: Capital Social, Participação Política e Desenvolvimento Local: atores da sociedade civil e políticas de desenvolvimento local na Bahia. Escola de Administração da UFBA (NPGA/NEPOL/PDGS). 2005.

PINHEIRO, M. Gestão e desempenho das empresas de pequeno porte. Tese de Doutorado. São Paulo. FEA-USP, 1999.

PLANO DIRETOR DE MIRANDA/MS. Lei nº 1104 de 04 de Outubro de 2006.

SANTOS, L. C. Estrutura Industrial do Município de Miranda/MS. Monografia de Conclusão de Curso. UFMS-CPAQ. Aquidauana/MS, 2009.

SEMAC/MS. Secretaria de Estado de meio Ambiente, das cidades, de Planejamento, de Ciências e Tecnologia. Indicadores Básicos Municipais 2007. Disponível em < http://www.semac.ms.gov.br>, acessado em 28 de maio de 2008.

SOUZA, W. QUALHARINI, E. O Planejamento Estratégico nas Micro e Pequenas Empresas. III Workshop Gestão Integrada: Riscos e Desafios São Paulo, 25 e 26 de Maio de 2007. Centro Universitário Senac.

 



[1] Artigo extraído da monografia de conclusão de curso: Estrutura Industrial do Município de Miranda/MS, sob a orientação do Prof. Dr. Paulo Roberto Jóia.

[2] Acadêmico do Curso de Geografia Licenciatura UFMS/CPAQ.


Ponencia presentada en el XIII Encuentro Internacional Humboldt. Dourados, MS, Brasil - 26 al 30 de setiembre de 2011.  






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