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Asunto:[encuentrohumboldt] 165/09 -O Norte Fluminense em Questão: os centros urba nos na rede de localidades centrais – 1966/2007
Fecha:Miercoles, 16 de Diciembre, 2009  10:16:17 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

O Norte Fluminense em Questão: os centros urbanos na rede de localidades centrais – 1966/2007

 

Miguel Angelo Ribeiro

– Professor Adjunto – Instituto de Geografia - UERJ

 

 

Resumo

 

            O presente estudo propõe-se a descrever e analisar as áreas de atuação das cidades fluminenses, principalmente enfatizando o Norte Fluminense, ou seja, o conjunto de centros urbanos em sua hierarquia como localidades centrais e suas áreas de atuação, constituindo-se em uma revisão comparativa atualizada entre 1966, quando da realização da primeira pesquisa, até 2007, quando da última desenvolvida no IBGE.

Decorridos mais de 40 anos do primeiro estudo realizado, a presente pesquisa se torna relevante, tendo em vista retratar o novo quadro da rede urbana fluminense.

            Fundamentada a pesquisa em uma base teórica calcada na teoria das localidades centrais de Christaller e sua respectiva adaptação a partir de autores, tais como Roberto Lobato Corrêa e Milton Santos, que lançam idéias críticas e renovadoras sobre a referida teoria.

A questão central a ser desenvolvida é: como atualmente encontra-se estruturada a rede de localidades centrais do Norte Fluminense, no que diz respeito à hierarquia e centralidade de seus centros urbanos?

 

Palavras-chave: localidades centrais; rede urbana; hierarquia urbana; norte fluminense; centralidades

 

Abstract

 

            This study proposes a description and analysis of the activity areas in different cities of Rio de Janeiro, emphasizing the northern section of the state, i.e., the set of urban centers, within their hierarchy, as central places and their respective activity areas. It consists of a comparative revision, updated from 1966 – when the first research took place – to the last research developed at IBGE, which dates from 2007.

            Over 40 years past the first study, the present research has come to be relevant, aiming at portraying the new conjuncture of the state of Rio de Janeiro’s urban network.

            This research is theoretically founded upon Christaller’s central place theory and its respective adaptations by other authors, such as Roberto Lobato Corrêa and Milton Santos, each one bringing critical and renovative ideas on the mentioned theory.

            The chief matter to be explored is: currently, how is the network of central places in northern Rio de Janeiro structured, concerning hierarchy and centrality in its urban centers?

 

Keywords: central places; urban network; urban hierarchy; northern Rio de Janeiro; centralities

 

A recuperação da teoria das localidades centrais é importante porque ela trata de um tema relevante que é o de organização espacial da distribuição de bens e serviços, portanto, de um aspecto da produção e de sua projeção espacial, sendo assim, uma faceta da totalidade social. Recuperá-la porque se torna necessário enriquecer a visão geográfica da sociedade, isto é, enriquecer nossa compreensão sobre as diferentes formas de espacialização da sociedade (CORRÊA, 1997, p. 17).

 

Introdução

 

                        O presente estudo propõe-se a descrever e analisar as áreas de atuação das cidades fluminenses, principalmente enfatizando o Norte Fluminense (mapa 1), ou seja, o conjunto de centros urbanos em sua hierarquia como localidades centrais e suas áreas de atuação, constituindo-se em uma revisão comparativa atualizada entre 1966, quando da realização da primeira pesquisa, até 2007, quando da última desenvolvida no IBGE. Decorridos mais de 40 anos do primeiro estudo realizado, a presente pesquisa se torna relevante, tendo em vista retratar o novo quadro da rede urbana fluminense.

            Fundamentada a pesquisa em uma base teórica, calcada na teoria das localidades centrais de Christaller (1966) e sua respectiva adaptação a partir de autores, tais como Roberto Lobato Corrêa (1988, 1989, 1993a, 1993b, 1997) e Milton Santos (1979), que lançam idéias críticas e renovadoras sobre a referida teoria, a questão central a ser desenvolvida é: como atualmente encontra-se estruturada a rede de localidades centrais do Norte Fluminense, no que diz respeito à hierarquia e centralidade de seus centros urbanos?

            Esta questão será subdividida em outras duas, interligadas entre si. São elas, a saber:

 

(a)   Que áreas de atuação dos centros urbanos do norte fluminense podem ser identificadas no momento atual?

(b)   Que diferenças podem ser estabelecidas quanto à hierarquia, a centralidade e as áreas de atuação dos centros urbanos do norte fluminense, comparando os estudos elaborados anteriormente com o atual?

 

Mapa 1

 

Quanto aos procedimentos operacionais cumpre fazer referência que serão utilizadas e adaptadas as pesquisas desenvolvidas pela Coordenadoria de Geografia (IBGE) referentes à divisão do Brasil em Regiões Funcionais Urbanas, de 1966 e as Regiões de Influência das Cidades de 2007.

Para dar conta do objetivo e do caminho de investigação o texto encontra-se estruturado em 3 partes. A primeira trata de analisar algumas peculiaridades do território e da região norte fluminenses que irão exercer influência no papel dos centros urbanos da referida região; a segunda refere-se às bases conceituais da pesquisa, tratando das redes geográficas em um primeiro momento; e em seguida caracteriza a rede de distribuição (difusão), sendo a mais adequada a dos lugares centrais; por fim, a terceira parte trata em analisar o papel dos centros urbanos na rede de localidades centrais, sua hierarquia e área de influência, a partir do papel de Campos dos Goytacazes no Estado e na Região Norte Fluminense, comparando dois momentos do tempo – 1966/2007.

 

I. O Território Fluminense: importante laboratório de Pesquisa

 

            O Estado do Rio de Janeiro torna-se um importante laboratório de pesquisa sobre rede urbana e o estudo da rede de localidades centrais torna-se pertinente em decorrência desta unidade federada passar recentemente (últimos 30 anos) por transformações sócioespaciais diversas. Tais transformações, em sua grande maioria, têm como foco de partida a dinâmica da região metropolitana fluminense, comandada pelo seu município-núcleo, o Rio de Janeiro; mas por outro lado, apesar de pontuais, podemos destacar que muitas dessas transformações recentes têm como origem o interior, influenciando na própria rede de distribuição de bens e serviços. Tais transformações estariam atreladas a: modernização parcial da agricultura; aumento da especulação imobiliária; crescimento do turismo e da 2ª residência; diversificação produtiva em vários setores da economia; exploração do petróleo na Bacia de Campos, no Norte Fluminense, com o pagamento de royalties às Prefeituras Municipais, influenciando no processo emancipatório de antigas vilas, em novos municípios; e, por fim, a reestruturação industrial (MARAFON; RIBEIRO, 2003).

            Quanto ao recorte espacial, a Região Norte Fluminense, formada por 9 municípios, situados na porção nordeste do Estado do Rio de Janeiro (mapa 2), desde o século XVII esteve associada ao cultivo de cana e à produção de açúcar e, nos últimos 30 anos vem passando por intensos processos de reorganização espacial. Tais processos estão atrelados a decadência agroindustrial sucro-alcooleira regional e das lavouras canavieiras, ao mesmo tempo em que, mais recentemente gerou a implantação de lavouras irrigadas de maracujá, abacaxi e coco, principalmente nos municípios de São Francisco de Itabapoana, Campos dos Goytacazes e Quissamã, com o desenvolvimento do Programa Frutificar; a grande expansão da exploração de petróleo na plataforma continental da Bacia de Campos, provocando impactos significativos, principalmente no município de Macaé, a partir do final dos anos 1970, com a instalação da Base Operacional da Petrobrás, e aumento expressivo das atividades de comércio e serviços (RAMIREZ, 1991), além

Mapa 2

 

e incrementar estas atividades no município campista, destacando-se entre eles os serviços educacionais (BIAZZO, 2009).

            A atividade petrolífera ensejou a recente emancipação de distritos e a criação de 5 novos municípios, em decorrência do recebimento e a aplicação de recursos provenientes do pagamento de royalties às prefeituras (RIBEIRO, 2002 e BIAZZO, 2009).

Tais fatos provocaram alterações no papel dos centros e de suas centralidades, destacando-se o acelerado processo de expansão da cidade de Macaé, que se aproxima de Campos dos Goytacazes, como principal centro urbano regional e vinculando-se diretamente a capital fluminense.

 

II. As Bases Conceituais: as redes geográficas

 

            De modo sucinto, pode-se estabelecer um conceito inicial para redes a partir de Kansky, citado por Bakis (1993) e Corrêa (1997). Considera-se uma rede como “um conjunto de localizações geográficas interconectadas entre si por um certo número de ligações”. Para Santos (1994, p.167), as redes se originam de fixos e fluxos. Os elementos fixos, neste caso, os nós na rede são representados pelos centros urbanos (cidades), constituídos como resultado do trabalho social; e, de outro lado, através dos fluxos (caminhos, deslocamentos) que garantem as interações (relacionamentos) entre os fixos. Isto configura uma rede urbana. Ela é uma rede geográfica, na qual os nós desempenham múltiplos papéis.

            Para a pesquisa em tela será enfatizada a rede de distribuição (difusão), sendo a mais adequada a dos lugares centrais, objeto de nosso estudo (RIBEIRO, 1998).

            Os lugares centrais segundo suas hierarquias permitem oferecer os bens e serviços em função das necessidades. As necessidades elementares e freqüentes não necessitam de um deslocamento importante, num raio de 100 a 200 metros, enquanto as necessidades sofisticadas e muito raras podem ser satisfeitas por um lugar central num raio de milhares de quilômetros (MIOSSEC, 1976).

            Esse tipo de interação está fundamentado nos pressupostos concebidos pela Teoria dos Lugares Centrais, formulados por Walter Christaller em 1933, tendo como base a centralidade e a região de influência.

O estudo da hierarquia das cidades está pautado em questionamentos sobre o número, tamanho e distribuição das cidades e, conseqüentemente estabelecendo a diferenciação entre elas.

            A natureza da rede urbana, no tocante à rede de distribuição é compreendida através da hierarquia de seus centros, isto é, a posição que os mesmos ocupam no conjunto de centros dados, em decorrência da oferta de bens e serviços, caracterizando-os como uma localidade central, ou seja, o centro é dotado de uma centralidade.

            Segundo Corrêa (1989, p. 20-21), o interesse em se estudar a temática da hierarquia urbana decorre de que

 

com o capitalismo, o processo de diferenciação das cidades se acentua, aí incluindo-se a hierarquização urbana: a criação de um mercado consumidor, a partir da expropriação dos meios de produção e de vida de enorme parcela da população, e a industrialização levam à expansão da oferta de produtos industriais e de serviços. Esta oferta, por sua vez, se verifica de modo espacialmente desigual, instaurando-se então a hierarquia das cidades. Esta por sua vez, suscita ações desiguais por parte dos capitalistas e do Estado: daí o interesse em compreender a sua natureza.

           

A importância desses núcleos e o que os distinguem dos demais é a sua centralidade, expressa pelo grau de importância a partir de suas funções centrais, ou seja, a oferta de bens e serviços. Quanto maior o número de bens e serviços oferecidos (funções centrais), maior será o grau de centralidade daquele centro, como também a sua região complementar (área de mercado), além da maior quantidade de população externa atendida.

A citação transcrita a partir da obra do IBGE (1987, p. 12) – Regiões de Influência das Cidades – acentua as colocações anteriormente referendadas.

 

O arranjo espacial da rede de centros é influenciado pelo modo como se verifica a distribuição espacial da produção e população, a qual é influenciada pelas condições naturais específicas de cada região, e pelo modo como foram e são avaliadas e utilizadas pelo homem. É influenciada também pela acumulação de arranjos espaciais pretéritos dos centros urbanos e pelas novas localizações que emergem, no presente. As possibilidades de arranjos espaciais das redes de localidades centrais tornam-se, então, múltiplas.

 

            De forma resumida, os seguintes pontos a respeito da teoria das localidades centrais devem ser ressaltados, segundo Corrêa (s/d).

            A centralidade decorre da ação de dois mecanismos econômicos: (a) mercado mínimo (threshold), ou seja, o número mínimo de população a ser servida, que implica na oferta, por parte das firmas dos centros, de maior ou menor variedade e quantidade de bens e serviços; (b) alcance espacial (range), ou seja, o limite territorial da distribuição de bens e serviços por parte das firmas dos centros.

Tais mecanismos têm suas raízes na variabilidade da freqüência de consumo de uma gama diversificada de bens e serviços, e caracterizam-se por variações em função das densidades demográficas, padrões culturais e renda da população, e acessibilidade aos centros.

            O seguinte esquema geral deve ser retido: (i) os pequenos centros distribuem bens e serviços pouco diversificados e de consumo freqüente para um número pequeno de população que se localiza dentro de pequeno raio dos centros (as firmas destes centros operam sob condições de baixo mercado mínimo e alcance espacial); (ii) os grandes centros distribuem bens e serviços bastante diversificados, de consumo freqüente, pouco freqüente e ocasional para um número grande de população que se localiza dentro de amplo raio dos centros (as firmas destes centros operam sob condições de baixo, médio e amplo mercado mínimo e alcance espacial); (iii) há uma hierarquia de centros e de regiões de influência urbana, onde aparecem um centro maior, alguns poucos centros grandes, vários centros médios e numerosos centros pequenos; a literatura sobre o assunto refere-se a: centro metropolitano, capital regional, centro sub-regional, centro de zona e centro local.

Segundo a teoria das localidades centrais, o centro de nível hierárquico mais elevado (metrópole regional) é dotado de uma maior área de influencia, onde estaria contida a própria região de influencia do centro de patamar imediatamente inferior ao seu (capital regional). Assim fica desenhado uma hierarquia onde, de forma sistemática, os patamares mais baixos são englobados pelos de níveis imediatamente superiores.

            A conclusão acima induz a dois outros aspectos sobre a natureza da hierarquia urbana. O primeiro deles é que, quanto maior for o nível hierárquico de um centro, mais distanciado ele estará de um outro de mesmo nível e, portanto menor será a quantidade de centros de mesmo patamar. Além disso, observa-se ainda que, quanto maior o nível hierárquico do centro, maior será sua área de influência e maior será a população por ele atendida em suas necessidades de consumo de bens e serviços.

            O segundo aspecto diz respeito à relação entre nível hierárquico e as funções urbanas: a oferta das últimas é maior quanto mais alta for a hierarquia do centro, possibilitando, nestes, a existência de população maior e de um maior número de empregos.

            Isto posto, um estudo desta natureza, onde se definem diferentes níveis de unidades territoriais em torno de centros urbanos, apresenta-se com diferentes finalidades. De um lado, constitui-se em um quadro descritivo que serve de subsídio para o sistema de decisões quanto à localização de algumas atividades econômicas, tanto ligadas a produção como ao consumo individual e coletivo. De outro, constitui-se em um quadro que sugere novos estudos, visando à compreensão das relações entre processos sociais que ocorrem na sociedade e as estruturas territoriais que emergem no decorrer destes últimos 40 anos, no território fluminense.

            O resgate da dimensão urbana no território fluminense a partir da análise da rede de distribuição de bens e serviços – localidades centrais – se justifica em decorrência de sua relevância para a Geografia, através dela é possível determinar as diferentes escalas da divisão territorial do trabalho e a complexidade da rede urbana, dado o papel específico e hierarquizado de cada lugar nos fluxos que compõem os diversos tipos de rede.

 

III. O Estado do Rio de Janeiro: papel dos centros urbanos na Rede de Localidades Centrais no Norte Fluminense

 

            Nesta parte procura-se analisar primeiramente a hierarquia e as áreas de influência dos centros fluminenses, como também o papel de Campos dos Goytacazes no Estado e na Região Norte Fluminense, a partir dos quadros para os anos de 1966 (primeira pesquisa) e 2007 (última pesquisa), segundo informações do IBGE.

            O Quadro 1 identifica para o Estado do Rio de Janeiro a hierarquia e áreas de influência em 1966, destacando-se uma metrópole nacional, a cidade do Rio de Janeiro, 4 centros regionais: Juiz de Fora (MG), Vitória (ES) e Campos dos Goytacazes e Niterói (RJ); além de 3 centros sub-regionais: Barra Mansa – Volta Redonda, Nova Friburgo e Itaperuna; 13 centros locais, incluídos entre eles Macaé e vários municípios subordinados.

            Para 2007 (Quadro 2) há uma alteração na hierarquia, na qual, Campos dos Goytacazes, Volta Redonda – Barra Mansa registram o papel de capital regional, de nível C, enquanto outros centros adquirem novas posições na hierarquia da região de influência do Rio de Janeiro.

            Quanto à análise dos níveis de centralidade e região de influência de Campos dos Goytacazes, comparando os dois momentos 1966 e 2007, registra-se para o primeiro momento o papel de Campos dos Goytacazes como Centro Regional comandando um Centro Sub-regional (Itaperuna) e três Centros Locais – Macaé, São Fidélis e Bom Jesus do Itabapoana, conforme pode ser observado na figura 1, enquanto para 2007 há uma alteração no papel dos centros nesta região de influência, na qual Campos dos Goytacazes, Capital Regional, comanda Santo Antônio de Pádua, Centro de Zona A e Itaocara, Centro de Zona B, localizados na Região Noroeste Fluminense, que também estão na Região de Influência de Itaperuna, Centro Sub-regional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quadro 1

 

Divisão do Brasil em Regiões Funcionais Urbanas – 1966 (1972)

Estado do Rio de Janeiro

 

Metrópole Nacional – Nível 1b: Rio de Janeiro

Centro Regional: Nível 2a: Juiz de Fora (MG); Vitória (ES)

 Nível 2b: Campos dos Goytacazes; Niterói

Centro Subrregional: Nível 3a: Barra Mansa – Volta Redonda; Nova Friburgo

 Nível 3b: Itaperuna

Centro Local: Nível 4a: Três Rios; Barra do Piraí

 Nível 4b: Nova Iguaçu; Petrópolis; Resende; Valença; Macaé; São Fidélis; Bom Jesus do Itabapoana; Cabo Frio; Rio Bonito; Cantagalo; Cordeiro

Municípios Subordinados → Angra dos Reis, Duque de Caxias, Itaguaí, Magé, Mangaratiba, São João de Meriti, Nilópolis, Paracambi, Paraíba do Sul*, Sapucaia, Rio Claro, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Miguel Pereira, Piraí, Vassouras, Rio das Flores, Itaocara, Miracema, São João da Barra, Santa Maria Madalena*, Santo Antonio de Pádua, São Sebastião do Alto, Casimiro de Abreu*, Conceição de Macabu, Trajano de Morais*, Cambuci*, Laje de Muriaé, Natividade, Porciúncula, Cachoeiras de Macacu, Itaboraí, Maricá, São Gonçalo, Saquarema, São Pedro da Aldeia, Araruama, Silva Jardim, Bom Jardim, Carmo, Sumidouro, Duas Barras

 

* Se liga a dois centros de hierarquia imediatamente superior ou se liga a um centro de hierarquia imediatamente superior situado fora da região funcional urbana de nível mais alto a que pertence o município.

 

 

Fonte: Quadro elaborado por RIBEIRO, a partir das informações do IBGE. REGIC, 1972.

 

 

 

 

 

 

 

 

Quadro 2

 

Regiões de Influência das Cidades – 2007 (2008)

Região de Influência do Rio de Janeiro

 

Metrópole Nacional – Rio de Janeiro

 

Capital Regional A: Vitória (ES)

Capital Regional B: Juiz de Fora (MG)

Capital Regional C: Campos dos Goytacazes – Volta Redonda/Barra Mansa

Centro Sub-regional A: Cabo Frio – Itaperuna – Macaé – Nova Friburgo

Centro Sub-regional B: Angra dos Reis – Teresópolis – Resende

Centro de Zona A: Três Rios – Carangola (MG) – Santo Antônio de Pádua – Além Paraíba (MG)

Centro de Zona B: Araruama – Rio Bonito – Valença – Bom Jesus do Itabapoana – Itaocara – Quatis

Centro Local: Areal – Cachoeiras de Macacu – Carmo* – Casimiro de Abreu – Miguel Pereira – Paty do Alferes – Saquarema – Tanguá – Vassouras – Iguaba Grande* – Silva Jardim – Rio Preto (MG)* – Rio das Flores – Chiador (MG) – Comendador Levy Gasparian – Paraíba do Sul – Sapucaia – Parati – São José do Vale do Rio Preto – Armação dos Búzios – Arraial do Cabo – São Pedro da Aldeia – São José do Calçado (ES) – Laje do Muriaé – Miracema* – Natividade – Porciúncula – São José de Ubá – Varre-Sai – Apiacá (ES) – Aperibé – Cambuci – Carapebus – Conceição de Macabu – Rio das Ostras – Bom Jardim – Cantagalo – Cordeiro – Duas Barras – Macuco – Santa Maria Madalena – São Sebastião do Alto – Sumidouro – Trajano de Morais – Bom Jesus do Norte (ES)* – Cardoso Moreira – Italva – Quissamã – São Francisco de Itabapoana – São Fidélis – São João da Barra – Pirapetinga (MG)* – Santa Rita de Jacutinga (MG) – Engenheiro Paulo de Frontin – Mendes – Rio Claro – Bananal (SP) – Passa-Vinte (MG) – Itatiaia – Porto Real – Arapeí (SP).

 

* Centros com múltiplas vinculações

 

 

Fonte: Quadro elaborado por RIBEIRO, a partir das informações do IBGE. REGIC, 2008.

 

 

 

Figura 1

 

 

            Macaé que em 1966 apresentava-se na hierarquia como Centro Local, tendo três municípios em sua Região de Influência direta – Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu e Trajano de Morais e subordinado a Campos dos Goytacazes, em 2007 é alçado à categoria de Centro Sub-regional, vinculando-se diretamente à Metrópole do Rio de Janeiro e apresentando sob seu comando três centros locais: Carapebus, Conceição de Macabu e Rio das Ostras, conforme explicitado na figura 2.

Quanto aos resultados gerais podemos afirmar:

1.    Papel de Campos dos Goytacazes como Capital Regional C – mais alta hierarquia do Norte Fluminense, não suplantada nem por Macaé, nem por Itaperuna. Mantém seu papel de maior hierarquia na Rede Urbana do Norte Fluminense.

2.    Há uma diminuição da Região de Influência Campista, em decorrência da emergência de novos centros na hierarquia Fluminense – Macaé, influenciada pela ação da Petrobrás e Itaperuna, destacando-se como importante centro de serviços de saúde.

3.    Centros que se vinculavam a Campos dos Goytacazes como Macaé e Itaperuna, atualmente estão articulados diretamente à metrópole.

 

Figura 2

 

4.    Superposição da área de influência campista com outras, exemplificadas por Itaperuna, comandando Santo Antônio de Pádua e Itaocara, além de áreas de Minas Gerais e Espírito Santo.

 

Estes resultados são decorrentes:

(a) do papel da acessibilidade, representada principalmente pela rede rodoviária, conforme explicitado no esquema 1, complementada hoje pelo transporte aéreo;

(b) da divisão territorial do trabalho e;

(c) dos aumentos da população e do mercado consumidor.

A rede se torna mais complexa no seu conjunto, emergindo centros em suas novas hierarquias que vão dividir suas áreas de atuação com Campos dos Goytacazes, além de outros centros se vincularem diretamente com a capital fluminense, a cidade do Rio de Janeiro.

Isto posto, o resgate da dimensão urbana no território fluminense a partir da análise da rede de distribuição de bens e serviços – localidades centrais – se justifica em decorrência de sua relevância para a Geografia. Através dela é possível determinar as diferentes escalas da divisão territorial do trabalho e a complexidade da rede urbana, dado o papel específico e hierarquizado de cada lugar nos fluxos que compõem este tipo de rede.

 

 

Referências bibliográficas

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BIAZZO, Pedro Paulo. Relações Campo-Cidade na Região Norte Fluminense: ruralidades e urbanidades em transformação. 125 p. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Instituto de Geografia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2009.

BRASIL. IBGE. Divisão do Brasil em Regiões Funcionais Urbanas. Rio de Janeiro, 1972. 112p.

BRASIL. IBGE. Regiões de Influência das cidades. Rio de Janeiro, 1987. 212p.

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MIOSSEC, Jean-Marie. La Localisation dês Forces de Decisión dans Le Monde: esquisse de geographié. Paris: Doin éditeurs, 1976. nº 3, p. 165 – 75. Juillet-Septembre.

RAMIREZ, Júlio Cesar de L. As Grandes Corporações e a Dinâmica Sócio-espacial: a ação da Petrobrás em Macaé. Revista Brasileira de Geografia. Rio de Janeiro, ano 53, nº 4, out-dez 1991. p. 115-151.

RIBEIRO, Miguel Angelo. A Complexidade da Rede Urbana Amazônica: três dimensões de análise. 335p. v.1 Tese (Doutorado em Geografia) – Instituto de Geografia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1998.

_____________. Considerações Sobre o Espaço Fluminense: estrutura e transformações. In: MARAFON, Glaucio José e RIBEIRO, Marta Foeppel (Orgs.). Estudos de Geografia Fluminense. Rio de Janeiro: UERJ/CTC – IGEO – Depto. De Geografia, 2002, p. 13-26. 208p.

SANTOS, Milton. Uma Revisão da Teoria dos Lugares Centrais. In: Economia Espacial Críticas e Alternativas. São Paulo: Ed Hucitec, 1979, p. 101 – 9.

_____________. Técnica Espaço Tempo. Globalização e Meio Técnico-científico Informacional. São Paulo: Editora Hucitec, 1994. 190p.


Ponencia presentada en el XI Encuentro Internacional Humboldt – 26 al 30 de octubre de 2009. Ubatuba, SP, Brasil.  





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