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Asunto:[encuentrohumboldt] 3/10 - CARACTERIZAÇÃO DE TIPOLOGIAS E DO MANEJO DE R ESÍDUOS GERADOS NA MICRO-INDÚSTRIA DE CALÇADOS DE CO URO DO PÓLO DE FRANCA, SP
Fecha:Domingo, 31 de Enero, 2010  00:29:30 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

CARACTERIZAÇÃO DE TIPOLOGIAS E DO MANEJO DE RESÍDUOS

GERADOS NA MICRO-INDÚSTRIA DE CALÇADOS DE COURO DO PÓLO DE FRANCA, SP

 

 

Autor: Elias Antonio Vieira

Centro Universitário Barão de Mauá, Ribeirão Preto, SP, Brasil

 

RESUMO

 

Este projeto foi elaborado com a finalidade de levantar informações sobre as características e tipologias de resíduos gerados na indústria de calçados do pólo de Franca (SP), Brasil como o objetivo de contribuir com propostas de solução de problemas sociais e espaciais provocados pelo seu manejo errado.

 

Palavras-chave: resíduos industriais; manejo errado; problemas sociais e espaciais.

 

ABSTRACT 

 

This project was elaborated with the purpose of lifting information about the characteristics and typologies of residues generated in the industry of shoes of the pole of Franca (SP), Brazil as the objective of contributing with proposed of solution of social and spatial problems provoked by wrong handling.

 

Key words: industrial residues; wrong handling; social and spatial problems.

 

INTRODUÇÃO

 

Durante a realização do levantamento bibliográfico exploratório que orientou o recorte temático, os questionamentos e a operacionalização do estudo deste projeto, verificou-se que os resíduos ou rejeitos gerados, quanto ao aspecto físico, podem se constituir nos tipos sólidos, líquidos e gasosos (AMBIENTE BRASIL, 2000). Também se constatou que entre as tipologias de resíduos ou rejeitos sólidos estão os resíduos ou rejeitos sólidos industriais e entre estes os resíduos ou rejeitos sólidos da indústria brasileira de calçados.

As finalidades deste projeto, entretanto, estão conduzidas aos resíduos ou rejeitos sólidos de processo de fabricação da indústria de calçados, visto que os demais tipos, igualmente significam problemáticas de grande magnitude justificadoras de estudos específicos.

Cumpre esclarecer que esses dados subsidiarão uma pesquisa básica e outra aplicada, no pólo da indústria de calçados de Franca, SP, em amostra do universo composto por micro-indústrias que fabricam calçados de couro. Para a finalidade da pesquisa serão consideradas micro-indústrias aquelas que tenham de 1 até 19 empregados conforme definição do Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa, citado por Andrade (2002).

 

Resíduos sólidos e resíduos sólidos industriais ou rejeitos

 

No primeiro momento constatou-se que os resíduos ou rejeitos sólidos apresentam características de um fenômeno que possui antecedentes ligados à estrutura de formação material, socioeconômica, cultural e política da sociedade (TRIVIÑOS, 1987). Desse modo, esses resíduos ou rejeitos estão conectados às relações socioespaciais e de produção e consumo e, por conseqüência, sua geração percorre o seguinte fluxo espacial: começa na extração das matérias-primas, passa pela fabricação e comercialização dos produtos, pelo pós-uso ou consumo desses produtos, nos domicílios, e daí segue para o destino final. No que diz respeito às propriedades, esses resíduos ou rejeitos têm várias designações e classificações, além de possuir a característica de gerar impactos ambientais.

Com relação às designações verificou-se que apesar de existir contradição entre os materiais que os compõem, muitas vezes, os resíduos sólidos são denominados simplesmente pelo termo lixo ou rejeito.  A contradição pode ser constatada no fato de o resíduo ter potencial de utilização e o lixo ou rejeito, ao contrário, se constituir num componente que não tem serventia (LEÃO, 1997, VIEIRA, 2002). A palavra lixo também pode ser sinônima de resíduo final, ou seja, “o resíduo que resulta ou não do tratamento de outros resíduos e que não seja susceptível de tratamento nas condições técnicas e econômicas do momento [...]” (CAMPOS, 2002, p. 74).

Para as finalidades deste projeto de pesquisa os materiais descartados durante o processo de fabricação, citado anteriormente, serão denominados como os termos: resíduo, resíduo sólido, resíduo sólido industrial – RSI ou rejeito conforme o caso.

 Em relação às classificações, D’Almeida e Vilhena (2000, p. 29-30) afirmaram que os resíduos sólidos ou rejeitos podem ser classificados das seguintes formas:

1) Por sua natureza física: seco e molhado;

2) Por sua composição química: matéria orgânica e matéria inorgânica;

3) Pelos riscos potenciais ao meio ambiente: perigoso e não-perigoso (não-inerte e inerte), conforme o Quadro 1.

 

Quadro 1 - Categorias e propriedades que classificam o potencial de impacto socioespacial ou ambiental dos resíduos ou rejeitos 

Categorias

Propriedades que podem ter

Classe I - perigoso

Corrosividade, inflamabilidade, patogenicidade, reatividade, toxicidade e apresentando riscos à saúde pública e ao meio ambiente (baterias, produtos químicos etc.)

Classe II - não perigoso

Não-inerte: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade

Inerte: não apresenta riscos à saúde e ao meio ambiente; tempo de decomposição variável

                                                                                                                                                   Fonte: adaptado por VIEIRA (2006)

 

4) Quanto à origem: industrial, domiciliar, comercial, público, hospitalar, rural, entulho e o gerado em terminais rodoviários, ferroviários, aéreos e portuários. Também existe o resíduo tecnológico e o tóxico (MATOS et al., 1999). Com exceção dos RSI’s e rejeitos e dos originados pela indústria de calçados, sobretudo de Franca, SP, a descrição e a análise das demais tipologias, embora mereçam estudos específicos, fogem do objetivo proposto neste projeto de pesquisa.

Para Berríos (1997), o comportamento errado no manejo e na destinação dos resíduos sólidos e rejeitos provocam impactos de inúmeras ordens, como: a deposição de resíduos ou rejeitos, em áreas sujeita à erosão, mal drenadas, provoca a perda de solo. O solo local fica suscetível de recalques e rachaduras, originadas na movimentação da massa de resíduo ou rejeito. Essas áreas, uma vez saturadas e encerradas, terão seu uso restrito, além de ficarem impedidas de receber edificações de qualquer tipo. Há perigo da geração de líquidos que percolam da massa de resíduos e rejeitos. Dependendo das condições operacionais, pluviométricas e geológicas, esse subproduto pode atingir águas superficiais ou subterrâneas e contaminá-las. Os resíduos sólidos e rejeitos também geram a poluição física (assoreamento de rios e lagos, aumenta a turbidez da água, afetando a vida orgânica) e bioquímica (introdução de detergentes não biodegradáveis, tintas, herbicidas, além de bactérias, germens, vírus etc.). Outro fator de poluição é o mau cheiro provocado pela emissão de gases emanados dos processos de transformação aeróbia (com presença de oxigênio) e anaeróbia (sem presença de oxigênio) da matéria orgânica contida na massa de resíduo. O outro é o lançamento de fumaça, gases e fuligem, em conseqüência dos incêndios a que são, freqüentemente, submetidos os locais de destinação final, operados fora das normas técnicas e ambientais. O líquido e os gases emanados da deposição errada desses resíduos podem afetar a microfauna bacteriana. Os animais, as aves e os insetos, atraídos ou repelidos pelos odores, gases, ou fumaça da combustão dos materiais podem danificar a flora do entorno. Muitos desses seres vivos são transmissores de doenças como leptospirose, salmonelose, hepatite etc., cuja descrição foge aos propósitos deste projeto de pesquisa.

Entre as agressões que os resíduos ou rejeitos sólidos industriais podem impor ao ambiente estão aquelas dos elementos químicos potencialmente tóxicos, também conhecidos por metais pesados, como alumínio, arsênio, cádmio, chumbo, cromo, mercúrio etc., utilizados nos processos de fabricação de vários produtos de uso ou consumo (Quadro 2). Destarte, os resíduos ou rejeitos sólidos industriais oriundos tanto do processo de fabricação quanto do pós-uso ou consumo dos produtos, manejados incorretamente, podem ameaçar a saúde do ambiente e, por efeito, dos seres que nele vivem. 

Matos et al. (1999), apontaram que sobras pós-uso ou consumo de produtos industrializados, inclusive os de classe II – não perigoso, têm decomposição lenta que varia de 1 mês a 4.000 anos, e, por esse motivo, podem alterar as propriedades do meio ambiente e provocar impacto ambiental.

Também se verifica que expressiva quantidade de indústrias tem manifestado preocupação com a questão dos seus resíduos ou rejeitos por três motivos principais. Um deles é a questão de competitividade, visto que, o nível de geração de resíduos ou rejeitos, quase sempre, está relacionado à capacidade tecnológica das empresas. Noutro está o fato de sua minimização significar tanto a diferenciação de produto, como a redução de custos, pois, os resíduos ou rejeitos, do ponto de vista contábil, são custeados na fabricação do produto final. Por último está a problemática ambiental e seus custos sociais, ambientais e econômicos.

Neste particular pode-se dizer que está o setor calçadista brasileiro. Muitas de suas empresas apesar de terem sido, historicamente, marcadas por estratégias de competitividade desvinculada das conseqüências da geração de resíduos ou rejeitos (QUADRO 2), sobretudo nos últimos anos, passaram a incluir a questão ambiental em suas atividades de gerência. As indústrias de calçados da região metropolitana de Porto Alegre, RS, podem ser citadas como exemplo (KRAEMER, 2005; VIEGAS; FRACASSO, 1998). Os resíduos sólidos ou rejeitos, classificados como tóxicos gerados nas suas plantas industriais deixaram de ser despejados e, muitas vezes, queimados em aterro clandestino ou sanitário e passaram a ter como destino um centro de separação específico, com capacidade para receber essas tipologias de resíduos ou rejeitos por 10 anos. O material não reciclável, depois de qualificado, quantificado e identificado é destinado no aterro licenciado para resíduos ou rejeitos industriais perigosos, conhecido pela sigla ARIP (CASTRO, 2006).

 

Quadro 2 - Metais, processos industriais em que são utilizados e efeitos à saúde humana

Metais

Utilização

Efeitos

Alumínio

Produção de artefatos de alumínio, serralheria, medicamentos (antiácidos) e tratamento de água

Anemia por deficiência de ferro, intoxicação crônica

Arsênio

Metalurgia, manufatura de vidros e fundição

Câncer (seios paranasais)

Cádmio

Soldas, tabaco, baterias e pilhas

Câncer de pulmões e próstata, lesões nos rins

Chumbo

Fabricação e reciclagem de baterias de autos, indústria de tintas, pintura em cerâmica e soldagem

Saturnismo (cólicas abdominais, tremores, fraqueza muscular, lesão renal e cerebral

Cobalto

Preparo de ferramentas de corte e furadoras

Fibrose pulmonar

Cromo

Indústrias de calçados de couro, corantes, esmaltes, tintas, ligas com aço e níquel, cromagem de metais

Asma (bronquite), câncer

Fósforo amarelo

Veneno para baratas, rodenticida (inseticida usado na lavoura) e fogos e artifício

Náuseas, gastrite, odor de alho, fezes e vômitos fosforescentes, dor muscular, choque, coma

Mercúrio

Moldes industriais, certas indústrias de cloro-soda, lâmpadas fluorescentes

Intoxicação do sistema nervoso central

Níquel

Baterias, aramados, fundição e niquelagem de metais, refinarias

Câncer do pulmão e seios paranasais

Fumos metálicos

Vapores (de cobre, cádmio, ferro, manganês, níquel e zinco) da soldagem industrial ou da galvanização de metais

Febre, tosse, cansaço e dores musculares (parecido com pneumonia)

                                                                                                                                                                        Fonte: adaptado por Kraemer (2005)

 

Nesta etapa do levantamento bibliográfico exploratório constatou-se que existem princípios e técnicas para valorizar os resíduos (e destinar de modo correto os rejeitos) que poderão ser consideradas em eventual etapa de prorrogação do cronograma desse projeto de pesquisa. A ecoeficiência, por exemplo, é o princípio-chave para produzir mais com menos energia e matéria-prima e, conseqüentemente, conservando recursos naturais e energia, protegendo e minimizando o uso e a ocupação do solo, prevenindo o impacto ambiental (BRANDSMA; EPPEL, 1997; SÃO PAULO, 2005a). A técnica dos três erres, ou seja, Reduzir, Reciclar e Reutilizar (ou Reaproveitar), prevista no conceito ecoeficiência, por sua vez, justifica a aplicação da estratégia de redução, reutilização e separação, classificação para reciclagem dos resíduos, sobretudo de origem industrial. Vale ressalvar que o termo reduzir também é utilizado no caso de empregar a tecnologia para minimizar o desperdício de matérias-primas do processo industrial (SILVA, 2005). Reciclar significa o uso de resíduos, sob a forma de matéria-prima, para transformação em novos produtos. Reutilizar significa reaproveitar ou recuperar o produto, para colocá-lo novamente no mercado, evitando seu envio para a área de destinação final.

Além de existir essas alternativas verificaram-se na literatura modalidades de tratamento de resíduos ou rejeitos sólidos em geral como: co-processamento (indústria cimenteira), estabilização / solidificação, evapo-incineração, fabricação de blocos de concreto, físico-químicos, incineração sem ou com valorização energética, mistura ao cimento asfáltico de petróleo, térmico, trituração, regeneração de solventes, a tocha e a plasma etc. (CAMPOS, 1999, 2002; CETESB, 1993; LINS, 2005; POLARI FILHO, 2006; SILCON AMBIENTAL, 2006). Não obstante a proposta contida no princípio da ecoeficiência e as modalidades de tratamento de resíduos e rejeitos, esta pesquisa não tem por objetivo a adoção de propostas de tratamento desses materiais. 

Com referência aos acordos e normas internacionais e à legislação e às normas brasileiras específicas dos resíduos ou rejeitos, podem ser citadas: a Constituição Federal que, no Artigo 225; a Agenda 21, capítulo 19, 20 e 21; a Lei 6.803/80; a Lei 6.938/81, que estabelece a Política Nacional de Meio Ambiente; as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT n° NBR 10.004 e NBR n° 12.235; a Norma ISO 14.000; a portaria n° 204/97, do Ministério dos Transportes, e as resoluções n° 257, 258 e 263, do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, que dispõem, respectivamente, sobre pilhas, baterias e pneus (KRAEMER, 2005; VIEIRA, 2002). Portanto, quanto ao aspecto normativo pode-se inferir que há legislação suficiente para orientar e disciplinar a destinação ecologicamente correta dos resíduos ou rejeitos.

Cumpre ressaltar que os resíduos ou rejeitos sólidos de curtumes; da indústria de produtos químicos; componentes; confecção de couros; artefatos de couro; equipamentos para calçados, entre outras, da cadeia produtiva de couro e calçados não foram aqui incluídos por merecer abordagem específica, cuja tarefa não seria possível neste trabalho.

 

Resíduos ou rejeitos sólidos da indústria brasileira de calçados

 

Como subsídio para o desdobramento deste projeto em pesquisas, básica e aplicada, no pólo calçadista de Franca, SP, procurou-se conhecer as etapas do processo de produção de calçados de couro (QUADRO 3).

 

Quadro 3 - Etapas básicas do processo de produção de calçados de couro e geração de resíduos e rejeitos

Etapa

Processo

Resíduos

Definição do modelo (1)

Determinação da finalidade de uso, do design e tipo de construção

Baixa geração de resíduos e rejeitos

Modelagem (2)

Criação do design e de formas, destaque das peças, detalhamento da produção de amostras

Vários tipos de resíduos e rejeitos em volume pouco expressivos

Corte (3)

Conforme escalas da modelagem

É gerada a maior parte dos resíduos e rejeitos do processo de fabricação. São os restos de couro natural e de materiais sintéticos utilizados nos cabedais e / ou solados, navalhas inutilizadas etc.

Chanfração (4)

Desgaste das peças do calçado para facilitar a colagem e a montagem

Pó ou serragem de couro curtido, ao cromo, e de materiais sintéticos

Preparação e costura (5)

União das peças do cabedal, primeiro com adesivo e depois com máquina (operação denominada pesponto)

Restos de linha, pedaços de couro natural e / ou de materiais sintéticos

Pré-fabricação (6)

Produção própria de solado, palmilha de montagem, contraforte etc.

Aparas de couro natural e restos de materiais sintéticos, espumas, náilon, poliéster etc.

Montagem (7)

União entre o cabedal e os componentes do solado

Pregos, tachas, panos, estopas e pincéis sujos com produtos químicos, tintas etc.

Acabamento (8)

Operações de limpeza, pintura, aplicação de cera, escovação

Semelhantes ao da montagem, exceto quanto aos metais

Fonte: adaptado de Viegas e Fracasso (1998)

Org.: VIEIRA, Elias A. (2009)

                                                                                                                                                      Também se buscou conhecer a localização e o valor percentual da produção de calçados por macrorregião tendo em vista que o volume de resíduos ou rejeitos gerados normalmente tem relação direta com a localização e o desempenho da atividade produtiva. Neste caso, constatou-se em 2007 a seguinte distribuição macrorregional do valor percentual da produção de calçados no território brasileiro: Sudeste 21%, Sul 34%, Nordeste 44%, totalizando 99% do total, dos quais 31% são fabricados em couro (ABICALÇADOS, 2009, CORRÊA, 2001; OLIVEIRA; GARCIA, 2001). Vê-se, portanto que é expressiva a quantidade de calçados produzida com esta matéria-prima.

Quanto às sobras de processo produtivo, além de gerarem resíduos e rejeitos de couro natural curtido ao cromo (resíduos ou rejeitos sólidos, classe I - perigosos) as fábricas de calçados também descartam outros tipos de sobras. Entre os materiais descartados encontram-se refugos de solado, entressola ou palmilha e o pó ou serragem da produção de determinados tipos de calçados. Ainda há os resíduos ou rejeitos sintéticos, também chamados material alternativo, ou seja: apara de EVA, restos de borracha termoplástica (tipos TR e SBR), poliuretano (PU), policloreto de vinil (PVC), que exigem soluções inovadoras para substituir as práticas usuais de estocagem, incineração ou a disposição, em aterros clandestinos ou aterros sanitários oficiais ou aterros industriais da iniciativa privada, com conseqüências ambientais, em geral, imprevisíveis. Muitos desses materiais podem ser classificados como classe 2 – não perigosos. Além disso, a indústria de calçados também utiliza produtos químicos no processo industrial, cujos recipientes (bombonas, contêineres, invólucros etc.), no caso de se enquadrarem como resíduos perigosos devem ser enviados ao fornecedor ou receptor licenciado pelo órgão estadual de controle da poluição ambiental. Vale acrescentar que em trabalho realizado sobre o resíduo ou rejeito sólido, da indústria de calçados de Três Coroas, RS, constatou-se que seu volume é de 27% de recicláveis e 73% de rejeitos. (CASTRO, 2006; CORRÊA, 2001; FRACASSO; VIEGAS, 2006; NEVES; NASCIMENTO, 2006; OLIVEIRA et al., 2005; POLARI FILHO et al., 2006).

Como se não bastasse, o volume de geração desses resíduos ou rejeitos está relacionado à oscilação econômica do setor calçadista, que apesar de neste momento (maio de 2009) estar sofrendo as conseqüências da crise internacional, suas metas, em geral, são de crescimento. Neste caso, pode-se conjeturar que passada a crise a quantidade de resíduos e rejeitos e a incidência dos seus impactos negativos podem aumentar. Todavia é preciso levar em conta que, apesar de sua destinação final se constituir numa problemática socioespacial, observa-se interesse, do setor, na adoção de práticas de valorização, no lugar de simplesmente destiná-los, em bruto, no solo.

Quanto aos dados do Quadro 3, já exposto, com apoio da bibliografia pode-se afirmar que resíduos ou rejeitos sólidos da indústria de calçados têm origem nas perdas do fluxo espacial de matérias-primas no processo produtivo; são de composição, formato, peso e volume diversificados e variáveis, constituindo-se numa questão socioespacial de natureza econômica e ecológica (VIEGAS; FRACASSO, 1998; CASTRO, 2006).

A leitura desses dados também chama a atenção para o potencial do desperdício provavelmente, expressivo, de matérias-primas na forma de resíduos ou rejeitos sólidos. A situação torna imprescindível a elaboração de propostas para se buscar solução para o gerenciamento ambientalmente correto desses materiais.

Diante disso, no pólo de calçados de Franca, SP, o problema dos resíduos e rejeitos pode apresentar-se em maior grau de complexidade uma vez que, conforme sondagem realizada em campo, uma etapa do processo de fabricação, a união das peças do cabedal (pesponto), é realizada diretamente nos domicílios de moradia das pessoas contratadas para o serviço. Neste caso, os resíduos ou rejeitos muitas vezes são descartados, em recipientes, para a coleta de lixo domiciliar feita pela Prefeitura, cuja destinação se dá, na forma de aterro em bruto, no solo. Este procedimento, além de contribuir para o aumento das quantidades a serem coletadas, pelo serviço de limpeza municipal, agrava os problemas ambientais da área de destinação final, dificulta e distorce as estatísticas e, por conseqüência, prejudica tanto a elaboração como o aperfeiçoamento de política pública para o setor.

Cumpre destacar que, segundo a revista Minas Faz Ciência (2006), em Minas Gerais a opção de aterrar os resíduos ou rejeitos sólidos do processamento dos calçados custam R$ 3 mil, a tonelada, cuja medida nem sempre é adotada pelas indústrias de calçados em geral e muito menos pelas micro-indústrias porque o valor é considerado caro. Essa realidade impõe-se a busca de alternativas sociais, ambientais e econômicas à geração e destinação de seus resíduos e rejeitos.

 

Resíduos sólidos gerados na micro-indústria brasileira de calçados de couro

 

Nesse tópico buscou-se conhecer a realidade da micro-indústria brasileira de calçados de couro no que se refere à geração de resíduos de fabricação. Porém, em razão de faltarem dados bibliográficos específicos foram analisados os trabalhos que focalizavam os resíduos de calçados independentes do porte da indústria e da tipologia gerada. 

Deste modo, Contador Júnior (2009) que analisou a problemática ambiental dos resíduos de calçados de Jaú e região afirmou que o setor encontra-se no estágio inicial quanto à implantação de medidas visando reduzir os impactos ambientais dos seus resíduos.

Cultri et al. (2006) apontou que o tratamento de resíduos de processo de produção de calçados da região de Franca (SP), independente do porte da fonte geradora, é uma deficiência a ser superada, donde se pode inferir que a micro-indústria está inserida neste contexto.

No trabalho de França et al. (2007) pôde se inferir que quantidades expressivas de resíduos gerados na micro-indústria de calçados de Campina Grande (PB) é destinada a lixões, ou seja, disposto em bruto no solo sem nenhuma medida de prevenção à poluição.

Diante dessas considerações, torna-se oportuno o apoio do setor acadêmico e dos órgãos governamentais de financiamento à pesquisa de caracterização de tipologias e do fluxo espacial de resíduos e rejeitos de processo de fabricação da microempresa de calçados de Franca (SP).

 

Justificativa

 

A escolha das micro-indústrias de calçados de couro de Franca, SP, para aplicação da pesquisa se deu em virtude de Barbosa (2009) registrar que tanto no processo de formação do pólo industrial liderado por esta cidade e até mesmo no final do século passado, período de intensificação da globalização da economia, o pequeno capital, ou seja, a micro-indústria está presente. Além disso, a sondagem realizada em campo demonstrou que no total de plantas industriais do pólo citado predominam as micro-indústrias, fato este que não somente torna a geração e o manejo de resíduos e rejeitos difuso, mas também requer um plano de gestão com maior nível de detalhes e abrangência espacial. 

No que se refere à escolha dos resíduos e rejeitos de calçados de couro como objeto deste projeto destaca-se, em sentido amplo, o fato de estes materiais, manejados erradamente, constituírem-se num dos fenômenos que interferem de modo negativo nas relações socioespaciais; e a Geografia, que lida com as questões de organização espacial, possuir ferramentas que contribuem para a resolução dessa problemática. Também se justifica por três outros motivos. Em primeiro lugar o método de gerenciamento, que predomina no âmbito nacional e local, encontrar-se ultrapassado perante a Agenda 21, sobretudo quanto ao princípio da ecoeficiência, visto que se orienta na destinação dos resíduos e rejeitos, inclusive os da indústria de calçados, no solo sem tratamento prévio. Em segundo lugar, em virtude de serem escassas as pesquisas sobre os resíduos ou rejeitos gerados na micro-indústria brasileira de calçados de couro e, por isso, este trabalho contribuir para preencher esta lacuna na bibliografia. Em terceiro e último lugar está o fato do autor deste projeto ter conhecimento teórico e prático na elaboração e execução de projetos de tratamento de resíduos sólidos municipais. 

Em sentido restrito, destaca-se o fato de que são insuficientes as iniciativas da indústria brasileira de calçados para analisar os seus resíduos e rejeitos de um prisma da valorização, em especial no pólo de Franca, SP, onde se pretende realizar as atividades desta pesquisa.

 

Objetivos

 

Como objetivo geral, busca-se caracterizar as tipologias e o manejo de resíduos e rejeitos sólidos de processo de fabricação de micro-indústrias de calçados de couro de Franca, SP.

Os objetivos específicos resultarão de estratégias que serão aplicadas na amostra da pesquisa, em relação aos resíduos e rejeitos sólidos, conforme segue:

a) levantamento da propriedade, espacialização, do fluxo e do gerenciamento;

b) identificação e descrição das práticas de minimização do uso e ocupação do solo para a destinação final em bruto dos resíduos e rejeitos do processo de fabricação;

c) averiguação da opinião das fontes geradoras sobre o princípio da ecoeficiência.

 

Aspectos metodológicos

 

O presente estudo terá como quadro de referência o Materialismo Dialético e caracterizar-se-á como monográfico e também interdisciplinar, em virtude de interessar, sobretudo, às áreas de Geografia, Engenharia (urbana e de produção), Ciências Políticas e Administrativas, Sociologia, Psicologia e Serviço Social. Quanto à tipologia o nível é de pesquisa básica e de pesquisa aplicada.

Na pesquisa bibliográfica os dados serão coletados por meio de artigos, bancos de dados de entidades de classes, censos, dissertações, livros, relatórios, revistas, teses, entre outros.

Quanto à pesquisa de campo sua realização dar-se-á por meio de visitas técnicas com aplicação das técnicas da observação direta, direta-participante e da entrevista com aplicação de formulário nas unidades amostrais no momento da visita garantindo-se mensuração adequada aos objetivos da investigação.

Além de informações captadas formalmente através de formulário, serão levantadas outras em caráter informal, algumas vezes com o objetivo de testar as fontes de informações.

Para prevenir o risco de sonegação, distorção e dificuldade de acesso às informações o desenvolvimento da pesquisa será precedido de divulgação junto ao público alvo, informando o objetivo e a sua importância para a empresa e solicitando a colaboração de todos para o bom desempenho do trabalho.

O risco de extravio dos dados e formulários será reduzido com a gradativa gravação dos seus conteúdos em meio magnético.

O projeto contempla como estratégia de ação a formulação de proposta para formação de parceria com o SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e o Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca (SP). Essa estratégia, uma vez concretizada, facilitará a articulação do pesquisador com as unidades amostrais, assim como o acesso aos dados a serem obtidos em campo.

 

Problema a resolver

 

O problema da pesquisa pode ser descrito como a falta de conhecimento de fatores como propriedade, forma de espacialização e fluxo de resíduos e rejeitos sólidos, assim como das funções de gerência admitidas no manejo destes materiais gerados no processo de fabricação por micro-indústrias de calçados de couro de Franca, SP.

A busca de solução do problema proposto se dará através de respostas aos seguintes questionamentos: Qual a propriedade, forma de espacialização e fluxo dos resíduos e rejeitos sólidos da micro-indústria de calçados de couro de Franca, SP? Porque e desde quando esses materiais considerados e manejados desse modo? As fontes geradoras adotam ou rejeitam a adoção do princípio da ecoeficiência?

 

Hipótese de estudo

A destinação em bruto, no solo, de resíduos ou rejeitos sólidos das fontes geradoras que compõem a amostra do presente estudo, pode ocasionar ou agravar os problemas socioespaciais, desde que não haja um modelo de gerenciamento com estratégias de valorização dos materiais potencialmente recicláveis ou reutilizáveis. A elaboração de plano de gestão ambiental de resíduos e rejeitos, por sua vez, depende da caracterização prévia de seu processo, fluxo gerador, propriedade e método de gerência em uso, assim como, sua execução bem sucedida exige a adesão e participação da fonte geradora.

 

Área de trabalho e amostragem

 

A área de trabalho tem como sede a cidade de Franca, SP que está localizada na região Nordeste do estado de São Paulo, com 760 fábricas de diferentes capacidades produtivas, que se dedicam, sobretudo, à fabricação de calçados masculinos, feitos de couro (ABICALÇADOS, 2009). Por constituir num pólo calçadista a delimitação cartográfica desta área dependerá da localização espacial das micro-indústrias de calçados de couro conforme relação a ser fornecida pelas entidades parceiras do presente estudo. Nesta relação somente deverão constar as micro-indústrias que estejam em atividade, tenham pelo menos 1 funcionário formal, fabriquem calçados de couro e não pertençam, ao mesmo tempo, a proprietários de outras empresas do mesmo ramo.

Tendo em vista que o universo da pesquisa abarca a totalidade de micro-indústrias da fabricação de calçados em couro situadas na área de trabalho, as unidades amostrais serão aquelas obtidas em processo de amostragem probabilística, por sorteio, do universo da pesquisa. Desse modo, depois de identificar cada sujeito do universo amostral com um número a partir de 1 anotando-se num pedaço de papel, depois dobrados de maneira a não permitir sua identificação visual, e cada um deles colocados num recipiente, procede-se a mistura deles e em seguida o sorteio de vinte micro-indústrias para compor a amostra. A cada sorteio devem-se misturar os papéis dentro do recipiente, garantindo-se sua inviolabilidade. Neste procedimento se garante a representatividade da amostra uma vez que “os sujeitos são selecionados aleatoriamente ou ao acaso. Existe uma probabilidade igual de todos os elementos serem sorteados” (BARROS; LEHFELD, 1990 p.39).

 

Dimensão e prazo para realização do trabalho

 

O trabalho se propõe a contribuir com a sustentabilidade econômica (manejo eficiente de recursos, melhoria do nível de competitividade e lucratividade), biológica (prudência no uso de recursos naturais, cuidados ambientais) e cultural (respeito à formação cultural comunitária) (SALOMONI; GERARDI, 2001). O prazo para realização do trabalho é de 24 meses conforme o cronograma descrito mais adiante.

 

Resultados esperados

 

Esse trabalho possibilitará de maneira institucional e organizada, articular estratégias de captação de recursos financeiros, materiais e humanos, visando contribuir para prevenir ou reduzir problemas socioespaciais originados pelos resíduos sólidos ou rejeitos de processo de fabricação de unidades amostrais da micro-indústria de calçados de Franca, SP, podendo replicar a todo universo amostral. Também poderá servir de instrumento à elaboração de um plano de gestão de resíduos e rejeitos sólidos, assim como a execução de trabalhos para fins de licenciamento ambiental do segmento industrial citado.

 

Mecanismos de transferência de resultados

 

A pesquisa será descrita e documentada em todas as suas etapas e ficará disponível para consulta e uso no Núcleo Interdisciplinar de Estudos Sobre a Indústria Calçadista - NEIC, em Franca, SP. Além disso, prevê-se a criação de um curso de capacitação, baseado nos resultados da pesquisa, para o público alvo representado por profissionais indicados pelos parceiros.

 

Plano orçamentário

 

A ser definido de modo a atender as especificidades da pesquisa e as normas estabelecidas pela agência financiadora.

 

 

 

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Ponencia presentada en el XI Encuentro Internacional Humboldt – 26 al 30 de octubre de 2009. Ubatuba, SP, Brasil.