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Asunto:[encuentrohumboldt] 161/09 - Globalização: o poder mundial
Fecha:Jueves, 10 de Diciembre, 2009  12:54:53 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

 

Globalização: o poder mundial

 

Monique Nascimento Baraúna

 

                                 

Resumo: Globalização é um termo inevitável em qualquer notícia, conversa ou justificativa econômica, política e social nos dias de hoje, mas por que essa palavra se tornou a justificativa para todos os momentos?

A Globalização integrou às economias de vários países ganhando novos mercados a cada dia e utilizando os países menos desenvolvidos como fonte de enriquecimento e aquisição de novos mercados consumidores.

Esse desenvolvimento envolve os países desenvolvidos tanto em momentos de booms econômicos assim como em crises. Só que nela existem os aspetos positivos e negativos que devem ser levados em consideração.

Com a Globalização o mundo passou por uma aceleração na descoberta de novas tecnologias e começou a ocorrer uma padronização e sobreposição de organizações sociais e econômicas.

O Capitalismo econômico está intrínseco a globalização porque é por meio deste sistema econômico, que países desenvolvidos conseguiram ganhar mercado, impor sua economia liberal, produzir produtos pelo mundo inteiro, criar necessidades que não existiam antes e assim fazer com que culturas diferentes, em diversos países consumissem produtos iguais e tendo as mesmas necessidades.

Portanto, a globalização passou a ser responsável por integrar o mundo, que gera bons e maus resultados.

 

Abstract: Globalization is an inevitable term used nowadays in any news, conversations or economics, political and social explanations. But why this word became the justification for all moments?

The Globalization integrated the economy of many countries gaining new markets day-by-day and using the least developed countries as an enrichment source and a way to acquire new consumers markets.

This development involves the developed countries both at economics booms moments as well as in crisis. However in critical moments there are positive and negative aspects which must be considered.

Due to Globalization, the world has experienced the acceleration of new technologies discoveries and also, a standardization and overlap of social and economics organizations started to happen.

The Capitalism is intrinsic to Globalization because through this economics system the developed countries gained market, imposed their liberal economy, manufactured products worldwide and created necessities which didn’t exist in the past. Thus, the developed countries made people from different cultures and different countries consume the same products and have the same needs.

Therefore, globalization is now responsible for integrating the
world, which creates good and bad results.

 

 

Palavras-chave: Globalização, capitalismo, mercado consumidor, desenvolvimento econômico e desigualdade social.

 

 

 

 

 

Mundo Globalizado

            Ter uma casa no Brasil com um carro comprado aqui, mas fabricado na argentina. Ir às lojas populares e comprar artigos variados fabricados na China. Consumir comida japonesa, mexicana em shoppings centers como se esses pratos fossem comuns a culinária brasileira. E pensar ainda que em outra parte do mundo outras pessoas estão usando os mesmos produtos que os nossos. São cenas comuns nos dias atuais e que representam e comprovam a globalização.

            Só que a globalização não influencia somente o cotidiano das pessoas, ela vai além disso. Esse fenômeno acarreta mudanças econômicas, políticas, culturais e sociais, alterando toda uma dinâmica global conforme o interesse de poucos.

A globalização integrou as economias transformando o mundo em uma “aldeia global” proporcionando trocas culturais, de ciências e de tecnologias ganhando novos mercados e fazendo com que o mundo se desenvolva cada vez mais rápido.

Porém esse crescimento acelerado não é para todos, isto porque, com a globalização alguns grupos detêm o poder econômico, esse poder não é do Estado, mas sim de quem detém a tecnologia, a informação e o dinheiro.

E são eles que a cada dia utilizam os países menos desenvolvidos como fonte de enriquecimento e exploração de novos mercados consumidores. Só que com todo esse crescimento, a globalização traz consigo vários problemas, entre eles: a polarização da riqueza, segmentação de mercado, a desigualdade social, a destruição da natureza, a tirania do dinheiro, da informação e, o principal deles, a pobreza.

Desta forma todo esse crescimento que envolve os países desenvolvidos, tanto em momentos de booms econômicos como em momentos de crises, acarreta conseqüências no mundo inteiro. Exemplo disso, foi o que ocorreu durante o início do segundo semestre de 2008, período no qual os EUA entraram em uma crise econômica desencadeada pelo setor imobiliário, gerando problemas sérios às economias de diversos países, como queda nas bolsas de valores e conseqüente retração mercadológica, aumentando exponencialmente os efeitos do que antes seria problema de apenas um setor da economia de um país desenvolvido.  

Só que as crises econômicas não têm como serem previstas, elas são comuns ao capitalismo, que é o sistema econômico da globalização. Essa não previsão, faz com que não se saiba o que vai acontecer na economia e quais as conseqüências isso irá ter em curto e longo prazo. Em um artigo sobre as crises econômicas para o jornal Folha de S. Paulo, o historiador, Boris Fausto, escreveu “os ciclos da economia, contratando com o crescimento eufórico e estagnação recessiva, são características incontornáveis do sistema capitalista... Seja como for, o ritmo e a duração dos ciclos não estão inscritos no relógio da historia”.

Um exemplo aconteceu na crise de 1929, quando os Estados Unidos viviam o seu período de prosperidade e de pleno desenvolvimento, mas a economia norte-americana começou a passar por sérias dificuldades, houve uma crise de superprodução, a Bolsa de Nova York despencou, ocasionando quebra que causou um efeito dominó, pois os EUA reduziram a compra de produtos estrangeiros e suspenderam os empréstimos a outros países, causando o momento histórico conhecido hoje como a Grande Depressão.

Histórico

O termo globalização utilizado hoje pode começar a ser entendido bem antes do século XX, quando o mundo começou a se expandir, os países da Europa começaram a buscar novas terras e a explorá-las economicamente e, assim, a economia não passou a ser de um continente só, mas de vários países que fizeram parte da Expansão Marítima.

Depois dessa expansão foi inevitável que ocorressem intercâmbios de mercadorias, de mão-de-obra e de tecnologia. Só que foi a partir do século XX que o termo Globalização começou a ser intensamente utilizado.

Foi neste momento que o mundo passou por uma aceleração na descoberta de novas tecnologias e começou a ocorrer uma padronização e sobreposição de organizações sociais e econômicas.

Só que antes do século XX, o historiador Eric Hobsbawm, já cita em seu livro a Era dos Extremos, a supremacia de alguns países que tem uma “superioridade ainda mais incontestável com seu sistema econômico e social, suas organizações e tecnologias. O Capitalismo e a sociedade burguesa transformaram o mundo” (HOBSBAWM, p. 199, 1995)

O Capitalismo econômico está intrínseco a globalização por que é por meio deste sistema econômico, que países desenvolvidos conseguiram ganhar mercado, impor sua economia liberal, produzir produtos pelo mundo inteiro, criar necessidades que não existiam antes e assim fazer com que culturas diferentes, em diversos países consumissem produtos iguais e tivessem as mesmas necessidades.

Portanto, a globalização passou a ser responsável por integrar o mundo, que gera bons e maus resultados.

 

Brasil

Para o Brasil a Globalização começou quando ele tornou-se colônia de Portugal, fornecendo matéria prima para eles. Depois eles começaram a trazer sua cultura e escravos para cá começando a base da transformação do Brasil colônia em um país. Com a formação do Estado brasileiro não deixamos de ser dependentes de outros países economicamente, depois de Portugal fomos da Inglaterra dos EUA e agora da várias empresas transnacionais que se instalaram aqui para produzir seus produtos globais.

Mas a dependência que temos desses países gerou vários problemas, entre eles: econômicos e sociais, aumentando a concentração de riqueza a desigualdade social e uma benevolência do Estado brasileiro criando políticas favoráveis a esses grupos.

Por políticas protecionistas em alguns períodos de nossa historia tivemos uma industrialização tardia, não investindo no desenvolvimento de tecnologia. Só quando a economia foi aberta para as empresas estrangeiras é que começamos a ter um crescimento, mas totalmente dependente, mas desta forma entramos no mundo globalizado fazendo parte do mercado mundial.

Só que como em todos os países globalizados os problemas sociais vieram juntos. A pobreza, a fome, a miséria geraram uma desigualdade social. A riqueza ficou concentrada na elite, que domina também a política brasileira facilitando cada vez mais a exploração de nosso país, esquecendo-se das políticas sociais, gerando um crescimento desnivelado do país, com o desenvolvimento mais do centro-sul do país e não das outras regiões.

 

Aspectos positivos

           Para um país como o Brasil é difícil imaginar que existem pontos positivos para a globalização, mas existem, porém são defendidos por poucos teóricos.

            Um dos otimistas é o doutor em Ciências Sociais, Paulo Roberto de Almeida, que no artigo “A Globalização e seus benefícios: um contraponto ao pessimismo” defendeu que os argumentos contra a globalização não tem estatísticas nem comprovações cientificas.

Entre os aspectos positivos que ele defendeu no artigo, é que qualquer sistema terá características positivas e negativas, mas que com a globalização há um intercâmbio de tecnologia, informação e cultura. E que em poucos séculos se evolui e cresceu tanto como estes últimos em todos os aspectos.

            Ele também defendeu que agora existe uma coalizão global que foi criada por uma reorganização global. Ele não concorda que as crises da sociedade são somente culpa da globalização, mas sim “dificuldades momentâneas ou crises estruturais enfrentadas por uma dada sociedade”.

            O autor acredita que existem sim desigualdades sociais, porém “dentro dos países e entre eles há predominância dos interesses mercantis contra os objetivos sócias e a diminuição do papel do Estado”.

            E baseado em relatórios internacionais, ele destaca o crescimento de países como a China e a Índia e até mesmo o Brasil que cresceram economicamente. “A globalização capitalista trouxe provavelmente mais riqueza material e progressos sociais do que jamais ocorreu em fases precedentes da economia mundial... países latino-americanos e africanos não são de verdade insucessos da globalização, mas sim retraimentos e fracassos dos próprios países em lograr uma inserção bem sucedida na economia mundial.”

            Para ele, cada país teve seu tempo para se adaptar a globalização, uns estavam em defasagens em comparação a outras regiões e estratos sociais, que já estavam ocorrendo antes da aceleração da globalização. E então os países que criaram o Know-How garantiram bons lugares entre os países globalizados.

            “A globalização capitalista do século XX não teve como missão histórica provocar uma homogeneização entre povos e países, muito embora ela possa fazê-lo no longo prazo, ao nível da estrutura produtiva e dos perfis laborais, num ritmo provavelmente mais medido em termos de geração humana. A missão econômica da globalização foi a de produzir maior quantidade de bens a custos continuamente mais baixos, no que se deve reconhecer sua tremenda eficiência relativa, maior em todo o caso do que os sistemas econômicos baseados na alocação administrativa de recursos.”

            Boris Faustos, também é otimista em alguns pontos como, por exemplo, “a tendência a incorporar os países emergentes em decisões de ordem mundial e a discussão sobre os limites do protecionismo”.

            Outro autor que cita como aspecto positivo da globalização é o Júlio José Chiavenato em Ética globalizada &Sociedade de consumo a facilidade de se adquirir bens de consumo “Instalam-se fábricas, entrepostos e comércio e centros financeiros em todos os países. Isso possibilitou a produção de mercadorias em maior escala com custos baixos, valendo-se da difusão da tecnologia. O resultado é o mais fácil acesso aos bens de consumo”. (CHIAVENATO, P.11)

            A Globalização tem sim seus aspectos positivos, poder usar a internet hoje, conhecer outras culturas, consumir produtos do mundo inteiro, além do crescimento das descobertas das ciências, da criação de novas tecnologias, tudo isso em um curto espaço de tempo. As pessoas conseguirem trabalhar e mudar de classes sócias, o acesso ao estudo, poder viajar o mundo, conhecer pessoas de outros países, um pais conseguir crescer economicamente, são fatores que devem ser levados em consideração. Infelizmente para tudo isso acontecer existem os aspectos negativos.

 

Aspectos negativos

            Citar aspectos negativos sobre a globalização é muito fácil: desemprego, pobreza, fome, baixa qualidade da classe média, salários baixos, mortalidade infantil, desigualdade social, concentração da riqueza, violência. Esses só são alguns dos aspectos negativos da globalização.

            Mas porque é tão fácil elencar esses aspectos? No caso do Brasil é porque vivemos essa realidade no nosso cotidiano. E para haver crescimento ocorreu essa série de aspectos inerentes a globalização.

            O historiador Eric Hobsbawm, em seu livro Globalização, democracia e terrorismo, considera que “A globalização avançou em quase todos os aspectos - econômico, tecnológico, cultural e até lingüístico -, menos um: do ponto de vista político e militar, os Estados territoriais continuam a ser as  únicas autoridades efetivas”. Só que no mundo globalizado quem tem mais dinheiro é quem manda, no caso os EUA é o país mais poderoso no momento e essa hegemonia consegue o que ele quer. (HOBSBAWM, P.28)

Mas não só um país detém influências políticas sobre os Estados, grupos transnacionais também fazem isso. “A tendência se reverteu. Temos uma economia mundial em rápida globalização, baseada em empresas privadas transnacionais que se esforçam ao máximo para viver fora do alcance das leis e dos impostos do Estado, o que limita fortemente a capacidade dos governos”. (HOBSBAWM, P.41)

Como os Estados estão preocupados com as medidas econômicas se esquecem das medidas sociais que devem tomar, produzindo assim crescimentos desequilibrados. “As desigualdades geradas pela globalização descontrolada dos mercados livres, que crescem muito rápido, são incubadoras naturas do descontentamento e instabilidade”.  (HOBSBAWM, P.47)

E essa desigualdade social é cada vez mais acelerada por causa desse sistema porque trouxe “um aumento espetacular e potencialmente explosivo das desigualdades sociais e econômicas, tanto no interior dos países quanto internacionalmente”. Portando a desigualdade social não é só um problema para os países pobres, mas para os países ricos também como os EUA que têm pobres, em sua maioria migrantes e imigrantes latinos. Assim como a Europa que também recebe vários migrantes e imigrantes, causando até um fenômeno radical que é a Xenofobia. (HOBSBAWM, P.56)

Mas quem não migra de seu país também sofre com a globalização porque é mão-de-obra nos países que tem sede dessas empresas internacionais, na maioria das vezes ganhando pouco, produzindo muito como máquinas, tendo a técnica, mas não o desenvolvimento da tecnologia da produção. “E, no entanto, eles (os cidadãos desses países) não têm opção política de abdicar ante as forças que lhe escapam ao controle, ainda que quisessem fazê-lo”. (HOBSBAWM, P.109)

Outro aspecto negativo da globalização é o uso de mão-de-obra infantil, escrava. Um dos motivos é “ajuste com cortes de gastos sociais vigentes em todo o mundo, como um fator fundamental no aumento de crianças e adolescentes no trabalho”. (CHIAVENATO, P.13)

A homogeneização das pessoas e do mercado como todo o mundo consumindo as mesmas coisa é um fator negativo da globalização, o  geógrafo Milton Santos em seu livro Por uma outra globalização criticou esse aspecto. “Um mercado avassalador dito Global é apresentado como capaz de homogeneizar o planeta quando, na verdade, as diferenças locais são aprofundadas”.  Casa país tem suas tradições e suas culturas, mas a globalização consegue afastar o homem dela para consumir o que é comum a todos. Formando uma mistura de povos em todos os países e continentes se aglomerando em pequenas regiões que tem maior desenvolvimento, gerando um crescimento desigual do país, chegando ao máximo de internacionalização do mundo. (SANTOS, P. 19)

Esse progresso acelerado também resulta em “uma relação de causa e efeito entre o progresso técnico atual e as demais condições de implantação do atual período histórico. É a partir da unicidade das técnicas, da qual o computador é uma peça central, que surge a possibilidade de existir uma finança universal, principal responsável pela imposição a todo o globo de uma mais-valia mundial. (SANTOS, P. 27)

As crises do sistema global também afetam a economia e pelos países não estarem preparadas elas geram uma cascata de problemas. “Como crise, as mesmas variáveis construtoras do sistema estão continuamente chocando-se e exigindo novas definições e novos arranjos. Trata-se, porém, de uma crise persistente dentro de um período com características duradouras, mesmo se novos contornos aparecem”. Só que nem todos os países conseguem passar ilesos por elas. (SANTOS, P. 34)

A globalização também gera o individualismo das pessoas, elas se tronam cada vez mais isoladas egoístas e competitivas nesse mercado que exige delas serem as melhores. Esse processo “Também na ordem social e individual são individualismo arrebatadores e possessivos, que acabam por construir o outro como coisa. Comportamentos que justificam todo o desrespeito às pessoas são afinal, uma das bases da sociabilidade atual”. E essa coisificação das pessoas que gera a indiferença e a violência na maioria das vezes.  (SANTOS, P. 47)

O individualismo também gera uma alienação nas pessoas, pois o mercado cria produtos, necessidades, que nem sempre são necessárias, eles consomem indiscriminadamente e sem pensar porque foi influenciado pela informação, por campanhas publicitárias, cujos donos fazem parte do sistema, gerando um consumismo exagerado e sem explicação. E “É dessa forma que a sociedade e os indivíduos aceitam a dar adeus à generosidade, à solidariedade e a emoção como a entronização do reino do cálculo (a partir do cálculo econômico) e da competitividade”. (SANTOS, P. 54 )

O desemprego é outro fator negativo bastante percebido aqui no Brasil ele “é o resultado de um jogo simplório entre formas técnicas e decisões microeconômicas das empresas e uma simplificação, originada dessa confusão como se a nação não devesse solidariedade a cada uma dos seus membros”. E com o desemprego vem a pobreza e a fome.  Para Santos “ser pobre é participar de uma situação estrutural, como uma posição relativa inferior dentro da sociedade como um todo”. (SANTOS, P. 58, 59)

Com tantos aspectos negativos, a globalização parece o terror do mundo, mas esses só são alguns exemplos, ainda faltam alguns aspetos mais peculiares que formam a “identidade” da globalização como a razão dos problemas do mundo.

 

Afinal, a globalização é boa ou ruim?

Tornou-se inevitável a globalização, impossível separar as economias de cada país e é necessário encontrar soluções que prejudiquem menos tanto os países ricos quanto, principalmente, os mais pobres para se continuar num desenvolvimento econômico continuo.
            Mas como os fatores negativos são mais gritantes que os positivos ela acaba se tornando ruim para o senso comum, porque são essas pessoas que são afetadas.

Só que não podemos esquecer-nos dos aspectos positivos que a globalização trouxe a todos do mundo. O processo de crescimento dos países, a tecnologia, o desenvolvimento da ciência são incontestáveis.

Sabemos que o mundo irá passar por crises, mas que sempre irá ocorrer mudanças com elas, umas boas e outras ruins, mas é só dessa forma que a globalização vai se modificando. Ela não é mais como na Expansão Marítima e daqui a alguns anos e algumas crises não serão como é hoje.

O importante é quando detectados os aspectos negativos, procurar solucionar da melhor forma para todos, para que possamos viver em um mundo melhor e mais justo, menos desigual e mais evoluído. 

 

 

 

 

 

 

Referências bibliográficas:

 

ALMEIDA, Paulo R. A Globalização e seis benefícios: um contraponto ao pessimismo. Revista Espaço Acadêmico, número 7, junho de 2004.

CHIAVENATO, Júlio J. Ética Globalizada & Sociedade do consumo. São Paulo: Moderna, 1998.

DUPAS G., Economia Global e Exclusão Social. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

FIOFI, José L. 60 lições dos 90, uma década de neoliberalismo. Rio de Janeiro: Record, 2002.

FAUSTO, Boris. Discussão sobre as recorrências dos ciclos econômicos ou o fim da historia dividiu os pensadores. Jornal Folha de S. Paulo, domingo, 7 de dezembro de 2008, caderno MAIS!, Página 6.

HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremo: O breve século XX 1914-1991. São Paulo: Cia das Letras, 1995.

HOBSBAWM, Eric  J.Globalização, democracia e e terrorismo. São Paulo: Cia das Letras, 1995.

RUFÍ Joan Vicente; FONT, Joan Nogué. Geopolítica, identidade e globalização. São Paulo: Annablume, 2006.

SINGER,Paul. Aprender Economia. São Paulo: Contexto, 2008.

SANTOS, Milton. Por uma outra Globalização: do pensamento único à consciência universal. São Paulo: Record, 2008.

 

Autora: Monique Nascimento Baraúna, graduada em Comunicação Social- Habilitação em Jornalismo. Cursando Pós – Graduação na Universidade de Taubaté (UNITAU) no curso de Política e Sociedade no Brasil Contemporâneo (lato sensu). Com orientação do Prof. Dr. Cyro de Barros Rezende Filho.   

 


Ponencia presentada en el XI Encuentro Internacional Humboldt – 26 al 30 de octubre de 2009. Ubatuba, SP, Brasil.  




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