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ENCUENTRO HUMBOLDT
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Asunto:[encuentrohumboldt] 50/11 - Fronteira, território e espaço no livro “O Estrangeiro” de Albert Camus
Fecha:Sabado, 4 de Junio, 2011  23:31:21 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

Fronteira, território e espaço no livro “O Estrangeiro”  de Albert Camus

Francielle Bonfim Beraldi

Graduada em Geografia - Universidade Estadual Paulista Pres. Prudente-SP

Mestranda em Geografia na Universidade Federal da Grande Dourados- MS

Professora de Educação Básica na Rede Municipal de Presidente Prudente-SP

 

Resumo

O propósito deste trabalho reside em buscar uma aproximação da ciência com as Artes, tentando recuperar esta relação que em algum momento, em nome da racionalização da Ciência, se perdeu, e deixou de legar à Geografia grande sensibilidade e visão, para uma ciência que carece de um olhar sensível ao espaço que se propõe a estudar. No decorrer deste texto minha messe será a de buscar um elo entre as categorias geográficas e o espaço criado por Albert Camus no livro “O estrangeiro”, escrito em 1942, e que é uma obra-prima literária, transformada em filme homônimo em 1967 pelo diretor Luchino Visconti.  Este trabalho é um ensaio do texto que será produzido em minha dissertação de mestrado pela Universidade Federal da Grande Dourados, no município de Dourados- MS, que consiste em analisar o conteúdo geográfico em obras literárias. Na dissertação especificamente, os textos analisados serão aqueles que fazem parte do rol de leituras de professores nas séries iniciais do Ensino Fundamental, portanto, Literatura Infantil. Voltando ao presente texto, o que nos chama atenção nesta obra de Camus, a frieza, a insensibilidade de Mersault, o personagem principal, é muitas vezes a frieza e descaso com que observamos o outro, o diferente e sobre eles vamos fortalecendo e criando e recriando fronteiras. Os conflitos que ocorrem no livro são também conflitos que fazem parte de nossas vivências e lidas cotidianas, pois há sempre um esforço em reconhecer no território aquilo que nos pertence, como também o outro em que se deve manter distância. O árabe do livro poderia ser qualquer um, qualquer coisa, que levou Mersault a se desterritorializar, nos termos deleuzianos e guattarianos, e mais ainda, nada há de mais geográfico do que a relação de um homem com o seu espaço vivido e com o outro que compartilha este mesmo espaço. E ainda, quando Gilles Deleuze e Guattarri perguntam no inicio do livro Mil Platôs, o que é uma corpo sem órgãos de um livro, estamos a procurar uma resposta. Sendo o corpo sem órgãos um ser dotado de potência criadora, tentamos imprimir o caráter geográfico nesta obra de Camus, enquanto força dotada de uma geograficidade enorme, não somente por tratar (subliminarmente), de uma rixa antiga entre árabes e franceses em Argel, mas também por trazer sentimentos e sensações que remetem a conceitos eminentemente geográficos. Este trabalho é então relacionado à Literatura, à Geografia que se fundem, se relacionam para a constituição de uma linguagem geográfica, ainda mais abrangente que a própria Geografia porque é movimento, é o conceito “andando” como um flaneaur por entre a sociedade que os geógrafos buscam compreender.

Abstract

 

The purpose of this paper is precisely to seek a rapprochement of science and the arts, trying to regain the relationship that at some point, on behalf of the rationalization of Science, has been lost, and left to bequeath to Geography great sensitivity and vision for a science that requires a sensitive eye to the space that aims to examine. Throughout this text my harvest will be to seek a link between categories and geographical space created by Albert Camus in his book "The Stranger," written in 1942, and that is a literary masterpiece, made into a movie titled in 1967 by director Luchino Visconti. This work is a test text to be produced in my master's thesis,in  Federal University of Grande Dourados, Dourados-MS, which involves analyzing the geographic content in literary works. In the dissertation specifically, the texts analyzed are those that are on the list of readings for teachers in early grades of elementary school, so Children's Literature. Returning to the present text, which strikes us in this work of Camus, the coldness, insensitivity of Mersault, the main character, is often the coldness and indifference with which we look at the other, the different about them and we are strengthening and creating and recreating borders. The conflicts that occur in the book are also conflicts that are part of our everyday experiences and read, because there is always an effort to recognize that the territory belongs to us, but also the one where you should stay away. The Arabic of the book could be anyone, anything, that led to Mersault deterritorialise under Deleuzian and Guattarian and further, there is nothing more than the geographical relationship of one man and his living space and with the other sharing the same space. And yet, as Gilles Deleuze and Guattarri ask at the beginning of the book A Thousand Plateaus, which is a body without organs of a book, we are seeking an answer. As the body without organs is a being endowed with creative power, we try to print the geographical character in this work of Camus, as a force with enormous geographical experiences, not only by treating (subliminal) in an ancient feud between Arabs and Frenchmen in Algiers, but also to bring feelings and sensations that refer to spatial concepts eminently. This work is related to the Literature, Geography merging relate to the formation of a spatial language, even more comprehensive than the very geography because it is movement, is the concept of "walking" as a flaneaur through the company making the Geographers seek to understand.

 

Résumé

Le but de cet article est précisément de chercher un rapprochement de la science et les arts, en essayant de retrouver la relation qui à un moment donné, au nom de la rationalisation de la science, a été perdu, et à gauche de léguer à la géographie d'une grande sensibilité et la vision d'une science qui nécessite un regard sensible à l'espace qui vise à examiner. Tout au long de ce texte ma récolte sera de rechercher un lien entre les catégories et dans l'espace géographique, créé par Albert Camus dans son livre "L´étranger ", écrite en 1942, et qui est un chef-d'œuvre littéraire, fait un film intitulé en 1967 par le directeur Luchino Visconti. Ce travail est un texte de test destinés à servir en ma thèse de maîtrise, Université Fédérale de Grande Dourados, Dourados-MS, qui consiste à analyser le contenu géographique sur les œuvres littéraires. Dans le mémoire spécifiquement, les textes analysés sont ceux qui sont sur la liste des lectures pour les enseignants dans les premières années du primaire, afin de littérature de jeunesse. Retour au texte actuel, qui nous frappe dans cette œuvre de Camus, la froideur, l'insensibilité de Meursault, le personnage principal, est souvent la froideur et l'indifférence avec laquelle on regarde l'autre, le différent à leur sujet et nous sommes le renforcement et la création et la de recréer des frontières. Les conflits qui se produisent dans le livre sont aussi les conflits qui font partie de nos expériences quotidiennes et de lire, parce qu'il ya toujours un effort pour reconnaître que le territoire qui nous appartient, mais aussi celui où vous devez rester à l'écart. L'arabe du livre pourrait être n'importe qui, n'importe quoi, qui a conduit à déterritorialiser Mersault sous deleuzienne et Guattarian et de plus, il n'y a rien de plus que le lien géographique entre un homme et son espace de vie et de l'autre partagent le même espace. Et pourtant, comme Gilles Deleuze et Guattarri poser au début du livre Mille Plateaux, qui est un corps sans organes d'un livre, nous cherchons une réponse. Comme le corps sans organes est un être doté du pouvoir créateur, nous essayons d'imprimer le caractère géographique dans cette œuvre de Camus, comme une force avec d'énormes expériences géographiques, non seulement par le traitement (subliminal) dans un ancien fief entre les Arabes et les Français à Alger, mais également à provoquer des émotions et des sensations qui font référence à des concepts spatiaux éminemment. Ce travail est lié à la littérature, la géographie fusion se rapportent à la formation d'un langage spatial, encore plus complète que la géographie même parce que c'est le mouvement, est le concept de «marcher» comme flaneaur par la société de la Les géographes cherchent à comprendre.


Esta ponencia será presentada en el XIII Encuentro Internacional Humboldt, a realizarse en la Universidad da Grande Dourados, Mato Grosso do Sul - Brasil, entre los días 26 y 30 de setiembre de 2011.