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Asunto:[encuentrohumboldt] 17/10 - A PRÁTICA TURÍSTICA NO CONTEXTO LITORÂNEO FLUMINENSE SOB A ÓTICA DOS ESTUDOS GEOGRÁFICOS
Fecha:Jueves, 18 de Febrero, 2010  01:38:46 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

A PRÁTICA TURÍSTICA NO CONTEXTO LITORÂNEO FLUMINENSE

SOB A ÓTICA DOS ESTUDOS GEOGRÁFICOS

 

Rafael Pereira Guedes

Titulação: graduando do 8 período do curso de Geografia

Instituição: Universidade do Estado Rio de Janeiro

 

 

Orientador:Miguel Ângelo Campos Ribeiro

 

Resumo

Palavras-chave: turismo, litoral, planejamento, estado do Rio de Janeiro.

 

O Estado do Rio de Janeiro, recorte espacial da pesquisa, passou por inúmeras criações de modelos de recortes regionais oficiais desde o início do século XX, mais precisamente o ano de 1941, quando da elaboração da primeira divisão regional oficial organizada pelo geográfo Fábio de Macedo Soares Guimarães. Desde esse período, realizaram-se muitos estudos de cunho regional para o território fluminense, tendo sido elaboradas várias propostas de identificação de regiões obedecendo a escola de pensamento geográfico vigente naquele determinado momento. Neste caso, o objetivo da presente pesquisa é o de análisar a inferência da prática turística no espaço litorâneo fluminense, à luz de uma divisão regional fundamentada nesta atividade.

Objetivos

Analisar os diferentes recortes regionais elaborados para o espaço fluminense, afim de organizar um quadro com tipologias de turismo dentro do nosso recorte espacial, baseando-se nos conceitos geográficos.

Metodologia

A pesquisa tem por carácter documental e bibliográfica, baseando-se em material publicado em livros e periódicos consultados principalmente nas bilbiotecas do IBGE, do CIDE e das Universidades Federal e do Estado do Rio de Janeiro.

 

Abstract

Key words: tourism, coast, planning, state of Rio de Janeiro.

 

The state of Rio de Janeiro, spacial point of this research, has created many kinds of oficial regional profiles, since the beggining of the century XX, specially in the year of 1941, when the first oficial regional division was organized by the geographer Fábio de Macedo Soares Guimarães. Since that time, many studies of regional character were accomplished for the territory of this state, developing several proposals to identify the regions according with the geographical school of thought in that moment. In this case, the aim of this research is to analyse the inference of the tourism along the coast of the state of Rio de Janeiro, considering one regional division based on this activity.

Aims

To analyse the diferent regional profiles developed for the space of the state of Rio de Janeiro, in order to organize a table with types of tourism within our spacial clipping, based on the geographical concepts.

Methodology

This research has a character documentary and bibliographical, based on material published in books and journals found mainly in the libraries of IBGE, CIDE and in the Federal and State University of Rio de janeiro.

 

INTRODUÇÃO

 

    Esta pesquisa visa contribuir para a análise da prática turística, a qual juntamente com as suas particularidades e/ou especificidades, destacam-se cada vez mais nos estudos do campo geográfico.

    O Estado do Rio de Janeiro apresenta um quadro físico bastante diversificado bem como grande variedade de condições histórico-culturais. Sendo assim, esta unidade federada caracteriza-se por apresentar importantes condicionantes que proporcionam o desenvolvimento da atividade turística (RIBEIRO, 2003).

    Focando a área litorânea do Estado do Rio de Janeiro como recorte espacial, visto que a presente pesquisa pretende discutir e analisar as inferências e a dinâmica que o turismo acarreta em tal espaço, caracterizado por ser um pólo receptor de turistas.            Além da análise quanto à receptividade, pretende-se visualizar a emissividade, se ocorre em grau significativo, e as áreas de deslocamento, reconhecidas pelas vias de transportes, se permitem o deslocamento dos fluxos turísticos.

    Outros pontos a serem abordados referem-se aos impactos ambientais. Dessa forma, acreditamos apontar um panorama que responda as seguintes questões: qual o estado da infra-estrutura e se tal apresenta suporte para a realização do turismo e de que forma a prática turística contribuiu para o planejamento e desenvolvimento do espaço litorâneo.

    Neste contexto, a pesquisa objetiva traçar um paralelo das condições existentes para a prática do turismo, e de que forma tal atividade interfere no espaço estudado, além de abordar as perspectivas e estratégias de desenvolvimento dos municípios inseridos neste processo de turistificação.

    Para responder ao objetivo e as questões elaboradas, a pesquisa trata em fazer um levantamento dos principais municípios com atividades turísticas, localizadas no litoral fluminense, além de analisar a infra-estrutura, suporte para aquela atividade, além do mapeamento.

    Como sabemos, o litoral fluminense apresenta municípios nos qual a atividade de lazer-veraneio é importante, impactando a organização espacial e provocando uma organização voltada para o turismo, e que em sua maioria compromete o ambiente.

 

O QUE É O TURISMO

 

    Ao iniciar uma pesquisa com a temática do turismo deve-se primeiramente, conceituá-la. Atualmente a atividade turística é entendida como uma prática da sociedade, que segundo CRUZ (2003, p.4), “vem mudando de sentido ao longo da história e cada nova tentativa de se conceituar algo que tem, reconhecidamente, uma dinâmica inquestionável”.

    A definição de turismo pela OMT (Organização Mundial do Turismo), que é um órgão responsável para esclarecer as questões que envolvam esta atividade, o define assim: como uma modalidade de deslocamento espacial, que utiliza algum meio de transporte e a permanência de um indivíduo ou um grupo de um pernoite no destino.

    Esta definição nos remete a algumas abordagens que questionam o limite entre os conceitos de turismo e lazer. Faz-se necessário afirmar que os conceitos são termos diferentes, entretanto ligados fortemente, pois a cultura e a modernidade trouxeram uma idéia de que ambos seriam a mesma coisa, o que não corresponde, vide a definição de lazer no dicionário MICHAELIS (2008): ”Lazer é o mesmo que descanso, ociosidade, folga e ainda repouso.”

    O turismo é utilizado pela sociedade moderna como fuga do estresse cotidiano, como válvula de escape da agitação das grandes cidades. Esse refugio social acontece quando há um deslocamento espacial, acrescentando ainda, conforme CRUZ (2003), que o turismo não é apenas ligado ao lazer, mas pode ser motivados pelas mais variadas razões, como congressos, saúde, negócios, entre outros e muitas vezes, o turista não realiza nem sequer um pernoite, mas utiliza-se de forma intensa das atividades inseridas naquele espaço, vinculadas ao turismo. Neste sentido, como a atividade turística influencia no planejamento e desenvolvimento de base local.

    A prática turística transformou-se numa das atividades econômicas mais importantes do mundo contemporâneo, recebendo cada vez mais atenção e seriedade no seu tratamento científico e técnico. Está tornando-se cada vez mais raro o preconceito contra os estudos do turismo, que eram considerados frívolos e elitistas até há pouco tempo.

    O papel do Estado é decisivo nesse processo e o é expresso pela política nacional de turismo e pelos planos e programas regionais, em todos os níveis da administração pública. Segundo Rodrigues, da ótica geográfica observa-se um dinamismo espacial muito grande, que se caracteriza por:

- estagnação de certos espaços turísticos, que se traduz por poucas alterações fenômeno raro de ocorrer;

- deterioração e transformação de tradicionais espaços turísticos que acabam perdendo sua função principal;

- produção de espaços, totalmente artificiais, onde a natureza não desempenha nenhum papel, podendo ser recriada;

- produção de novos espaços - expressão da globalização - nas áreas naturais mais recônditas do mundo, onde o turismo pode ser reconhecido como um verdadeiro processo civilizatório.

    Tudo parece ter sido meticulosamente arquitetado com séculos de antecipação. Cria-se a metrópole, cria-se o estresse urbano, cria-se a necessidade do retorno à natureza. Onde não há natureza ela é fabricada, como em vários projetos turísticos o que é chamado de resorts. Na análise geográfica procura-se captar a oferta, como elemento fundamental do espaço turístico. No que concerne aos atrativos, estes podem ser naturais, históricos, culturais, espontâneos ou totalmente fabricados.

    RODRIGUES reforça os benefícios da prática turística ao afirmar “que o turismo corresponde hoje a uma atividade econômica de grande importância, alinhando-se dentre os setores de ponta na captação internacional de divisas. É fundamental como alternativa econômica para os países de economia periférica, notadamente os do mundo tropical ,cujas paisagens diversificadas, de rara beleza cênica, aliadas a um clima de poucas mudanças sazonais, permitem um fluxo contínuo durante o ano todo. A economia é dinamizada de forma direta e indireta, abrindo-se um significativo mercado de trabalho. Estimativas propugnam que para cada unidade hoteleira (apartamento)são criados dez empregos diretos e indiretos”.

 

PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO

 

   O Turismo no Estado do Rio de Janeiro apresenta-se como importante atividade da economia fluminense. A sua prática acarreta na diversificação e disseminação da economia, no entanto, para que isto ocorra é necessário que tal região possua áreas de deslocamento reconhecido pelas vias de transportes. O papel que estas vias desempenham é fundamental, pois possibilita a acessibilidade dos fluxos turísticos aos fixos.

   Segundo, (RIBEIRO, 2004) “O Estado do Rio de Janeiro caracteriza-se por apresentar enorme diversidade de situações topográficas e climáticas e de grande variedade de condições histórico - culturais. A atividade turística se reveste de grande importância como fator de interiorização do desenvolvimento econômico e social, expressão das mais autênticas do processo de globalização”. Em um Estado relativamente pequeno em extensão*¹, e que segundo dados da EMBRATUR em pesquisa realizada no ano de 1998 apontava o mesmo como a terceira unidade federativa que mais recebia turistas internacionais.

   A infra-estrutura, a malha rodoviária, metroviária, ferroviária, além da localização e acessibilidade dos aeroportos é de vital pertinência para uma análise das condições que a prática turística tem para se desenvolver e difundir. No entanto, a classificação de um lugar como centro receptor de atividade turística e lazer não está ligado apenas à segregação e delimitação de espaços por razões de ordem econômica específica. É importante compreender as influências (interações) verticais e horizontais, entremeadas por processos econômicos, históricos e culturais de acordo com as próprias características do espaço geográfico.

    A prática turística atua como fator impulsionador do desenvolvimento de muitos municípios do litoral fluminense, vide a importância que é atribuída pelas prefeituras dos municípios da chamada Costa Verde e da Região dos Lagos (mapa 1). Porém, o turismo requer uma infra-estrutura capaz de absorver o fluxo que a proporciona.   Segundo Rodrigues “o turismo na sua enorme complexidade reveste-se de tríplice aspecto com incidências territoriais específicas em cada um deles. Trata-se de fenômeno que apresenta áreas de dispersão (emissoras), áreas de deslocamento e áreas de atração (receptoras). É nestas que se manifesta materialmente o espaço turístico ou se reformula o espaço anteriormente ocupado. É aqui também que se dá de forma mais acentuada o consumo do espaço”. Para isso, o planejamento é essencial para que a atividade turística possa se instalar e utilizar de tais regiões.

 

Mapa 1

Fonte: Mapa retirado do livro Regiões de Governo do Estado do Rio de Janeiro.

 

   A BR-101 e a Ponte Rio - Niterói são as principais vias de circulação do Estado. Além disso, na capital encontram-se dois aeroportos com capacidade de realizar viagens internacionais*². Apesar de contar com esses meios de deslocamento, a prática turística dentro do espaço litorâneo fluminense, poderia ter lançado mão de melhores e mais equipamentos que permitissem a circulação da massa turística.

    Uma vez que a massa turística que se utiliza do espaço referido é composta por pessoas de baixo poder aquisitivo, não se vê um esforço das autoridades em modernizar a circulação do fluxo turístico. Essa modernização se ocorresse seria benéfica para a atividade turística, pois aumentaria e incrementaria as opções de turismo no litoral, além de aumentar o número de turistas, apesar de em alguns pontos desse litoral, o turismo seletivo de classe mais abastadas com presença de turistas internacionais se faz presente, como no município de Armação de Búzios e na região da Costa Verde, recuperando os resorts de grandes cadeias hoteleiras nacionais e internacionais em Mangaratiba, ou em Angra dos Reis e Parati.

    Analisando a importância da BR-101, a chamada “Rio - Santos” ressaltamos que a sua construção impulsionou a atividade turística na região, construindo um elo econômico e atendendo a área quanto à união dos dois mais importantes pólos econômicos – São Paulo e Rio de Janeiro -, em opção lógica e vantajosa, pela Serra do Mar; servir como meio de fuga para os moradores de Angra dos Reis em caso de acidente na Usina Nuclear; incrementar o turismo, na área litorânea que apresenta mais de duas mil praias, além de cachoeiras, matas e montanhas.

    Além disso, a BR-101 possibilitou no município de Mangaratiba, por exemplo, o desenvolvimento de projetos de condomínios de lotes industriais, de pólo de empresas prestadoras de serviços, incentivando a atuação de outras empresas que atenderão ao porto a se estabelecerem no município, consequentemente, criando novos postos de trabalho.

    Outro fenômeno proporcionado e amparado pela BR-101 e a ponte Rio - Niterói foi à valorização do solo urbano, bem como o incremento da construção de residências de fim de semana e férias, o turismo da segunda residência, valorizando o processo de expansão do mercado incorporador de metro urbano.

    O turismo se expressa em inúmeras modalidades, sob diversas fases evolutivas, em escalas regionais ou locais de forma espontânea ou planejada. (RODRIGUES, 2004, p. 128) O turismo é a única prática social, que envolve o deslocamento de pessoas pelo território e que tem no espaço geográfico seu principal objeto de consumo (CRUZ, 2004, p.5).

    Para isto, o turismo no Estado do Rio de Janeiro delimita áreas, originando territórios que marcam as condições sócio-espaciais de consumo do espaço, sob duas lógicas: a lógica da seletividade, representada pelos resorts, segregados espacialmente; e a lógica da “farofa”, o turismo de massa, predominantes na região das baixadas litorâneas e na Costa Verde, em Mangaratiba (ALCÂNTARA, 2007). O mapa 2 retrata, segundo RIBEIRO (2007) os principais vetores do fenômeno da segunda residência no território fluminense, e que complementam o fenômeno da atividade turística juntamente com o veraneio.

Mapa 2

Fonte: Mapa retirado do livro Regiões de Governo do Estado do Rio de Janeiro.

 

    Neste contexto, o próximo capítulo procura apresentar a tipologia do turismo fundamentada em RIBEIRO (2003), especificamente para o espaço litorâneo fluminense.

 

TIPOLOGIA DO TURISMO PARA O LITORAL FLUMINENSE

 

    Neste capítulo, será abordada a tipologia das áreas estudadas, segundo a Fundação CIDE. Com isso, pretende-se observar e delimitar futuramente qual a prática que impera e/ou qual a prática turística seria melhor difundida em tais localidades. O quadro de potencialidades turísticas dos municípios do estado do Rio de Janeiro pode ser observado a seguir.

Quadro 1

 

 

Fonte: Adaptado pelo autor a partir do site Instituto Virtual de Turismo,http://www.ivt-rj.net/ivt/default.aspx.

 

    O quadro de comparação entre as regiões de governo da fundação CIDE, as microrregiões do IBGE e as regiões turísticas doTurisRio, seguem para uma análise.

 

Quadro 2

Fonte:Informações retiradas dos sites do CIDE,IBGE e TurisRio.

 

    Dessa forma, foram identificadas no estado do Rio de Janeiro, cinco regiões concentradoras de atividade turística que seguem os vetores de expansão da metrópole, conforme (LOPES, 2006): região Metropolitana (Rio de Janeiro e Niterói), região da Costa Verde, Região de Resende/Itatiaia, região Serrana e região dos Lagos. Como o nosso recorte espacial refere-se ao litoral fluminense, abordaremos as três regiões que são limitadas pelo Oceano Atlântico, a saber: região Metropolitana (Rio de Janeiro e Niterói), região da Costa Verde e região dos Lagos (Baixadas Litorâneas).

    Um dado que comprova a inferência da prática turística no litoral fluminense é quantidade de hospedagens espacializada a seguir, mesmo assim nota-se um vazio quanto aos números de campings, resorts e flats no contexto estadual litorâneo.

 

Quadro 3

Fonte: produzido pelo autor a partir de informações do Guia Quatro Rodas 2007.

 

    Conforme o Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico vinculado à Secretaria Nacional de Políticas de Turismo “a segmentação é entendida como uma forma de organizar o turismo para fins de planejamento, gestão e mercado. Os segmentos turísticos podem ser estabelecidos a partir dos elementos de identidade da oferta e também das características e variáveis da demanda”. Dessa forma, pode-se concluir que todos esses fatores congregados e unidos geram um pacote turístico.

 

ATRATIVOS TURÍSTICOS

 

    A imagem a seguir retrata um dos cartões postais da capital fluminense, porta de entrada de turistas nacionais e estrangeiros. As outras retratam uma das principais vias de circulação do estado, a ponte Rio-Niterói, e a faixa de praia de um dos municípios de maior atrativo turístico do recorte espacial da pesquisa, no caso Armação dos Búzios.

 

Imagem(1) do Pão-de-açúcar

Fonte: www.gobrasil.net Data: 1.8.2007 as 23:00hrs.

 

Imagem(2) da Ponte Rio-Niterói                 Imagem(3) da praia de Búzios

                                            

Fonte: www.transportes.gov.br    Data: 1.8.2007 as 22:00hrs.       Fonte: www.baixaki.ig.com.br Data: 1.8.2007 as 22:05hrs.

 

    Essas três imagens representam alguns atrativos turísticos que podem ser encontrados compreendidos no nosso recorte espacial. Sendo assim, podemos classificar da seguinte forma os atrativos presentes no espaço litorâneo fluminense: litorâneo (praias), histórico/patrimônio (nesse caso quando se fala de patrimônio podemos nos referir a patrimônio natural*³ e patrimônio cultural*), cultural, de qualidade de vida (como o turismo – estância, com a presença de fontes termais, além dos hotéis – fazendas), o ecológico/aventura, abarcando principalmente as atividades presentes no ecoturismo, e o diversificado que como a própria denominação indica apresenta atrativos variados. Tais atrativos reunidos servem como oferta turística e complementares uma a outra como acontece, por exemplo atualmente em Paraty em que o conjunto arquitetônico reforça a identidade histórica do lugar e ao mesmo tempo o município investe em eventos culturais, possuindo dois fortes atrativos turísticos.

 

Imagem (4) e (5) do centro histórico de Paraty

              

Fonte: http://www.ihap.org.br/site/ data: 25.01.2009 as 01:00hrs

 

    Já a cidade do Rio de Janeiro apresenta atrativos diversificados o que acarreta em inúmeras potencialidades turísticas conforme foi apontado pelo quadro 1 no capítulo anterior. Desde o turismo de praia, também conhecido como litorâneo, passando pelo histórico, de eventos (sejam esportivos, de negócios e culturais) a localidade do Rio de Janeiro configura-se como o principal centro turístico do estado.

 

Imagem (6) da praia de Copacabana         Imagem (7) do Estádio do Maracanã

                

Fonte: imagem (6): http://zeronano.blogspot.com/2008/01/wi-fi-em-copacabana.htm data 31.01.2009 as 21:55hrs. ;imagem (7): http://jogosaesmo.wordpress.com/category/coletanea-pessoal/ data 31.01.2009 as 22:00hrs.

 

    Segundo (CRUZ,2001) os eventos realizados em espaços urbanos exercem uma função importante no processo turístico uma vez que “Capazes de mobilizar grandes contingentes de pessoas, os eventos de toda natureza (congressos, seminários, feiras, exposições, shows etc.) têm sido tomado como verdadeiras âncoras para a atração de fluxos turísticos para localidades de todo porte (desde pequenos municípios até grandes metrópoles)”, isso durante boa parte do ano.

    Porém, é relevante ressaltar que além dos eventos que garantem uma fuga e/ou opção a sazonalidade das altas temporadas, a prática do turismo pressupõe o uso sustentável dos atrativos turísticos, sejam estes naturais, históricos ou culturais. O conceito de sustentabilidade, embora de difícil delimitação, refere-se ao “desenvolvimento capaz de atender às necessidades da geração atual sem comprometer os recursos para a satisfação das gerações futuras” *5 , dessa forma, a prática turística pretende atender também a preservação, desde os recursos naturais, como praias, cachoeiras, grutas, montanhas até conjuntos arquitetônicos, equipamentos esportivos e de infra-estruta turística.

 

PARA NÃO CONCLUIR:

 

    A pesquisa constata que o fenômeno do turismo vêm adquirindo cada vez mais importância no âmbito econômico e social, e sua inquestionável dimensão espacial, reveste-se de grande importância para o território fluminense. Os resultados obtidos até o presente momento, indicam que o estado do Rio, em termos de atrativos turísticos é um dois mais privilegiados do Brasil, constatando-se que em território fluminense a atividade do turismo assume grande relevância como fator de interiorização e expansão do desenvolvimento econômico e social.

    Entretanto, apesar do potencial turístico explorado e reconhecidamente consolidado, ainda possui algumas regiões onde o turismo não se faz presente, ou apresenta importância econômica irrelevante, identificando verdadeiros vazios turísticos.

    Cabe ao poder público e a iniciativa privada proporcionarem meios para que os elementos físicos e histórico - naturais presentes no espaço litorâneo fluminense sejam melhores aproveitados.

    Assim sendo, a análise das práticas turísticas no litoral fluminense torna-se importante devido às mesmas serem atividades propulsoras do desenvolvimento local e consequentemente tornando-se relevantes para o planejamento local, sem esquecer do papel social e suas articulações com a mão-de-obra local, base para a relevância desta atividade.

 

NOTAS

 

*¹ O Estado do Rio de Janeiro possui uma área de 43.653 km².

*² Os dois aeroportos com capacidades de realizarem viagens internacionais são o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim e o Aeroporto Internacional Santos Dumont.

*³ Patrimônio natural são formações físicas, biológicas ou geológicas consideradas excepcionais, habitats animais e vegetais ameaçados, e áreas que tenham valor científico, de conservação ou estético (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco).

*4 A Constituição Federal define o que é patrimônio cultural brasileiro no Capítulo III Da Educação, da Cultura e do Desporto, Seção II Da Cultura, Art. 216: Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, dos quais se incluem: I – as formas de expressão; II – os modos de criar, fazer e viver; III – as criações científicas, artísticas e tecnológicas; IV – as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; V – os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.

*5 Conceito de Desenvolvimento Sustentável - World Commission on Environment and Development, 1987.

 

REFERÊNCIAS

MARAFON, Gláucio José; RIBEIRO, Miguel Ângelo; SILVA, Claudia Maria Arantes (et all). Regiões de governo do Estado do Rio de Janeiro: uma contribuição Geográfica. Rio de Janeiro: Gramma, 2005.139p.

YÁZIGI, Eduardo. Deixe sua estrela brilhar. Criatividade nas ciências humanas e no planejamento. São Paulo: Editora Plêiade, 2005.

MARAFON, Gláucio José; RIBEIRO, Miguel Ângelo; FOEPPEL, Marta (orgs). Estudos de Geografia Fluminense. Rio de Janeiro: Livraria e Editora Infobook Ltda., 2002, 208p.

RODRIGUES, Adyr Balastreri. Turismo e Espaço. Rumo a um conhecimento transdisciplinar. São Paulo: Editora Hucitec, 2001.158p. 3ed.

CRUZ, Rita de Cássia Ariza da. Introdução à Geografia do Turismo. São Paulo: Editora Roca, 2001.

SILVA, Gustavo Junger da. Paraty: O turismo histórico com vetor de desenvolvimento sócio-econômico: Estratégias, Limitações e Reflexões no Urbano. Monografia de conclusão de curso de Geografia da UERJ. Rio de Janeiro, 2005.

RIBEIRO,Miguel Ângelo. Turismo no estado do Rio de Janeiro: ensaio de uma tipologia.IN:Revista GEOgraphia, ano V- n.10. Ed. Impressão entrelinhas, Rio de Janeiro,2003.

BOYER, Marc. Turismo de Massa. Bauru, SP: EDUSC, 2003.

YÁZIGI, Eduardo. Turismo e paisagem (org). São Paulo: Editora Contexto, 2002.

RESENDE, Carlos Roberto.Concentrações e Vazios Turísticos no estado do Rio de Janeiro. Guapimirim: um estudo de caso. Monografia de conclusão de curso de Geografia da UERJ.Rio de Janeiro, 2002.

Secretaria Nacional de Políticas de Turismo.Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico. Coordenação Geral de Segmentação. www.turismo.gov.br

Guia Quatro Rodas. Editora Abril, 2007.

Guia Quatro Rodas Viajar Bem e Barato. Editora Abril, 2003.

Guia Quatro Rodas Praias. Editora Abril, 2000.

 


Ponencia presentada en el XI Encuentro Internacional Humboldt – 26 al 30 de octubre de 2009. Ubatuba, SP, Brasil  


 

 





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