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Asunto:[encuentrohumboldt] 246/08 - TERRITÓRIO E TERRITORIALIDADE DO TURISMO: NA REGIÃO TURÍSTICA COSTA LESTE EM MATO GROSSO DO SUL – BRASIL
Fecha:Sabado, 13 de Diciembre, 2008  10:59:10 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..................ar>

TERRITÓRIO E TERRITORIALIDADE DO TURISMO:

NA REGIÃO TURÍSTICA COSTA LESTE EM MATO GROSSO DO SUL – BRASIL[1]

 

Edima Aranha-Silva[2]

Patrícia Helena Milani[3]

Viviane Aranha de Freitas[4]

 

RESUMO

 

O trabalho estuda as mudanças ocorridas em 8 municípios de Mato Grosso do Sul, os quais formam a Região Turística Costa Leste em Mato Grosso do Sul (Brasil). Essas mudanças promoveram intensos impactos sócio-ambientais, que mudou a flora e fauna regional e encobriram grande área de terras com a água dos lagos das barragens, terras essas destinadas às atividades agropecuárias e extração de argila que resultou na desterritorialização de milhares de pessoas. O desfecho para superar as dificuldades regionais vislumbrou-se a possibilidade do aproveitamento dos recursos hídricos por meio do turismo. São diversos os atores sociais que se relacionam no processo do (re)ordenamento territorial no contexto regional, cujos interesses e estratégias visam tanto a exploração dos recursos naturais como o patrimônio histórico e cultural das comunidades. Entende-se que se o turismo pode concentrar riqueza e renda, pode também distribuir, mas que está condicionado ao modo pelo qual se desenvolvem as relações sociais de produção estabelecidas e a partir delas como se formam as relações de poder vinculadas à produção do território. O turismo como expressão da economia global reformula a configuração e as práticas territoriais, comercializa não somente bens e serviços, mas também atributos intangíveis e incalculáveis, como cultura e paisagem. Com a especialização desse lugar, o turismo poderá configurar e dar funcionalidade ao território para atender à população local e ao turista, mas se questiona se esse modelo de planejamento e (re)ordenamento do território possibilitará a reterritorialidade das pessoas que buscam o reencontro e o reenraizamento da sua cultura, identidade individual e coletiva sem prevalecer a centralização do poder e uma nova exclusão.

 

 

INTRODUÇÃO

 

Este trabalho apresenta parte do resultado de pesquisas realizadas no âmbito da Região Turística Costa Leste em Mato Grosso do Sul (Brasil), a partir de 2005, por uma equipe multidisciplinar da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campus de Três Lagoas (Brasil). Objetivou-se analisar as transformações territoriais ocorridas nessa região e compreender a dinâmica estabelecida a partir do abandono e perda do território pelos indivíduos e quais estratégias empregadas pelos diferentes agentes na tessitura de outro território e na formação de uma nova territorialidade engendrada pelas práticas sociais vinculadas ao turismo. O recorte espacial se deve pela peculiaridade que apresenta, qual seja, um espaço constituído por 8 (oito) municípios situados na margem direita do rio Paraná, os quais passaram nos últimos 38 anos (1970-2008) por um processo de intensas transformações territoriais.

Essas transformações ocorreram em diferentes temporalidades e em espaços distintos, engendradas por agentes também distintos. Num primeiro momento (1970-1998) salienta-se que a construção de três grandes empreendimentos hidroenergéticos no rio Paraná - as usinas hidrelétricas de Jupiá, Ilha Solteira e Sergio Motta - provocou severos impactos sócio-ambientais, na medida em que as águas dos seus reservatórios encobriram em até 12% da área desses municípios, cujo uso da terra se destinava prioritariamente à pecuária bovina e onde viviam e trabalhavam centenas de comunidades ribeirinhas. Num outro momento (1997-2008), houve, nas grandes propriedades rurais, a substituição da tradicional pecuária bovina pela inserção do eucalipto para fabricação de papel e celulose e pelo cultivo da cana-de-açúcar destinada às usinas de álcool. Esse segundo processo ainda está em curso. (ARANHA-SILVA, 2008)

Em decorrência dessas mudanças intensificou-se o fluxo de pessoas do meio rural e ribeirinho para as sedes urbanas dos municípios. A situação se agravou ainda mais, primeiro, pela não qualificação da maioria dessas pessoas para o trabalho urbano e segundo, pela pouca oferta de emprego pelos setores da indústria, comércio e serviços. São pessoas desterritorializadas que perderam vínculos, cuja mobilidade e fluidez no e pelo espaço não identifica e nem garante um novo lugar, é um sujeito que está em busca de (re)integração, de oportunidade para se  reterritorializar (HAESBAERT, 2006).

 

 

2 PRÁTICAS SOCIAIS, TERRITÓRIO E TERRITORIALIDADE NA RT COSTA LESTE-MS

 

Mediante o contexto de intensa desterritorialização e falta de perspectivas para superação doe desenraizamento sócio-cultural em que se submeteu grande contingente populacional nos 8 (oito) municípios estudados, no ano de 1998 os governos municipais vislumbraram a possibilidade de explorar os recursos hídricos, que se potencializaram com a formação dos lagos, por meio do turismo. Por conseguinte, promoveram reuniões e estudos a fim de convalidar o propósito. (ARANHA-SILVA, 2006)

Para estruturar as políticas turísticas em Mato Grosso do Sul, após 1998 foram criados: o PNMT (Plano Nacional de Municipalização do Turismo) e o PDTUR (Plano de Desenvolvimento Turístico), ambos objetivavam a conscientização, a sensibilização, o estímulo e a capacitação dos municípios para desenvolver o segmento turístico (ARANHA SILVA & MILANI, 2007)

Posto isso, e mediante os diversos desafios enfrentados nos municípios lindeiros o momento sinalizou para novas perspectivas, ou seja, novos territórios se redefiniram a partir de outras dinâmicas sócio-espaciais e relações de interesse.

Dentre as novas concepções daquele espaço e colimado a essa tomada de decisão o governo estadual em 2000 regionalizou o turismo em Mato Grosso do Sul, em 7 Macro Regiões Turísticas, que visava:

O ordenamento das ações de cada região promoverá sustentabilidade do desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado, através do fortalecimento de suas funções turísticas, de maneira a minimizar os efeitos prejudiciais ao meio ambiente e maximizar seus benefícios para a economia e a sociedade local, dando uniformidade às ações, programas e projetos de forma integrada, eliminado os riscos de duplicação das ações. (MATO GROSSO DO SUL, 2000).

 

Sendo que os 8 (oito) municípios lindeiros ao rio Paraná: Anaurilândia, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Batayporã, Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Três Lagoas constituíram a Região Turística Costa Leste  (Ver Figura 1). Esses municípios apresentam paisagem e espaço peculiares, que possibilitam circunscrever e configurar um território.

Vale salientar a distinção que Santos (1996, p. 83) faz a cerca das categorias geográficas paisagem e espaço, para compreender a territorialidade:

Paisagem e espaço não são sinônimos. A paisagem é o conjunto de formas, que num dado momento, exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre homem e natureza. O espaço é constituído por essas formas mais a vida que as anima.


Figura 1: Mapa de Localização da RT Costa Leste em Mato Grosso do Sul – Brasil

Organização: Milani, PH , 2008.

 

 

 


As mudanças que ocorreram nesses municípios lindeiros consistem em transformações nas estruturas e no conteúdo social do espaço em questão, uma vez que Santos (1985, p. 16) elucida:

Os elementos do espaço são sistemas (tanto quanto o espaço), eles são também verdadeiras estruturas. Nesse caso, o espaço é um sistema complexo, um sistema de estruturas, submetido em sua evolução, a evolução das suas próprias estruturas.

Coriolano (2006) argumenta que, em tese, a atividade turística é relevante no desenvolvimento das regiões e pequenos municípios e comunidades, pois se o turismo pode concentrar riqueza e renda, pode também distribuir. Entretanto dependerá do modo pelo qual se desenvolvem as relações sociais de produção estabelecidas e a partir delas como se formam as relações de poder vinculadas à produção do território.

Mediante essa possibilidade se questionou: O que revelam os discursos e as estratégias dos atores sociais que atuam nessa região?  As relações sociais evidenciam conflitos, resistências ou a aceitação que sugere possibilidades de um projeto de desenvolvimento regional/local a partir do turismo? A comunidade acredita e os fatos revelam que o turismo de fato tem contribuído decisivamente na redução da pobreza e das desigualdades sociais? Quais são as práticas turísticas vivenciadas nessa região? Esses são alguns dos questionamentos e indagações para os quais se buscam respostas com esta pesquisa.

Alguns estudiosos do turismo sinalizam que o turismo vem se expandindo muito rapidamente e explorando ambientes e áreas inimagináveis de se explorar ou de haver potencial e possibilidades de turismo. São espaços segregados que vendem arranjos produtivos para o turismo, é o chamado turismo solidário, participativo, comunitário, de inclusão, que revelam a dinâmica dessa atividade e a possibilidade de promover turismo em diversos segmentos. O turismo tem o ambiente como sua fonte de matéria-prima e o homem com sua história, cultura e tradições materializa a prática social, pois reúne oportunidade de aquisição cultural, troca de experiências, realização de sonhos, busca de emoções e formas de aprendizagem. Mas ao mesmo tempo é negócio rentável para aqueles que o vendem.

Utilizaram-se diversos procedimentos teórico-metodológicos a fim de apreender a complexa realidade estudada, assim como, para subsidiar os administradores políticos e empreendedores privados na definição de estratégias e ações com vista ao planejamento do turismo sustentável na referida região, de modo que permita a inclusão das diferentes classes sociais no projeto.

Vale salientar os argumentos de Lage & Milone (2001, p.156) acerca da possibilidade de se estudar o turismo e Geografia de forma interdisciplinar, pois: “Os fundamentos geográficos, demográficos [...] relacionam-se com a economia possibilitando diversas reflexões sobre a dimensão espacial do turismo e suas múltiplas interações, entre elas as principais implicações de desenvolvimento econômico da atividade turística”.

Foram realizados vários trabalhos vinculados neste projeto, dentre os quais serão apresentados os resultados de dois deles. Todavia, foi necessária a caracterização da área de estudo com seus diversos componentes, uma vez que o planejamento territorial consiste num processo pautado em políticas, leis e administração de um determinado território, ou seja, é preciso ordenar o uso e a ocupação da terra.

Para tal, recorreu-se ao processamento digital de imagens em um ambiente de sistemas destinados à aquisição, armazenamento, manipulação, análise e apresentação de dados georreferenciados, ou seja, Sistema de Informação Geográfica (ROSA; BRITO, 1996), cujos produtos subsidiam os gestores e empreendedores da região em pauta. Essa metodologia gerou como produto 5 (cinco) mapas temáticos, além da identificação do grande potencial hídrico formado pelos rios, córregos, lagos e lagoas, e da definição do tipo de clima predominantemente quente, que favorece o turismo de praia, pesca, mergulho, canoagem, etc. (ARANHA-SILVA et all., 2008)

Utilizando-se os pressupostos de Ruschmann (1997), Boullón (2002), Swarbrooke (2000) e a metodologia da EMBRATUR (BRASIL, 2005) elaboraram-se um questionário a fim de traçar o perfil dos turistas que visitam a região, que apontou suas expectativas, frustrações e realizações ao visitar a região, bem como identificaram os atrativos turísticos e avaliou-se o impacto sócio-ambiental promovido pelas diferentes ações nos diversos meios.

Acerca da sustentabilidade sócio-ambiental do turismo na RT Costa Leste-MS, Aranha-Silva (2008, p.289), pondera: “[...] deben considerar acciones y estrategias en la planificación para minimizar los impactos negativos tanto en el medio ambiente con en las comunidades, pues la viabilidad económica de los proyectos esta vinculada a la forma como se da la relación social con la naturaleza”.

Garcia & Aranha-Silva (2007) revelaram que o uso das Residências Secundárias, como meios de hospedagem ou de segunda residência definiu o território do lazer e turismo nas margens dos rios na Costa Leste-MS. Santos (1996, p.214) elucida que: “Na batalha para permanecer atrativos, os lugares se utilizam de recursos materiais (como as estruturas e equipamentos), imateriais (como os serviços). E cada lugar busca realçar suas virtudes por meio dos seus símbolos herdados ou recentemente elaborados, de modo a utilizar a imagem do lugar como imã”.

Acerca da definição conceitual, Tulik (2001, p.11) assim classifica: “Casa de temporada, de praia, campo, chalé, cabana, sítio ou chácara de lazer são termos comumente aplicados às propriedades particulares utilizadas temporariamente, nos períodos de tempo livre, por pessoas que têm sua residência permanente em outro lugar”. Na RT Costa Leste-MS, esses empreendimentos são denominados por Ranchos.

            Em decorrência da flexibilidade econômica e política atual, o turismo atua como instrumento de socialização e fomentador da economia, ressaltando culturas, restaurando edifícios de valor histórico e valorizando a natureza. Por outro lado, para o exercício dessa atividade é necessária a introdução de equipamentos específicos, que sustente a permanência do turista, o suprimento de suas necessidades básicas de hospedagem, alimentação, transporte, além de opções de entretenimento. Dessa forma, dinamiza e se apropria do espaço, logo demarca território e as práticas ali vivenciadas delineiam uma territorialidade.

            Por isso é que o turismo como expressão da economia global reformula a configuração e as práticas territoriais, comercializa não somente bens e serviços, mas também atributos intangíveis e incalculáveis, como cultura e paisagem.

            Há cada vez mais, a especialização de lugares, desse modo, o turismo se identifica com essa tendência ao configurar e dar funcionalidade ao território para atender à população local e ao turista. Lugares são criados com esta única finalidade, ou são transformados para atender esse mercado em expansão.

            A inserção de infra-estrutura de turismo em municípios da RT Costa Leste-MS implicou na ordenação do território, no que se refere à introdução de novos objetos e (re)estabelecimento das relações sociais. A instalação dos equipamentos específicos tem sido gradativa: ampliação da rede hoteleira e de alimentação (restaurantes e similares), agências de viagem, empresas de transportes, empresas de entretenimento, parques e locais para eventos, etc., os quais qualificaram e organizaram o espaço para o turismo, revelam Aranha-Silva et all. (2006a). Ademais, configuraram o território, que no dizer de Knafou (1999, p.62): “O planejamento do território é apenas um planejamento do espaço, no qual o turismo constitui um princípio de organização”.

           

 

3 A DINÂMICA TERRITORIAL DA RT COSTA LESTE-MS

 

Considera-se que os aspectos históricos e culturais desempenham papel de atrativos turísticos e agregam valor ao turismo, tais como: conjuntos arquitetônicos como prédios antigos, pontes, estações ferroviárias, praças, obeliscos, igrejas, usinas geradoras de energia, os sítios e pequenas propriedades rurais, além das residências secundárias como já mencionadas. E ainda, os usos, e tradições populares, os eventos culturais, técnicos, científicos, de negócios dentre outros. Aranha Silva et all. (2006b) consideram que esses atributos espaciais devem também possibilitar a prática e vivência cotidiana da própria comunidade

            A seguir apresentam-se análise do turismo nos municípios de Três Lagoas e de Aparecida do Taboado, pois são os municípios da RT Costa Leste-MS que apresentam mais dinamismo no que tange ao turismo e que polarizam grande fluxo de pessoas de outros municípios e estados.

 

 

 

3.1 Três Lagoas-MS como Área Turística

 

Utilizou-se da metodologia formulada por Bullón (2002), para classificar o município de Três Lagoas como Área Turística, pelo fato de ser dentre os 8 municípios que constituem a RT Costa Leste-MS, o que dispõe de melhor e mais completa infra-estrutura e equipamentos de apoio ao turismo, além de possuir três lagoas em sua área urbana, sendo a Lagoa de Maior, toda urbanizada com calçamento, arborização, quadras poliesportivas, pista para caminhada e uma bela paisagem, que atrai moradores e visitantes, como revela a Figura 2.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


             

               Figura 2: Vista aérea das três lagoas

Foto: Prefeitura Municipal, 2008.

 

Três Lagoas tem 93 anos de emancipação política, conta com 85.914 habitantes, dista 337 km da capital, Campo Grande e na hierarquia da rede urbana sul-mato-grossense é a 4ª maior cidade. Faz divisa com o estado de São Paulo, nos contrafortes do rio Paraná, onde se encontra a Usina Hidrelétrica “Jupiá”.

A economia de Três Lagoas passa por mudanças estruturais e formais, pois a pecuária perdeu o caráter hegemônico nos últimos três anos, sendo que o comércio e a indústria têm participação maior na formação do PIB municipal. Por se inserir no contexto da Região Costa Leste-MS tem desenvolvido planos e estratégias para o fortalecimento do turismo, com ênfase para o turismo aquático e eventos de negócios.

O município possui uma hidrografia bastante rica, formada pela bacia do rio Paraná e seus afluentes, rios Sucuriú, Verde, Pombo entre outros, não obstante, ainda existem lagoas, córregos e riachos todos com potencial turístico.  Também está assentado sobre o maior manancial de água doce subterrânea do mundo, o Aqüífero Guarani, e, em decorrência da abundância e da qualidade da água recebe o codinome de “Cidade das Águas”.

Destaca-se que o rio Sucuriú é o principal atrativo turístico do município, sua foz na confluência do rio Paraná sofreu severas modificações com a formação do lago da UHE Jupiá. Com o alagamento observaram-se várias transformações e impactos ambientais, que alteraram a paisagem, o rio e as atividades econômicas. Houve a inundação de mata ciliar, pastagem, cultivos, empreendimentos, alteração da mata ribeirinha e da vida animal e o aumento exarcebado do leito do rio. Uma vez que anteriormente era considerado um rio estreito, com 70 m na desembocadura de sua foz, mas após o alagamento registra-se 3,850 km de largura, ou seja, foi inundada na região de sua foz uma média de 3,755 km de margem. Por outro lado criou um cenário aquático de água doce, de rara beleza e magnitude.

Apesar de todos os impactos que se soma negativamente, o rio Sucuriú continuou a oferecer praias com areias brancas, uma ictiofauna com diversas espécies, água limpa e calma, além se tornar um rio caudaloso após a alteração ocorrida, características que o faz ser um rio turístico muito visitado. É um espaço que se transformou em sinônimo de descanso, lazer, esporte e entretenimento.

Com todo esse potencial de beleza natural, vê-se que no seu entorno instalam-se edificações de residências secundárias, ou seja, casas à beira do rio com propósito de usá-las como atrativo turístico e proporciona lazer familiar e entre amigos nos finais de semana, férias ou feriados.

Garcia (2006, p.51), classifica Residências Secundárias como casa de veraneio e expõe:

[...] a casa de veraneio é uma segunda residência para passar curtos períodos específicos (férias, feriados) com intuito de desfrutar do tempo livre. Normalmente o indivíduo adquire a propriedade em locais onde tenha afinidade com o ambiente e considere propício para as práticas de lazer junto da família.

Assim as Residências Secundárias são adquiridas, construídas ou alugadas, por pessoas que residem em regiões próximas, para facilitar o acesso e o desfrute do local no tempo livre.

No município de Três Lagoas, na porção banhada pelo rio Sucuriú, é visível o crescente investimento em residências secundárias às margens deste rio, que se deu no início de 1970 e está em expansão ainda hoje. Esse fato também é notável no município de Aparecida do Taboado, também da Costa Leste.

Vale salientar que a exploração turística às margens do rio Sucuriú, em 3 de maio de 1971 foi protegida pelo sancionamento da Lei nº 351, pela Prefeitura Municipal de Três Lagoas, que declara essa região como “zona de turismo”, abrangendo as margens direita e esquerda do rio.

Não oponente, mais sim complementando e atualizando a lei anterior, foram promulgadas as Leis nº 1.334/97, nº 1.357/97 e a nº 1.462/98, que declaram a ampliação da área de turismo e lazer da Lei nº 351, de 3 de maio de 1971.

Essas leis possibilitaram o desenvolvimento e o desmembramento de grandes propriedades rurais às margens do rio Sucuriú para a criação de loteamentos, com a finalidade de construir residências secundárias, pousadas, bares, marinas, pois esses lotes, em sua maioria têm a frente voltada para o rio e conta com uma paisagem que emoldura as casas, como se observa na Figura 3.

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Figura 3: Residências Secundárias nas margens do rio Sucuriú.

Fotos: Viviane Aranha de Freitas, 2007.

Na localidade das margens do rio Sucuriú em Três Lagoas, menciona Aranha Silva (2006) já foram realizados 17 loteamentos e conta com cerca de 1.100 ranchos. Destes, destacam-se 15 ranchos para locação e duas pousadas, do Tucunaré e Sucuriú.

Todas as residências secundárias e pousadas são dotadas de rede de energia elétrica, com pavimentação asfáltica na BR-158, que dá acesso às casas, a forma de saneamento básico é por meio do sistema de fossa séptica, o abastecimento de água potável é obtida com a perfuração de poço semi-artesiano ou artesiano e o lixo produzido é depositado pelos proprietários e turistas em grandes lixeiras nas margens da rodovia, para ser posteriormente recolhido pelo serviço de limpeza pública municipal.

Nessa perspectiva Aranha Freitas (2007, p. 5) salienta que:

Na visita ao entorno do rio foi possível notar canos que levam água utilizada nas residências para ser despejas diretamente no rio. Do mesmo modo, a destinação dos lixos produzido no local tem que ser feita pelos freqüentadores ou donos das casas: muitas vezes são queimados, depositados em terrenos baldios, ou às vezes, na melhor das opções, em lixeiras à beira da rodovia (BR-158) que interliga a região.

A procedência da maioria dos proprietários e turistas ressalta Aranha Silva (2006), são 80 % dos municípios que formam a Costa Leste, sendo os 20 % oriundos de municípios do interior paulista: Andradina, Mirandópolis, Dracena, São José do Rio Preto, Araçatuba, etc.

Vale trazer à baila (BOULLÓN, 2002, p.83) que corrobora:

As áreas turísticas devem estar dotadas de atrativos turísticas contíguos, em número também menor que os da zona, e necessitam, da mesma forma, de uma infra-estrutura de transporte e comunicação que relacione entre si todos os elementos turísticos que a integram. Para que possam funcionar como um subsistema, requerem a presença mínima de um centro turístico, e se sua infra-estrutura e recursos de equipamento e serviços são suficientes, devem ser registradas como potenciais.

Desta forma é válido afirmar que Três Lagoas é uma Área Turística, pois além de situar-se estrategicamente no centro da RT Costa Leste-MS, dispõe de atrativos turísticos, equipamentos urbanos e serviços de apoio e sustentação do turismo, atraindo visitantes de várias localidades, num raio de até 200km.

Ademais é importante observar que com o intuito de usufruir ao máximo do turismo local algumas residências secundárias foram autuadas pelo IBAMA, pois esse órgão considerou que as construções impedem a regeneração natural da mata ciliar. Isso porque não respeitaram a área de preservação permanente, que é definida pelo Plano Diretor Municipal sancionado no ano de 2006, de 30 até 100 metros conforme a localização desse empreendimento. O valor da multa aplicada varia de 7 mil a 300 mil reais, de acordo com a metragem invadida.

Assim explicita Aranha-Freitas & Aranha-Silva (2007, p.12) sobre a culpabilidade:

 

A culpabilidade atribuída a cada proprietário infrator será cobrada por multa ou cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, não cabendo condenação cumulativa, como dispõe o Direito Ambiental, além da responsabilidade do réu ser objetiva, sendo suficiente a demonstração do nexo causal entre a conduta do autor e a lesão ao meio ambiente para a qualificação da infração cometida.

 

Contudo, a posição do Promotor do Meio Ambiente de Três Lagoas, ratifica a importância de preservação da área degrada, pois é grande a região sem mata ciliar, com o gravame do assoreamento do rio. Verificou-se que objetiva buscar uma alternativa para o impasse, posto que o mesmo é de relevante dificuldade de solucionamento, devido à quantidade de edificações ilegais, por isso a desapropriação desta não é cogitada, prefere-se proteger a área com uma medida mitigatória sustentável, como análise do fato por peritos competentes, que aponta para o reflorestando da área devastada com espécies nativas.

 

 

 

2.2 Aparecida do Taboado-MS como um Centro Turístico

 

O município de Aparecida do Taboado conta com 19 819 habitantes, se insere no contexto da RT Costa Leste-MS, limita-se ao Norte com o Município de Paranaíba/MS, ao Sul com Selviria/MS, a Oeste com Inocência/MS e a Leste se limita com Santa Fé do Sul/SP, tendo o Rio Paraná como elemento natural na definição de fronteira interestadual (Ver Figuras 1 e 4).

 

           Figura 4: Vista parcial do Município de Três Lagoas

              Fonte: Prefeitura Municipal, 2008.

 

Apesar do município ainda possuir a pecuária como principal atividade econômica, atualmente vê o turismo como alternativa de aumento da arrecadação, com a exploração sustentável dos recursos naturais disponíveis, enfatizando os recursos hídricos. Pois se acredita que o turismo aquático, a pesca e as praias sejam alternativas para promover o desenvolvimento sócio-econômico, por meio da inclusão de pessoas no mercado de trabalho e da geração de renda.

O município conta com infra-estrutura instalada para apoio à atividade turística, embora seja ainda recente a sua prática, pois foi a partir da construção da Usina Hidrelétrica no município de Ilha Solteira (SP), que culminou com o alagamento de parte do território de Aparecida do Taboado, criando dessa forma um lago reservatório, que se tornou o principal atrativo turístico no município, juntamente com as pousadas e residências secundárias instaladas no entorno do rio Paraná.

De acordo com Boullón (2002), o raio de influência de um Centro turístico é calculado em duas horas de distância-tempo. Nesse sentido, a cidade é considerada como um Centro Turístico, ou seja, é um espaço urbano que possui no seu raio de influência, atrativos turísticos que motivam uma viagem, que pode ser feita no mesmo dia. Sendo que, o alcance do raio de influência da do Centro Turístico de Aparecida do Taboado são cidades vizinhas, como Santa Fé do Sul/SP, Paranaíba, Selvíria e Inocência/MS, todas distam do município aproximadamente 150 Km.

Para Boullón (2002) são quatro tipos de centros turísticos, de acordo com a função que os mesmos desempenham:

- Centros turísticos de distribuição;

- Centros Turísticos de estada;

- Centros turísticos de escala;

- Centros turísticos de excursão.

Centros turísticos como Aparecida do Taboado colaboram para o desenvolvimento regional e da comunidade, uma vez que estes podem ser comparados aos pólos de desenvolvimento, mas com a particularidade de que o raio de influência de um centro turístico envolve uma situação diferente, pois só é capaz de gerar desenvolvimento dentro do espaço abrangido pelos atrativos dispersos em seu entorno. Mas mesmo assim, com a condição de que seu empreendimento turístico conte, entre outros, com serviços como: hospedagem, alimentação, entretenimento, comércios turísticos.

De acordo com as tipologias existentes, o centro turístico de Aparecida do Taboado pode ser classificado como um Centro Turístico de estada, pois segundo Boullón (2002, p. 90):

Em centros dessa natureza o turismo começou a se desenvolver por meio da exploração de um único atrativo, como ocorre com as praias ou com as estações de inverno especializadas na prática de esqui na neve. A característica fundamental que os distingue dos centros turísticos de distribuição é o tempo de estada.

Dessa forma os centros de estada necessitam de um equipamento de entretenimento muito mais diversificado, para oferecer alternativas diferentes durante todo o tempo da permanência. É nessa perspectiva que as residências secundárias e as pousadas estão se instalando às margens do Rio Paraná, para oferecerem aos visitantes diversas atratividades e serviços, indo além da paisagem natural.

Vale salientar que o atrativo que mais dinamiza a cidade de Aparecida do Taboado e que atrai turistas de diversas regiões é a Festa do Peão, que ocorre no mês de maio todos os anos. É nessa época que as Residências Secundárias, os hotéis e pousadas, tanto na área central da cidade como às margens do Rio Paraná ficam com sua capacidade ocupada, com a procura e hospedagem de turistas e competidores da festa. Nessa temporada o raio de influência desse Centro Turístico tem mais alcance, podendo chegar a 300 km de distâncias, pois atrai pessoas de Araçatuba/SP e São José do Rio Preto/SP, entre outras cidades do interior paulista.

Contudo, em outras épocas do ano o turismo também é praticado, devido às altas temperaturas e a paisagem propícia para a prática de esportes náuticos, pesca, mergulho, etc., o que revela a presença de visitantes ao longo do ano, com pico maior em maio em decorrência da Festa do Peão.

Para melhor estruturar a atividade turística em Aparecida do Taboado, as Residências Secundárias, assim como em Três Lagoas, também fazem parte do produto que é oferecido, não somente no município estudado, mas também em outros municípios da Região Turística Costa Leste-MS. Nesse contexto vale ressaltar as instalações dessas casas também funciona com ocupação nos finais de semana. A Residência Secundária é um tipo de hospedagem vinculada ao turismo, que além dos finais de semana e temporadas de férias, se transformam em ‘alojamentos’ nas áreas em foco.

No caso de Aparecida do Taboado as residências se expandem formando um complexo residencial turístico às margens do Rio Paraná, assim como, se estruturam os hotéis e pousadas, elas consistem em um processo de (re) organização espacial caracterizado pelas alterações funcionais, sociais, econômicas e ambientais. Ademais, sua disseminação demonstra novas territorialidades em um contexto de valorização e apreciação da paisagem local, como revela a Figura 5.

 

     Figura 5: Empreendimentos turísticos em Aparecida do Taboado

      Fonte: Patrícia Helena Milani, 2008

 

De acordo com Beni (2006), regiões de turismo estão sendo desenhadas não apenas para responder às demandas dos turistas, mas como resposta aos problemas econômicos provocados pela reestruturação da economia mundial e pelo aumento da competitividade territorial no contexto da globalização.

Concebe-se que a dinâmica espacial resulta da acumulação de ações humanas e temporais, uma vez que: “algumas permanecem intactas ou modificadas, enquanto outras desaparecem para ceder lugar a novas edificações [...]” (SANTOS, 1996, p.67). Desse modo entende-se que o espaço é um sistema complexo de estruturas, da mesma forma que Boullón (2002) também define o turismo como um sistema constituído de estruturas que se inter-relacionam e caracterizam o funcionamento dessa atividade, assim como as estruturas caracterizam o espaço.

Com isso é oportuno lembrar que o turismo na Região Turística Costa Leste - MS tem a natureza – com destaque para a água -- como matéria - prima principal para a realização de suas atividades, constituindo um sistema turístico ainda primário; e posteriormente quando as estruturas se formarem, o espaço turístico se estabelece, define o território e cria territorialidade.  (RUSCHMANN, 1997).

Tendo o rio e seu entorno paisagístico como atrativo turístico há possibilidade de se praticar o ecoturismo em Aparecida do Taboado, que consiste em segmento da atividade turística que em tese utiliza de forma sustentável o patrimônio natural de uma localidade, promovendo a conservação e a formação de uma consciência ambiental. (IRVING, 2002).

Nessa perspectiva da utilização da natureza como principal produto turístico, Irving (2002, p. 64) destaca:

O ecoturismo pode representar uma importante alternativa de geração de renda para as comunidades locais próximas as áreas protegidas, desde que precedido e acompanhado por um processo sistemático de educação ambiental, e segundo uma perspectiva mais ampla de desenvolvimento regional.

Em razão da inserção do turismo nos municípios que contam com lagos artificial das barragens, o setor imobiliário promove intensa modificação territorial, na medida em que produz e consome espaços constrói as estruturas turísticas e opções de lazer. De acordo com Dias (2006, p. 15):

Lugares escolhidos para a prática turística são modificados, em um processo denominado de ‘turistificação’, o qual ocorre para atendimento da demanda do turista. Um dos fenômenos da turistificação é uma mudança na estrutura urbana com a introdução de residências secundarias.

É nesse contexto contraditório, ou seja, quando a conservação da biodiversidade se encontra do lado oposto ao atendimento das necessidades humanas. Com a exploração em grande escala dos lugares que oferecem paisagens naturais como alternativas para a realização de atividades turísticas, podem desencadear impactos ambientais, os quais decorrem do processo de ocupação e organização do território, sem um planejamento pautado na conservação ambiental. (IRVING, 2002).

 Por fim, sem, no entanto concluir vale destacar que a partir da formação dos lagos reservatórios das usinas hidrelétricas, conforme mencionado foi necessário e possível a inserção de uma nova atividade sócio-econômica nos municípios impactados pelas barragens, para promover a inserção de diversos segmentos econômicos no contexto do desenvolvimento regional.    

O turismo assume um papel importante nessa nova funcionalidade da economia da Região Turística Costa Leste de Mato Grosso do Sul, pois pode minimizar os impactos gerados, ou seja, as transformações territoriais e os impactos ambientais, e reverter em beneficio da própria região, utilizando-se desses novos espaços, constituídos antropicamente, em estruturas que consistem no produto turístico da localidade em questão.

A utilização do turismo como atividade econômica, desde que haja uma forte política do turismo, gera benefícios positivos à sociedade, tais como a criação de empregos, uma vez que o turismo tem a capacidade de geração de postos de trabalho, por ser uma atividade em que o elemento humano é fundamental, pois promove encontros de pessoas de diversas origens.

Mas para tal, deve se tornar um instrumento de recuperação e de revitalização dos municípios, tanto de Aparecida do Taboado quanto de Três Lagoas, não só em termos econômicos, mas também no fortalecimento das relações entre moradores e o território local, com a realização de feiras de artesanato, a partir da experiência da comunidade receptora, festivais, entre outros eventos, que reforçam os laços culturais e garantam a preservação do patrimônio histórico.

Pois se entende que o desenvolvimento do turismo sustentável em uma dada região ou comunidade, se dá com a inserção de atividades turísticas sem promover severos impactos sócio-ambientais e que as práticas sociais e a relação entre os diversos atores sociais estabeleçam a territorialidade, numa perspectiva de reterritorializar pessoas com suas necessidades, aspirações, emoções, sem, contudo prevalecer a decisão política centralizadora.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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CORIOLANAO, Luzia Neide M. T. O turismo nos discursos, nas políticas e no combate à pobreza. São Paulo: Annablume, 2006.

DIAS, Reinaldo. Planejamento do turismo: política e desenvolvimento do turismo no Brasil. São Paulo: Atlas, 2003.

GARCIA, Rita Maria da Paula. A (re) organização do espaço em Três Lagoas-MS: um estudo das casas de veraneio do rio Sucuriú. 2006. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Aquidauana, 2006.

 

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HAESBAERT, Rogério. O mito da desterritorialização. Do fim dos territórios à multiterritorialidade. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.

 

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LAGE, B. H. G; MILONE, P. C. Fundamentos multidisciplinares do turismo: economia do turismo IN: TRIGO, L. G. G. Turismo: como aprender, como ensinar. 2. ed. São Paulo: SENAC, 2001. p.151-176.

 

MILANI, Patrícia Helena; ARANHA-SILVA, Edima. As transformações sócio-espaciais e ambientais no município de Aparecida do Taboado-MS e sua inserção no Projeto Região Turística Costa Leste-MS. XV Encontro Sul-mato-grossense de geógrafos “A Geografia a serviço da sociedade. Corumbá, 2007. Anais... Corumbá, CD-ROM. (Artigo completo)

 

ROSA, Roberto; BRITO, José Luis Silva. Introdução ao geoprocessamento: sistema de informação geográfica. Uberlândia, 1996.

 

RUSHCMANN, Doris. Turismo e planejamento sustentável: a proteção do meio ambiente. Campinas (SP): Papirus, 1997.

 

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 3. ed. São Paulo: Hucitec, 1996.

 

SWARBROOKE, John. Turismo sustentável: setor público e cenários geográficos. Trad. Esther E. Horovitz. São Paulo: Aleph, 2000.

 

TULIK, Olga. Turismo e meios de hospedagem: casas de temporada. São Paulo: Roca, 2001.

 



[1] Trabalho vinculado à pesquisa “Potencial e Sustentabilidade do Turismo na Região Turística Costa Leste em Mato Grosso do Sul (Brasil)”.

[2] Profª Drª em Geografia, Profª Adjunto na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul-Campus de Três Lagoas; Líder do Grupo de Pesquisa “Espaço Urbano e Produção do Território” – CNPq-UFMS. E-mail: earanha@ceul.ufms.br

[3] Acadêmica de Geografia Bacharelado na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul-Campus de Três Lagoas; Bolsista PIBIC/CNPq/UFMS. E-mail: phmilani@uol.com.br

[4] Acadêmica de Direito na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul-Campus de Três Lagoas; Bolsista PIBIC/CNPq/UFMS. vivianearanha@gmail.com


 Ponencia presentada en el Décimo Encuentro Internacional Humboldt. Rosario, provincia de Santa Fe, Argentina. 13 al 17 de octubre de 2008.