Inicio > Mis eListas > encuentrohumboldt > Mensajes

 Índice de Mensajes 
 Mensajes 2154 al 2173 
AsuntoAutor
129/07 - Recurso e Encuentr
130/07 - PROGRAMA Encuentr
131/07 - As possib Encuentr
132/07 - Paisagens Encuentr
133/07 - O espaço Encuentr
134/07 - Direito e Encuentr
135/07 - Interaçoe Encuentr
136/07 - Interaçoe Encuentr
137/07 - Interaçoe Encuentr
138/07 - Escalas e Encuentr
139/07 - Escalas e Encuentr
140/07 - PROGRAMA Encuentr
141/07 - Turismo n Encuentr
142/07 - PROGRAMA Encuentr
143/07 - EL TIEMPO Encuentr
144/07 - PROGRAMA Encuentr
145/07 - EN EL CAM Encuentr
Inauguración de la Patricia
RE: 145/07 - EN EL Juçara S
146/07 - ANÁLISIS Encuentr
 << 20 ant. | 20 sig. >>
 
ENCUENTRO HUMBOLDT
Página principal    Mensajes | Enviar Mensaje | Ficheros | Datos | Encuestas | Eventos | Mis Preferencias

Mostrando mensaje 2229     < Anterior | Siguiente >
Responder a este mensaje
Asunto:[encuentrohumboldt] 151/07 - A TRAJETÓRIA DA GEOGRAFIA EM SERGIPE (1951- 2006)
Fecha:Martes, 16 de Octubre, 2007  13:26:01 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentrohumboldt @..................ar>

A TRAJETÓRIA DA GEOGRAFIA EM SERGIPE (1951-2006)

 

Danillo Felix de Santana

Graduando em Geografia – UNIT

 

 RESUMO

  Este artigo objetiva analisar a trajetória da Geografia em Sergipe levando em consideração os fatos e sujeitos que a compõem. A pesquisa foi realizada a partir de referências bibliográficas bem como entrevistas com personagens que viveram e participaram da formação da geografia em Sergipe. O curso de Geografia surge em 1951 na Faculdade Católica de Filosofia, integrado ao curso de História. Em 1963, surge a Universidade Federal de Sergipe e todos os cursos das faculdades da época são transferidos para lá. Neste contexto, o curso de Geografia se separa do curso História. Em 1981 surge o curso de bacharelado. A seguir surge o de especialização. Com a experiência da especialização houve uma preocupação dos professores do departamento de Geografia da UFS de organizar o mestrado em 1983, aprovado em 1985, culminando com o doutorado em 2003. Diante da demanda existente não só na capital, mas em diversos municípios sergipanos, a Universidade Tiradentes e Faculdade José Augusto Vieira passaram a ofertar o curso de licenciatura em 2003. Os cursos mais recentes desta disciplina se encontram em Itabaiana ofertado pela UFS, agreste sergipano, e em diversos pólos espalhados no estado, ofertado pela Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC).

 

PALAVRAS-CHAVE: Curso de Geografia- Sergipe- trajetória

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Na história do pensamento geográfico, uma das tarefas que mais exigiu esforços teóricos dos estudiosos e que polemizou o debate político em torno desse campo de conhecimento, foi a definição de seu objeto de estudo. Atualmente, a Geografia é considerada, por muitos autores, como uma ciência que estuda o espaço geográfico, na relação sociedade-natureza.

A Geografia é uma ciência bastante antiga, e nos diversos momentos históricos surgiram “Escolas”, correntes de pensamento e estudiosos os mais diversos que contribuíram para o processo de construção dessa ciência. Assim, seu desenvolvimento passou por diferentes momentos, possibilitando reflexões distintas do “fazer geográfico”.

A história do pensamento geográfico em Sergipe, também, passou pelo processo de reflexões e construção. Vários foram os seus colaboradores que, muitas vezes, estavam sob influência do pensamento geográfico nacional e/ou mundial, aderindo às correntes geográficas.

Assim sendo, o objetivo geral desse artigo é apresentar uma análise da trajetória da Geografia em Sergipe, no período de 1951-2006, período em que aparece o primeiro curso de Geografia no ensino superior e que surge o curso mais recente, considerando: atores e fatos para a institucionalização dessa ciência no ensino superior. Para isso foi necessário: levantar dados do primeiro curso de Geografia no estado, entrevistar personagens da geografia, investigar a importância da Geografia em Sergipe.

Esse artigo é resultado de pesquisas bibliográficas e entrevistas com autores ou atores que participaram do processo de crescimento da geografia sergipana.

É importante destacar e agradecer as contribuições para a elaboração desse trabalho dos renomados professores doutores José Alexandre Felizola Diniz e Adelci Figueiredo Santos.

 

1- A TRAJETÓRIA DA GEOGRAFIA EM SERGIPE

 De acordo com as informações de Campos (1999, p. 149), o surgimento do curso de Geografia e História se situa no mesmo ano dos primeiros cursos superiores do Estado, 1951, na Faculdade Católica de Filosofia de Sergipe, através de uma iniciativa da Arquidiocese de Aracaju. Isto significa que o curso era um só, com habilitação em licenciatura, permanecendo assim até o surgimento da Universidade Federal de Sergipe, em 1964, quando os cursos são desmembrados e departamentalizados.

O corpo docente do curso era inicialmente formado por profissionais da Geografia e também de diversas áreas de conhecimento que, segundo Diniz (2006), alguns desses profissionais eram “curiosos” da Geografia. Havia engenheiros, odontólogos e advogados.

Com o passar dos anos o quadro docente mudou devido à saída de alguns professores para do Estado ou do curso de Geografia, e começou o que se pode chamar de geografização do quadro docente do curso, que foi possível graças aos formados pela FAFI (Faculdade Católica de Filosofia) e mais tarde pela UFS. Vale salientar que este processo foi lento.

Em relação ao bacharelado em Geografia na UFS, Campos (1999, p. 154), indica que:

A criação do Curso de bacharelado deveu-se à importante contribuição da produção científica do corpo docente do Departamento de Geografia, que, através da Resolução nº22/79/CONEP - Conselho de Ensino e Pesquisa - aprova o Curso de Bacharelado em Geografia, visando ao aprimoramento e à formação de especialistas.

 

Desde a criação do bacharelado, em 1981, até o ano de 2006 já foram defendidas diversas monografias no departamento de Geografia, de boa qualidade sobre diversas áreas da geografia, englobando a área urbana, regional, populacional e agrária.

A formação de geógrafos ficou centralizada em Sergipe com a FAFI desde 1951 até o ano de 1962 e mais tarde com a UFS de 1963 até 2003, quando surgem novos cursos no Estado. A Universidade Tiradentes (UNIT), a Faculdade José Augusto Vieira (FJAV) e a Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC) abriram novos cursos de licenciatura em Geografia face à demanda existente.  O curso mais novo de Geografia no Estado é do campus da UFS, no município de Itabaiana, iniciado em agosto de 2006. Também é importante destacar que algumas dessas instituições têm ofertado atualmente a licenciatura em geografia na modalidade a distância.

O primeiro curso de Geografia, na verdade era de Geografia e História e começou a funcionar na Faculdade Católica de Filosofia de Sergipe, obtendo reconhecimento após quatro anos de sua criação:

 

Para ingressar, os candidatos submetiam-se ao concurso de aptidão do qual constavam matérias que variavam de acordo com o curso escolhido. Os aprovados cursavam nos três primeiros anos as disciplinas do Bacharelado e diplomavam-se em Bacharel em Geografia e História. Em caso de estudar mais um ano fazendo as disciplinas pedagógicas, o estudante recebia o diploma de Licenciado nessa área, habilitando-se para magistério nos cursos Ginasial e Colegial. (SANTOS, 1999, p. 159).

 

Os primeiros professores da Faculdade tinham experiência no magistério secundário e superior. Dentro do curso de História e Geografia, havia os professores: Armando Leite Rollemberg, Cleonice Xavier de Oliveira, Felte Bezerra, Fernando Figueiredo Porto, Gonçalo Rollemberg Leite, José Silvério Leite Fontes, Lucilo Costa Pinto, Maria Thétis Nunes, José Bonifácio Fortes, José Rollemberg Leite e outros.

A primeira turma a se formar, em 1954, formou quatro alunas: Gildete Santos Oliveira, Magnória de Nazareth Magno, Maria Claro de Oliveira Passos e Josefina Sampaio Leite, esta última se torna professora da Faculdade mais tarde, com a ida de Felte Bezerra para o Rio de Janeiro (SANTOS, 1999, p. 162).

É importante ressaltar que:

 

[...] a Geografia de Sergipe começou como toda Geografia brasileira, com a Geografia Clássica. Estudavam-se muito os franceses, sobretudo De Martone, e na Geografia Urbana era Jean Brunhes. Era muito utilizado Vidal De La Blache. (DINIZ, 2006).

Isso mostra a influência da escola Francesa na Geografia brasileira, e em especial na Geografia Sergipana. Esta escola influencia a Geografia sergipana até o retorno do professor José Alexandre Felizola Diniz a Sergipe, em 1975, com as idéias da “Geografia Quantitativa”. Segundo ele “a partir do meu retorno a Sergipe em 1975, começou a ter uma influência da Geografia Quantitativa aqui... e que foi forte durante certo tempo no Brasil.”

De acordo com Santos (2006), a Geografia Aplicada ou Quantitativa, ou seja, a geografia para fins de aplicação na sociedade, começa a ser usada a partir da criação de órgãos ligados ao planejamento, como a Condese (Conselho de Desenvolvimento do Nordeste) e a SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste). Segundo Diniz (2006) com a criação da SUDENE foram elaborados vários projetos de desenvolvimento regional em convênio com o Departamento de Geografia da UFS, e também a regionalização de Sergipe com a CONDESE, também conveniado com o Departamento de Geografia. Diniz (2006) afirma:

 

[...] estudamos o litoral sul do nordeste, do Sul de Maceió até o extremo Sul da Bahia, a área centro-ocidental de Barreiras, até o Maranhão. Estudamos depois os sistemas urbanos regionais de Teresina, de Aracaju, de Crato e Juazeiro do Norte, inclusive fizemos o Atlas de Sergipe ligado à antiga CONDESE, uma idéia de planejamento de se usar o Atlas para o planejamento econômico do Estado de Sergipe, e inclusive fizemos uma regionalização de Sergipe para fins de planejamento. (DINIZ, 2006).

 

Com isto pesquisas foram elaboradas e um grupo de professores do departamento de Geografia passou cada vez mais a produzir. A chegada de Diniz ao departamento não traz apenas a renovação da Geografia para Sergipe, significa um momento de qualificação dos professores com a ajuda e atuação da professora Adelci Figueiredo Santos, pois possibilitou a abertura de cursos de pós-graduação, em nível de especialização, posteriormente de mestrado e finalmente o doutorado. Foi, portanto, marcante e de grande relevância as contribuições desses dois renomados geógrafos para o desenvolvimento da Geografia no Estado de Sergipe, levando a geografia sergipana a ser reconhecida no contexto nacional e até mundial com a apresentação de trabalhos nos eventos científicos de Geografia Agrária

A abertura da especialização em Geografia Aplicada ao Planejamento, no ano de 1976, e em 1983, em Organização do Espaço Rural no Mundo Subdesenvolvido, marca o começo do processo de qualificação dos professores. Em 1976, os professores Emanuel Franco e Adelci Figueiredo Santos fizeram livre-docência bem como outros professores do departamento começaram a se qualificar nos programas de pós-graduação fora do Estado, como em Rio Claro (SP), Recife, Salvador e UFS.

Após a conclusão da especialização em Organização do Espaço Rural no Mundo Subdesenvolvido, o mestrado em Geografia foi reconhecido em 1985 pela Capes, sendo o primeiro do Estado, seguindo a mesma linha de pesquisa da especialização.  Segundo Campos (1999), o apoio das instituições financiadoras foi essencial para o prosseguimento do programa e para o ingresso de alunos de outros estados no mestrado, sendo contemplados com bolsas de capacitação docente de demanda social. Em 2001, o programa fez uma alteração na área de concentração, mudando para Organização e Dinâmica dos Espaços Agrário e Regional, compreendendo em três linhas de pesquisa: Produção e Organização do Espaço Agrário, Dinâmica Ambiental e Análise Ambiental. A pós-graduação sempre contou com professores do Departamento de Geografia e com professores de outros Estados desde o seu início como os de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia, além de professores de outros departamentos da UFS, seja como professores visitantes, seja como professores orientadores de teses e dissertações.

Em 2003 a Capes aprovou o Doutorado da UFS, em Geografia, a profa. Josefa Eliane Santana de S. Pinto (2006) comenta que:

 

[...] o Doutorado em Geografia foi o primeiro do Norte/Nordeste do país e o primeiro da Universidade Federal de Sergipe. Isso gerou muita responsabilidade do ponto de vista da coordenação e do corpo docente.

 

Em 2004 ocorre a primeira defesa de tese de Doutorado intitulada: Turismo, Território e Sujeitos nos Discursos e Práticas Políticas de Luiza Neide M. T. Coriolano. Em seguida vem a defesa de Saumíneo da Silva Nascimento com a seguinte tese: As Relações Geopolíticas da Agricultura Brasileira no Contexto Mundial. No fim de 2006 houve mais duas defesas de doutorado: Lourdes Bertol Rocha com o trabalho: A Região Cacaueira da Bahia: uma abordagem fenomenológica, e de Silvana Sá de Carvalho com a tese intitulada: Organização sócio-espacial da Região Metropolitana de Salvador: uma aplicação de tecnologias de Geoprocessamento para Planejamento Urbano e Regional.

Segundo Vieira (2006) o curso de Geografia surge na Universidade Tiradentes, no ano de 2004, através de uma iniciativa de professores geógrafos que já lecionavam na instituição, tendo em vista:

- ampliação dos cursos de licenciatura na universidade;

- carência de vagas no Estado, uma vez que somente a UFS ofertava o curso;

 - a presença do curso noturno.

 

Pensando nessas necessidades, o curso começou a ser montado dentro das diretrizes do MEC, em especial para a licenciatura em Geografia. A estrutura curricular adotada permite formar um professor com perfil também de pesquisador, através de disciplinas de Metodologia Científica, de Pesquisa e de Trabalho de Conclusão de Curso.

A Universidade Tiradentes é a segunda do Estado a oferecer o Curso de Geografia: Licenciatura Plena para atender a demanda do mercado de trabalho, visto que o quantitativo de profissionais dessa área de conhecimento formados a nível superior, ainda era pequeno, no Estado.

O currículo para o Curso de Geografia: Licenciatura Plena fundamentou-se nas Diretrizes Curriculares integrantes dos Pareceres CNE/CES 492/2001 e 1.363/2001, estabelecidas pelo MEC segundo a Resolução CNE/CES 14, de 13 de março de 2002. A licenciatura plena é de formação em três anos e, em dois turnos: tarde e noite, ampliando o número de vagas no estado. Destaca-se, ainda, com a oferta deste curso na modalidade a distância.  

Ainda em 2004, surge o curso na FJAV, no município de Lagarto. Segundo a profa. Maria dos Prazeres de Araújo Santana (2006) o curso surgiu para atender a necessidade da população trabalhadora local que não podia ter acesso a UFS pela sua distância. De acordo com a citada professora o objetivo desta proposta era preparar o aluno especialmente para a carreira docente.  A professora deixa bem claro: “A faculdade veio para atender a necessidade local”.

            Com o surgimento de novos cursos de Geografia no estado, naturalmente aparecerão novas linhas ou abordagem do pensamento geográfico. O papel do geógrafo é de suma importância não apenas pela sua formação, mas também como identificador de paisagens e das transformações que ocorrem no espaço geográfico. O geógrafo estuda essas mudanças vislumbrando novas teorias, novos paradigmas e uma nova realidade.

 

2-CONSIDERAÇÕES

  Este artigo é uma reflexão sobre a trajetória da Geografia em Sergipe. A Geografia sergipana teve uma trajetória de muitas conquistas e desafios. As conquistas se referem a formação de profissionais gabaritados e também à abertura do programa de pós-graduação em nível mestrado e de doutorado, tornando-se conhecido e respeitado à nível nacional  na figura de alguns geógrafos sergipanos. O grande desafio se refere à época em que os professores Adelci Figueiredo Santos e José Alexandre Felizola Diniz ajudaram e incentivaram vários colegas do departamento de Geografia a se qualificar em outros estados do Brasil.

Com a abertura dos novos cursos surge um novo desafio, o de se ofertar cursos de qualidade para evitar abaixar o nível já atingido e reconhecido pelo mundo geográfico brasileiro. Por outro lado, esses novos cursos podem representar novas linhas ou abordagem de pensamento geográfico no estado. A caminhada continua e novos desafios se apresentam. O importante é não temê-los e sim enfrentá-los.

 

REFERÊNCIAS

ANDRADE, M.C. Geografia - Ciência da Sociedade: uma introdução à análise do pensamento geográfico. São Paulo: Atlas, 1987.

CAMPOS, Antonio Carlos.  O espaço da Geografia na História da UFS. In: TAVARES, Maria Stella; SANTOS, Lenalda Andrade (Org.). UFS: História dos cursos de Graduação. São Cristóvão, 1999. (mimeo.)

FERREIRA, C. C.; SIMÕES, N. N. A Evolução do Pensamento Geográfico. São Paulo: Gradiva,  1986.

MORAES, A.C.R. Geografia: Pequena História Crítica. São Paulo: HUCITEC, 1981.

SANTOS, Lenalda Andrade. Curso de História: Resgate de Memória. In: TAVARES, Maria Stella; SANTOS, Lenalda Andrade (Org.) UFS: História dos cursos de Graduação. São Cristóvão, 1999. (mimeo.)

 

ENTREVISTAS

DINIZ, José Alexandre Felizola. Entrevista concedida em 31 de maio de 2006.

PINTO, Josefa Eliane Siqueira. Entrevista concedida em 23 de agosto de 2006.

SANTANA, Maria dos Prazeres de Araújo. Entrevista concedida em 8 de agosto de 2006.

SANTOS, Adelci Figueiredo. Entrevista concedida em 6 de junho de 2006.

VIEIRA, Lício Valério Lima. Entrevista concedida em 14 de junho de 2006.

 


 Ponencia presentada en el IX Encuentro Internacional Humboldt. Juiz de Fora - Minas Gerais, Brasil. 17 al 21 de setiembre de 2007.






Crea tu propia Red Social de Noticias
O participa en las muchas ya creadas. ¡Es lo último, es útil y divertido! ¿A qué esperas?
Ve, guarda y comparte lo que te interesa en la red
Crear o visita páginas a las que puedes añadir aquellas cosas interesantes que te encuentras porla web ¿A qué esperas?
es.corank.com
------=_NextPart_000_002E_01C80FF8.184F37D0--