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Asunto:[encuentrohumboldt] 166/09 - O crescimento demográfico e da mancha urbana do município de São José dos Campos no período d e 1987 a 2007
Fecha:Jueves, 17 de Diciembre, 2009  17:22:14 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

 


 

Universidade de Taubaté

Departamento de Ciências Sociais e Letras

Curso de Geografia

 

 

 

 

 

 

 

 

O crescimento demográfico e da mancha urbana

do município de São José dos Campos no período de 1987 a 2007

 

 

 

 

 

 

 

Felipe Gonçalves de Arruda

3° ano de Geografia

 

 

Taubaté, 15 de Julho de 2009

 

 

 

RESUMO

         Esta pesquisa analisa o crescimento demográfico e da mancha urbana da cidade de São José dos Campos/SP no período de 1987 a 2007. O objetivo é discutir o porquê da causa destes crescimentos e utilizar a pesquisa como ferramenta de planejamento urbano, de modo que sua população possa usufruir e passe a utilizar este recurso em seu benefício. Em São José dos Campos existe uma infra-estrutura instalada que o faz ser um raro território, na região do Vale do Paraíba, apto a sediar indústrias de alta tecnologia, principalmente na área aeroespacial. Essa especificidade é resultado de ações do Estado através de vários fatores de produção como: terrenos preparados, fácil acessibilidade e energia, tais fatores são para atender os interesses de agentes sociais, como proprietários fundiários e indústrias. Os procedimentos metodológicos utilizados na pesquisa consistem na interpretação de imagens de satélite Landsat dos anos de 1987 e 2007 disponibilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (INPE), a interpretação visual da mancha urbana para analisar o crescimento urbano horizontal do município nesse período de 20 anos foi realizada no software ArcGis 9.2, para obter o resultado do crescimento urbano foi adquirido dados do IBGE para produzir tabela e gráficos no Excel, sendo que o resultado foi o crescimento demográfico em 44,7% em 20 (vinte) anos, passando de 345.048 em 1987 à 612.312 em 2007, uma expansão da mancha urbana de 27,9% em 20 (vinte) anos, passando de 81,50 m² para 104,m².

 

 

ABSTRACT

This study examines population growth and urban spot of the city of São José dos Campos / SP in the period of 1987 to 2007. The objective is to discuss why the question of growth and use the research as a tool for urban planning, so that its people can enjoy and will use this resource to their advantage. In São José dos Campos is an infrastructure that is installed be a rare area in the Vale do Paraíba, ready to host high-tech industries, mainly in the aerospace field. This specificity is the result of actions of the State through factors of production such as land preparation, easy accessibility and energy, to meet the interests of stakeholders such as landowners and industry. The methodological procedures used in research are the interpretation of Landsat satellite images from the years 1987 and 2007 provided by the Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), the visual interpretation of the stain to examine urban growth of the urban municipality that horizontal period of 20 years was held in Arcgis 9.2 software to obtain the result of urban growth acquired data from the IBGE to produce table and graphs in Excel, and the result was the population growth in 44.7% in 20 (twenty) years, from 345,048 in 1987 to 612,312 in 2007, a spot of urban expansion from 27.9% in 20 (twenty) years, from 81.50 meters to 104, meters.

 

  

 

INTRODUÇÃO

 

Este presente trabalho se situa num contexto do mundo atual, planejamento urbano, tomando como ponto de partida às mudanças do espaço ocorridas após o ano de 1970 no município de São José dos Campos/SP na área de crescimento urbano e demográfico. Poderia começar a pesquisa com crescimento urbano, porem dissertar apenas sobre espaço é muito abstrato, para haver mais consistência no trabalho começaremos a defini-lo a partir da história concreta da cidade de São José dos Campos até a expansão urbana nos dias de hoje.

            A origem da cidade de São José dos Campos começa em 1590 com a criação da Aldeia de São José do Rio Comprido. No dia 27 de julho de 1767 aconteceu a emancipação da aldeia, estava criada a Vila de São José do Paraíba. Em 1864, pela lei nº. 27, a Vila foi elevada à categoria de cidade. Já no ano de 1871, veio o nome atual pela lei provincial nº. 47, que é adotada a denominação de São José dos Campos, em virtude da imensa extensão de campinas aqui existentes. No começo da década de cinqüenta fica pronto um dos mais importantes centros de desenvolvimento aeroespacial do país, CTA (Comando - Geral Tecnologia Aeroespacial) e junto dele o Instituto de Tecnologia Aeroespacial (ITA). O ITA foi criado em 1947 no Rio de Janeiro e foi transferido para a cidade por conseqüência da instalação do CTA. Em 1951 foi inaugurada a nova ligação Rio - São Paulo, Rodovia Presidente Dutra; Esse dois fatores (Rodovia e CTA) contribuíram para a implantação de empresas na cidade que começaram aparecer em 1969 com a construção da Embraer - Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A. Em 1970 o prefeito Sérgio Sobral de Oliveira aprovou o projeto de lei incentivando a instalação de indústrias no município, que ficaram isentas durante dez anos do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) e impostos territoriais. Desde então à cidade se tornou industrializada, principalmente na área aeroespacial (RIBEIRO; MORAES, 2005).

O espaço é definido pela relação entre natureza e sociedade mediatizadas pelo trabalho (SANTOS 1988) assumindo um importante papel na sociedade de hoje, já que a natureza se transforma em seu todo numa forma produtiva. Todos os lugares foram atingidos de maneira direta ou indireta devido ao processo produtivo global, com isso, o espaço urbano se torna cada vez mais um meio artificial devido às obras feitas pelos interesses dos agentes produtores do espaço.

O espaço urbano pode ser definido através do uso que se faz do solo em um determinado lugar, caracterizando a cidade, o bairro, a área industrial, a área de lazer e a área de provável expansão residencial. Cada uma dessas partes se articulam das mais variadas formas, transformando este complexo conjunto de uso do solo em um espaço fragmentado. O espaço da cidade é também um condicionante da sociedade, que se dá através do papel que as obras fixadas pelo homem, e as formas espaciais desempenham nas condições e relações de produção.

O reconhecimento do espaço urbano, da disputa entre o natural e artificial, volta a abordar o velho debate sobre a definição da geografia física e da geografia humana em relação ao espaço, onde a discussão é sobre o sentido da geografia geral. Essa visão de movimentos resulta na definição do espaço diferenciado (SANTOS 1988). O presente estudo considera a cidade como trabalho humano materializado que se constituiu como produto das condições em meio de relações oriundas do respectivo modo de produção delimitado pelos agentes que produzem o espaço (SILVA 2006), essa temática não interessa apenas para os geógrafos, mas também aos planejadores, políticos, historiadores, sociólogos entre outros. Esse espaço urbano é capitalista e fragmentado. Essa fragmentação é resultado de ações acumuladas através de tempo e engendradas por agentes que produzem e consomem os espaços.

Com a aceleração dos processos de urbanização e de produção, há uma redefinição nos papéis desempenhados pelas cidades, causando o aumento da mobilidade interna, com novos conceitos de acessibilidade e novos arranjos espaciais que reorientam os fluxos materiais e imateriais pelo território.

O crescimento urbano é acompanhado pelo crescimento demográfico, demonstrando o importante papel da cidade na dinâmica do crescimento e na redistribuição da população (IPEA, 1998). O crescimento demográfico não está ligado ao aumento da fecundidade, pois o Censo demográfico registra queda continua na fecundidade a partir da década de 1980, no entanto a queda da fecundidade está associada relativamente a estável taxa de mortalidade.

O novo cenário das grandes metrópoles e dos maiores centros do país que estão tendo uma desaceleração e descentralizações em seus ritmos de crescimento populacional vêem evidenciando um processo de desconcentração demográfica. (BAENINGER 1996). O processo de urbanização nas áreas com diversificação de atividades e do consumo, contribui para o dinamismo e para uma nova redistribuição espacial da população. A descentralização está associada ao crescimento da cidade, tanto em termo demográfico como em termo espacial, ampliado assim as distância entre a área central e as novas áreas residenciais (CORRÊA, 1994). Porem essa descentralização foi viabilizada pelo desenvolvimento dos meios de transportes mais flexíveis e de fácil acesso. Neste contexto encontra-se a cidade São José dos Campos/SP, que devido à infra-estrutura instalada para o seu desenvolvimento, a cidade passa a fazer parte de um conjunto de raros territórios brasileiros aptos a sediarem indústrias de alta tecnologia, tal fato contribui para um alto índice de crescimento demográfico (IPEA 1998).

A cidade de São José dos Campos/SP está crescendo muito rapidamente, tanto no sentido demográfico, quanto no sentido urbano, e tal crescimento vem trazendo sérios problemas à população e causando vários impactos ambientais; Neste sentido a pesquisa referente à estruturação do crescimento urbano e demográfico de São José dos Campos, pode contribuir de maneira positiva fornecendo subsídios para futuros planejamentos urbanos.

 

OBJETIVO

Analisar a relação entre crescimento urbano e demográfico e a infra-estrutura existente na cidade de São José dos Campos no período de 1987 a 2007, verificando o crescimento urbano da cidade através de imagens de satélite Landsat.

1) Analisar a evolução urbana do Município de São José dos Campos;

2) Analisar a relação entre o crescimento urbano e demográfico com a acessibilidade e energia existente nela.

3) A utilização de sensoriamento remoto no planejamento urbano, pois é cada vez mais eficaz;

 

METODOLOGIA

 

O desenvolvimento desta pesquisa seguiu as seguintes etapas:

1) Na revisão bibliográfica, foram pesquisadas algumas palavras-chave que deram bases teóricas e metodológicas para esta pesquisa como: espaço, espaço urbano, crescimento urbano, crescimento demográfico, contexto sócio político de São José dos Campos.

2)A metodologia empregada para se obter o crescimento da mancha urbana consiste na utilização de ferramentas de geoprocessamento e sensoriamento remoto com o uso de imagens de satélites Landsat do ano de 1987 e 2007 disponibilizadas pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE). A composição das bandas espectrais foi realizada no ErMapper 7 e a interpretação da feição de macha urbana e sistema viário foi realizada com o software ArcGis 9. O uso de imagens de satélites tem sido cada vez mais utilizado como uma ferramenta eficaz para acompanhar o crescimento urbano das cidades.

3) Os Dados na elaboração do resultado do crescimento demográfico foram obtidos no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com essas dados foram produzidos tabelas e gráficos no Excel onde demonstram o crescimento.

 

RESULTADOS

1.Crescimento da mancha urbana

 

A cidade de São José dos Campos se localiza na latitude sul -23º10’47” e longitude -45º53’14”, na altitude de 600m. A área total do município é de 1.099,60 Km². Desta área total, 361,95 Km² é urbanizada (32%) e 734,39 Km² é rural (68%). No ano de 1987, a mancha urbana correspondia a 81,50 Km² (7, 41%) da área total; Já no ano de 2007 a mancha urbana passa a corresponder a 104,30 Km2 (9,49%) da área total do município, portanto o município apresentou um crescimento de 27,9% nesse período de 20 anos. Observa-se também que houve um crescimento mais acentuado na região Sul do município, onde o crescimento urbano representou uma área total de 8,71 Km² onde é a região que se concentra a maior porcentagem da população (37%). A área de proteção ambiental do município é de 52%.

 

 

1987_sjc

Figura 1.1 Mancha urbana de São José dos Campos em 1987.

 

 

2007_sjc_jpeg

Figura 1.2 Mancha urbana de São José dos Campos em 2007

 

 

 

2. Crescimento demográfico

 

            No ano de 1987, a população de São José dos Campos era de aproximadamente 345.048 habitantes; Já no ano de 2007 passou a ser de aproximadamente 612.312 habitantes, ocorrendo assim um aumento de 44%. A figura 2.1 demonstra a distribuição espacial por região da população urbana na cidade de São José dos Campos. Observa-se na figura que há uma concentração maior de população na região sul do município, onde ocorreu maior expansão da mancha urbana.

Em São José dos Campos no período de 1970 a 1991 houve um crescimento demográfico considerável passando de 132.482 para 425.515, esse aumento ocorreu por conta de possuir um setor de industrial de grande porte, empregando assim mais de 45% da população economicamente ativa (PEA) e urbana (IPEA 1998), enquanto o setor rural durante esse período decresceu 49% em 20 anos, como demonstra a tabela 2.2. Porém, como pode-se observar no gráfico 2.3, no decorrer dos anos o crescimento demográfico vem decrescendo, ou seja, o crescimento demográfico está diminuindo.

Figura 2.1 Distribuição da população em S. J. Campos.

 

 

 

S.J. CAMPOS

1980

1991

2000

TOTAL

287.513

442.370

539.313

URBANO

276.873

425.515

532.717

RURAL

10.640

16.855

6.596

Tabela 2.2 total do urbano e rural.

 

 

Gráfico 2.3 - Crescimento demográfico do Ano de 1970 a 2007

 

 

CONCLUSÃO

O trabalho demonstrou que o uso de sensoriamento remoto pode ser uma ferramenta eficaz para o acompanhamento da mancha urbana e para futuros planejamentos urbanos.

No período analisado ficou constatado que ocorreu crescimento urbano e demográfico na cidade de São José dos Campos, onde a mancha urbana cresceu 27,9% e o crescimento demográfico foi de 44,7%.

 Em São José dos Campos no ano de 1970 ocorreu um crescimento urbano e demográfico por interesse do Estado, que forneceu infra-estrutura para os agentes socias como terrenos sem impostos, acessibilidade (Rodovias) e um Centro Tecnológico Aeroespacial (CTA/ITA), por esse motivo São José dos Campos se constituiu longitudinalmente, ou seja, cresceu a partir da rodovia como mostra a figura 1.2. Essas infra-estruturas trouxeram indústrias e crescimento demográfico à cidade. No período compreendido entre os anos de 1970 a 1991, a cidade de São José dos Campos foi 4º cidade média que mais cresceu demograficamente no Brasil, com um crescimento de 5,71% por ano. No ano de 2007 para 2008 estipula-se um crescimento de aproximadamente 2%. O mesmo motivo que fez São José dos Campos se tornar a 4º cidade média que mais cresceu demograficamente no Brasil, nos dias de hoje está fazendo a cidade diminuir o seu crescimento demográfico, ou seja, na cidade esta ocorrendo uma descentralização, as indústrias estão saindo de São José dos Campos e indo pra outras cidades nas quais estão cedendo toda a infra-estrutura que São José dos Campos cedeu em 1970; Outro motivo dos quais estão fazendo as indústrias irem para outras cidades é a mão de obra barata. Com a cidade se desenvolvendo no ramo tecnológico, a mão de obra ficou mais cara, então as indústrias estão se instalando principalmente do Nordeste. Exemplos destas indústrias são: Kodak, LG, Ericsson entre outras.

O setor rural do município de São José dos Campos não tem importância fundamental para o desenvolvimento, pois a área rural ocupa a maior parte do território (figura 2.1.) sem produzir qualquer tipo de beneficio para a cidade. A população rural está diminuindo cada vez mais. Um dado interessante é que 52% do município corresponde a área de preservação ambiental.

Desta forma, observa-se que a cidade de São José dos Campos passou por inúmeras transformações nesse período estudado, principalmente pelo Estado e pelos agentes sociais. Espera-se que os resultados obtidos neste estudo sejam utilizados na elaboração de políticas de tal forma que, possam contribuir para uma maior qualidade da infra-estrutura municipal.

 

  

 

REFÊRENCIA BIBLIOGRÁFICA

 

SANTOS, Milton. Metamorfose do espaço Habitado. São Paulo. Hucitec, 1997.

 

VILLAÇA, Flávio. O que todo cidadão precisa saber sobre Habitação. São Paulo. Global: 2006.

 

RIBEIRO Adriana. Moura.; MORAES, Helena. P. C. Crescimento urbano e meio ambiente estudo de caso urbanova - SJC/SP. São José dos Campos. UNIVAP. 2005.

 

VILLAÇA, Flávio. As ilusões do Plano Diretor. São Paulo, Global. 2005.

 

CORREA Roberto. Lobato. O espaço urbano. São Paulo. Atica, 2004

 

ANDRADE, Thompson. Almeida.; SERRA Rodrigo. Valente. O recente desempenho das cidades médias no crescimento populacional urbano brasileiro. Rio de Janeiro. IPEA. 1998.

 

SILVA, Wiliam. Ribeiro. Reflexões em torno do urbano no Brasil. São Paulo. UNESP. 2006.

 

BAENINGER, Rosana. Migração Dinâmica regional e projeções populacionais. São Paulo. UNICAMP. 1996.

 


 Ponencia presentada en el XI Encuentro Internacional Humboldt – 26 al 30 de octubre de 2009. Ubatuba, SP, Brasil.  






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